A indústria brasileira de fundos de investimento registrou uma captação líquida de R$ 19,686 bilhões de janeiro a agosto deste ano, segundo balanço divulgado hoje pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).
O resultado verificado nos primeiros oitos meses do ano é bastante superior ao de igual período de 2004 –R$ 9,334 bilhões–, e ultrapassa o total captado em todo o ano passado –R$ 8,157 bilhões. O patrimônio líquido desses fundos alcançou R$ 671,4 bilhões em agosto de 2005.
O destaque do setor ficou com os fundos de renda fixa, que captaram R$ 65 bilhões nos primeiros oito meses deste ano. Esses fundos, que aplicam o dinheiro dos cotistas em títulos públicos, estão entre os que têm a maior rentabilidade, por conta dos juros altos, o que os torna mais atrativos.
A taxa básica (Selic) está em 19,75% ao ano. Entre setembro do ano passado e maio deste ano, o Banco Central elevou a Selic nove vezes.
Já os principais perdedores nos primeiros oito meses do ano foram os fundos multimercado, que podem aplicar em renda fixa, ações, juros, índice de preços e câmbio, com boa flexibilidade para mudar de opção quando julgar recomendável.
Esses fundos perderam R$ 70,456 bilhões no período. A Anbid, entretanto, ressalta que mudanças contábeis determinadas pela instrução 409 da CVM (órgão que regula o mercado de capitais brasileiro) no primeiro trimestre deste ano fizeram com que 185 fundos que se classificavam como multimercado passassem a adotar a classificação de renda fixa.
Portanto, segundo a Anbid, as perdas desses fundos não estão relacionadas a prejuízos financeiros nem a movimentos de investidores, mas a mudanças no padrão contábil.
Agosto
No mês passado, apesar do agravamento da crise política, os fundos de investimentos registraram uma captação líquida de R$ 5,2 bilhões.
A classe que mais captou no mês foi a que reúne todos os fundos de renda fixa, com R$ 3,174 bilhões.
Fonte: www.folha.com.br
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