Continua circulando nas unidades da Caixa Econômica Federal a informação de que a direção poderá descontar na folha de pagamento de junho as horas-extras não compensadas pelos bancários que não cumprirem o prazo determinado pelo banco, que vai até 31 de maio. Trata-se da compensação dos dias parados durante a greve nacional do ano passado, estabelecida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
“O problema é que o TST não determinou o prazo para o cumprimento da compensação. A Caixa fez isso, mas não pensou nos bancários que trabalham em setores em que a grande demanda impede a efetivação da compensação. É o caso daqueles lotados em prédios, por exemplo”, explica Enilson da Silva, diretor do Sindicato. “Imagine como é para quem já faz jornada de oito horas diárias?”.
A direção da Caixa, inclusive, encaminhou aos gestores planilha discriminada por unidade contendo saldo atual do Banco de Horas decorrente das faltas verificadas durante a paralisação, e exigindo providências para o respeito à data firmada no Acordo Coletivo. Caso contrário, segundo ela, os descontos seriam realizados no mês imediatamente posterior ao do fim do prazo.
O Sindicato, porém, rebate: ameaças não servem como política para obtenção de resultados. “O banco está lidando com mães e pais de família, que têm atividades fora do local de trabalho, que precisam cuidar dos filhos, fazer faculdade etc. Se não conseguirem pagar o acordado, com eles é que o erro não está”, contesta Enilson, lembrando que esses pais e mães de família, que mantém com a empresa um vínculo quase que familiar, estão fazendo a sua parte, como sempre. “A Caixa que releia a decisão do TST”, sugere.
Fonte: Seeb DF
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