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BB vai pagar PLR nos moldes da Fenaban

(São Paulo) O Banco do Brasil se comprometeu a cumprir o mesmo formato de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da Fenaban. Na rodada de negociações realizada ontem (17), na sede da Confederação dos Bancários, os representantes do banco anunciaram que os critérios para este semestre será o mesmo que vier a ser acordado na Convenção Coletiva, que prevê o desconto dos programas próprios na distribuição da PLR (no caso do BB é descontado o valor que o funcionário recebe no módulo bônus).

Os bancários ainda cobraram do Banco do Brasil a isonomia entre novos e antigos funcionários, a revisão do estatuto da Previ e a extinção da Parcela Previ. O negociador do banco, Joel Bueno, disse que a direção vai estudar as reivindicações, mas antecipou que o banco também quer a reforma do estatuto da caixa de previdência. “Quanto a Parcela Previ acho difícil extingui-la, porque ela é uma segurança para o associado. Mas vou levar o assunto para a direção”, justificou.

Preocupados com o andamento das negociações, os membros da Comissão de Empresa pediram o agendamento de mais três encontros. Os representantes do BB concordaram e marcaram a próxima rodada para o dia 20, às 10h, em Brasília. A outra data, ainda a ser confirmada, é o dia 24 e, a última já acertada, no dia 30 de agosto. “Nós entregamos nossas propostas ao BB no dia 17 de julho. Precisamos que o banco comece a nos responder agora, para tentarmos fechar um acordo até o dia 30 de agosto”, ressaltou o presidente da CNB/CUT e coordenador da Executiva Nacional dos Bancários, Vagner Freitas, durante as negociações.

Metas – Um dos assuntos mais debatidos na rodada de negociações de ontem foi o descomissionamento de 78 gerentes e caixas executivos. O BB alega que estes funcionários estavam adulterando o número de contas de poupança das agências e a pesquisa sobre os índices de satisfação dos clientes. A Comissão de Empresa destacou que embora a atitude destes funcionários seja antiética, revela o fracasso da política de metas do BB. “Se estes gerentes maquiaram os números é porque são pressionados para cumprirem as metas. Esta é uma realidade no Banco do Brasil, o assédio moral para vender produtos e atingir as metas das agências é tão grande que os bancários não sabem mais o que fazer para atender as expectativas do banco”, afirmou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa.

Os bancários reclamaram que a venda de produtos não representa nem 5% da lucratividade do banco e que a política de RH precisa ser revista com urgência. “Apesar de toda a pressão, o resultado das metas é ridículo. Mesmo assim o banco continua com esta política que resultou, inclusive, num novo modelo de classificação das agências que leva em conta principalmente a venda destes produtos. Este não é o Banco do Brasil que idealizamos, não tem o perfil de banco público e não trabalha para o desenvolvimento do país”, ressaltou Milton Rezende, vice-presidente da CNB/CUT.

Os representantes do BB disseram que levarão as críticas à direção e que vão procurar fomentar um debate sobre o perfil que o trabalhador espera do banco.

Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT

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BB vai pagar PLR nos moldes da Fenaban

(São Paulo) O Banco do Brasil se comprometeu a cumprir o mesmo formato de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da Fenaban. Na rodada de negociações realizada ontem (17), na sede da Confederação dos Bancários, os representantes do banco anunciaram que os critérios para este semestre será o mesmo que vier a ser acordado na Convenção Coletiva, que prevê o desconto dos programas próprios na distribuição da PLR (no caso do BB é descontado o valor que o funcionário recebe no módulo bônus).
Os bancários ainda cobraram do Banco do Brasil a isonomia entre novos e antigos funcionários, a revisão do estatuto da Previ e a extinção da Parcela Previ. O negociador do banco, Joel Bueno, disse que a direção vai estudar as reivindicações, mas antecipou que o banco também quer a reforma do estatuto da caixa de previdência. “Quanto a Parcela Previ acho difícil extingui-la, porque ela é uma segurança para o associado. Mas vou levar o assunto para a direção”, justificou.
Preocupados com o andamento das negociações, os membros da Comissão de Empresa pediram o agendamento de mais três encontros. Os representantes do BB concordaram e marcaram a próxima rodada para o dia 20, às 10h, em Brasília. A outra data, ainda a ser confirmada, é o dia 24 e, a última já acertada, no dia 30 de agosto. “Nós entregamos nossas propostas ao BB no dia 17 de julho. Precisamos que o banco comece a nos responder agora, para tentarmos fechar um acordo até o dia 30 de agosto”, ressaltou o presidente da CNB/CUT e coordenador da Executiva Nacional dos Bancários, Vagner Freitas, durante as negociações.
Metas – Um dos assuntos mais debatidos na rodada de negociações de ontem foi o descomissionamento de 78 gerentes e caixas executivos. O BB alega que estes funcionários estavam adulterando o número de contas de poupança das agências e a pesquisa sobre os índices de satisfação dos clientes. A Comissão de Empresa destacou que embora a atitude destes funcionários seja antiética, revela o fracasso da política de metas do BB. “Se estes gerentes maquiaram os números é porque são pressionados para cumprirem as metas. Esta é uma realidade no Banco do Brasil, o assédio moral para vender produtos e atingir as metas das agências é tão grande que os bancários não sabem mais o que fazer para atender as expectativas do banco”, afirmou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa.
Os bancários reclamaram que a venda de produtos não representa nem 5% da lucratividade do banco e que a política de RH precisa ser revista com urgência. “Apesar de toda a pressão, o resultado das metas é ridículo. Mesmo assim o banco continua com esta política que resultou, inclusive, num novo modelo de classificação das agências que leva em conta principalmente a venda destes produtos. Este não é o Banco do Brasil que idealizamos, não tem o perfil de banco público e não trabalha para o desenvolvimento do país”, ressaltou Milton Rezende, vice-presidente da CNB/CUT.
Os representantes do BB disseram que levarão as críticas à direção e que vão procurar fomentar um debate sobre o perfil que o trabalhador espera do banco.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT

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