O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, confirmou em discurso ontem no Rio que o governo planeja dar aumento real (acima da variação da inflação) para o salário mínimo como forma de estimular o mercado interno. O objetivo é fazer com que o mercado interno seja um dos propulsores da manutenção do crescimento econômico no ano que vem.
De acordo com o ministro, a necessidade de estimular o mercado interno por meio de um aumento no valor do mínimo se deve à previsão de que o saldo da balança comercial brasileira cairá.
No discurso proferido em conferência sobre as perspectivas e tendências da economia para 2005, promovida pela Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), ele não apresentou os números do novo salário mínimo. Em rápida entrevista após o evento, disse: “O presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] vai comunicar ao país a decisão após uma reunião que fará com as centrais sindicais”. Dirceu disse que a reunião acontecerá ainda nesta semana.
Na palestra, ele afirmou que a expansão salarial “é um elemento-chave para o crescimento do país em 2005”, daí a decisão do de “dar um aumento real do salário”.
O ministro disse ainda que, se a economia crescer no ano que vem, o risco Brasil poderá cair para menos de 200 pontos.
Além do aumento real do mínimo, Dirceu citou como pontos importantes para a manutenção do crescimento a desvalorização da dívida interna e a redução do endividamento externo. O ministro afirmou que uma de suas prioridades será fazer com que o PIB (Produto Interno Bruto) alcance, ao menos, 4,8% em 2005.
“Vou trabalhar para que o crescimento do ano que vem seja de pelo menos um ponto percentual a mais do que a previsão do Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada] para 2005, de 3,8%.”
De acordo com o ministro, a geração de empregos é outra prioridade em 2005. Ele chegou a prever que o índice do desemprego neste mês deverá ter apenas um dígito. Disse ainda que o país precisa criar 2 milhões de empregos por ano. Para Dirceu, o governo não pode apoiar o crescimento no aumento da carga tributária e nos endividamentos interno e externo. Ele reconheceu haver no governo divergências quanto ao ritmo do crescimento.
“É duro, dói. Às vezes, a gente se desentende por causa do ritmo, da velocidade. Mas não podemos, outra vez, jogar o país e nosso povo em uma outra aventura”, disse Dirceu, para quem, “ao mesmo tempo” em que é preciso dosar o crescimento, Lula “tem audácia para sonhar que o Brasil pode e vai se desenvolver”. Dirceu disse ter sido incumbido pelo presidente de melhorar a infra-estrutura. “Foi uma boa troca. A articulação política pela infra-estrutura. Acho que vou servir melhor ao país.”
Fonte: Folha de São Paulo – Sérgio Torres
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Por Mhais• 14 de dezembro de 2004• 11:14• Sem categoria
Trabalhador terá aumento real para estimular consumo, afirma Dirceu
O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, confirmou em discurso ontem no Rio que o governo planeja dar aumento real (acima da variação da inflação) para o salário mínimo como forma de estimular o mercado interno. O objetivo é fazer com que o mercado interno seja um dos propulsores da manutenção do crescimento econômico no ano que vem.
De acordo com o ministro, a necessidade de estimular o mercado interno por meio de um aumento no valor do mínimo se deve à previsão de que o saldo da balança comercial brasileira cairá.
No discurso proferido em conferência sobre as perspectivas e tendências da economia para 2005, promovida pela Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), ele não apresentou os números do novo salário mínimo. Em rápida entrevista após o evento, disse: “O presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] vai comunicar ao país a decisão após uma reunião que fará com as centrais sindicais”. Dirceu disse que a reunião acontecerá ainda nesta semana.
Na palestra, ele afirmou que a expansão salarial “é um elemento-chave para o crescimento do país em 2005”, daí a decisão do de “dar um aumento real do salário”.
O ministro disse ainda que, se a economia crescer no ano que vem, o risco Brasil poderá cair para menos de 200 pontos.
Além do aumento real do mínimo, Dirceu citou como pontos importantes para a manutenção do crescimento a desvalorização da dívida interna e a redução do endividamento externo. O ministro afirmou que uma de suas prioridades será fazer com que o PIB (Produto Interno Bruto) alcance, ao menos, 4,8% em 2005.
“Vou trabalhar para que o crescimento do ano que vem seja de pelo menos um ponto percentual a mais do que a previsão do Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada] para 2005, de 3,8%.”
De acordo com o ministro, a geração de empregos é outra prioridade em 2005. Ele chegou a prever que o índice do desemprego neste mês deverá ter apenas um dígito. Disse ainda que o país precisa criar 2 milhões de empregos por ano. Para Dirceu, o governo não pode apoiar o crescimento no aumento da carga tributária e nos endividamentos interno e externo. Ele reconheceu haver no governo divergências quanto ao ritmo do crescimento.
“É duro, dói. Às vezes, a gente se desentende por causa do ritmo, da velocidade. Mas não podemos, outra vez, jogar o país e nosso povo em uma outra aventura”, disse Dirceu, para quem, “ao mesmo tempo” em que é preciso dosar o crescimento, Lula “tem audácia para sonhar que o Brasil pode e vai se desenvolver”. Dirceu disse ter sido incumbido pelo presidente de melhorar a infra-estrutura. “Foi uma boa troca. A articulação política pela infra-estrutura. Acho que vou servir melhor ao país.”
Fonte: Folha de São Paulo – Sérgio Torres
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