O vice-presidente José Alencar reacendeu ontem uma das maiores polêmicas do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
O vice, que acumula a chefia do Ministério da Defesa, afirmou que “há um propósito muito grande” dentro do governo de desvincular os reajustes anuais do salário mínimo das correções dadas aos aposentados da Previdência Social.
“Está sendo feito um estudo, porque todo mundo sabe que esse problema do salário mínimo vinculado à questão do déficit da Previdência tem que ser examinado todas as vezes”, disse Alencar, numa referência aos reajustes anuais do mínimo.
“Então, há um propósito muito grande de verificar isso e acabar com essa vinculação no futuro. Isso está prejudicando, vamos dizer, um salário mais digno”, completou ele, que participou ontem de um encontro nacional de prefeitos eleitos pelo PL, que é o seu partido.
A proposta de desvinculação do salário mínimo foi defendida no primeiro semestre pelo ministro José Dirceu (Casa Civil) e foi apoiada posteriormente pelo próprio presidente Lula. O problema é que a reação contrária, principalmente de setores do PT, esfriou a articulação.
Berzoini contra
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, por exemplo, foi um dos que criticaram publicamente a proposta.
O argumento dos que defendem a desvinculação é que ela possibilitaria aumentos mais robustos do salário mínimo, já que não haveria preocupação com as contas da Previdência, que acumula déficits sucessivos.
Nos dois primeiros anos do governo Lula, o salário mínimo sofreu reajuste real (descontada a inflação) de apenas 1,2% em cada ano.
Já os críticos da medida afirmam que ela punirá em demasia os aposentados da Previdência, que receberão menos do que o salário mínimo.
Além disso, argumentam que os que recebem benefícios vinculados ao mínimo estão em torno de 14 milhões, contra os 3 milhões do setor privado formal que hoje ganham os R$ 260.
Fonte: Folha de São Paulo – Ranier Bragon
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Por Mhais• 14 de dezembro de 2004• 11:13• Sem categoria
Planalto estuda separar Previdência do salário
O vice-presidente José Alencar reacendeu ontem uma das maiores polêmicas do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
O vice, que acumula a chefia do Ministério da Defesa, afirmou que “há um propósito muito grande” dentro do governo de desvincular os reajustes anuais do salário mínimo das correções dadas aos aposentados da Previdência Social.
“Está sendo feito um estudo, porque todo mundo sabe que esse problema do salário mínimo vinculado à questão do déficit da Previdência tem que ser examinado todas as vezes”, disse Alencar, numa referência aos reajustes anuais do mínimo.
“Então, há um propósito muito grande de verificar isso e acabar com essa vinculação no futuro. Isso está prejudicando, vamos dizer, um salário mais digno”, completou ele, que participou ontem de um encontro nacional de prefeitos eleitos pelo PL, que é o seu partido.
A proposta de desvinculação do salário mínimo foi defendida no primeiro semestre pelo ministro José Dirceu (Casa Civil) e foi apoiada posteriormente pelo próprio presidente Lula. O problema é que a reação contrária, principalmente de setores do PT, esfriou a articulação.
Berzoini contra
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, por exemplo, foi um dos que criticaram publicamente a proposta.
O argumento dos que defendem a desvinculação é que ela possibilitaria aumentos mais robustos do salário mínimo, já que não haveria preocupação com as contas da Previdência, que acumula déficits sucessivos.
Nos dois primeiros anos do governo Lula, o salário mínimo sofreu reajuste real (descontada a inflação) de apenas 1,2% em cada ano.
Já os críticos da medida afirmam que ela punirá em demasia os aposentados da Previdência, que receberão menos do que o salário mínimo.
Além disso, argumentam que os que recebem benefícios vinculados ao mínimo estão em torno de 14 milhões, contra os 3 milhões do setor privado formal que hoje ganham os R$ 260.
Fonte: Folha de São Paulo – Ranier Bragon
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