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Reiniciam as negociações entre bancários e banqueiros

Hoje, 6 de setembro, acontece a segunda rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. O encontro será mais uma vez em São Paulo e terá início às 16h. Na pauta, cláusulas econômicas, que incluem reajuste e Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cláusulas sociais e sindicais.
Já pela manhã, o Comando se reuniu para elaborar um calendário nacional de mobilização e para discutir sugestões e ações durante a Campanha Salarial 2005.

Na primeira rodada de negociações, realizada no dia 29, foi garantida a data-base em 1º de setembro e mantidos os direitos durante negociações. Apesar dos lucros altos, os banqueiros só choraram. Os bancários reafirmaram que o acordo deve valer para todos os bancos, públicos e privados, e também para todos que trabalham no sistema financeiro.

Mobilizações – Enquanto o Comando está em São Paulo, trabalhando para definir um calendário unificado de ações durante esta Campanha, os sindicatos já estão nas ruas, chamando todos os trabalhadores bancários para a luta.

Em Curitiba, aconteceu hoje pela manhã uma manifestação em frente ao Palácio Avenida, sede da maior agência HSBC do estado do Paraná. Com faixas, carro de som e panfletagem, a FETEC-CUT-PR e o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, falaram sobre os lucros exorbitantes dos bancos e da exploração sofrida pelos bancários.

Segundo Maéve Luciane Vicari, integrante do Conselho Fiscal do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, “esperamos que os banqueiros reconheçam que não estamos reivindicando nada além do justo. Nossos pedidos são totalmente lícitos e nada utópicos”, afirma Maéve.

Os bancários reivindicam reajuste de 11,77%, composto da inflação do período de 5,69% mais 5,75% de aumento real. Querem ainda a valorização dos pisos e a mudança na distribuição da PLR, que passaria a ser de um salário para cada trabalhador mais R$ 788 fixos, além da distribuição de mais 5% do lucro de cada banco, distribuído de forma linear.

Altos lucros – Apenas no primeiro semestre deste ano, o lucro dos bancos alcançou o número de R$15,5 bilhões e, as notícias de lucros cada vez maiores são praticamente cotidianas. “O assédio moral imposto pelos bancos a seus funcionários, que os obrigam a cumprir metas cada vez mais abusivas; as constantes demissões; o baixíssimo número de funcionários nas agências. Em contrapartida, lucros e mais lucros para os banqueiros. É contra tudo isso que estamos lutando. Os bancos têm que reconhecer que nossos pedidos são inteiramente plausíveis”, afirma Júnior César Dias, secretário de Bancos Privados do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.

De acordo com o diretor de Formação do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Gilberto Antônio Reck, “apesar da primeira rodada de negociações ter avançado muito pouco, devido à ‘choradeira’ dos banqueiros, estamos otimistas com essa Campanha. Pelo crescimento da economia do país e pelos altos lucros dos bancos, acreditamos que pelo menos o aumento real receberemos. Os bancos não vão poder negar isso”, reforça Gilberto.

Mesas específicas – As negociações específicas da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil também já estão agendadas.
Dias 13 e 16 de setembro é a vez do Banco do Brasil.
Dia 15 de setembro, a CAIXA senta novamente com os integrantes da diretoria do banco para tentar um acordo. “Na primeira negociação a CAIXA se mostrou insensível às reivindicações dos trabalhadores. Esperamos que desta vez um acordo seja possível”, diz Antônio Luiz Fermino, diretor de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.

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Reiniciam as negociações entre bancários e banqueiros

Hoje, 6 de setembro, acontece a segunda rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. O encontro será mais uma vez em São Paulo e terá início às 16h. Na pauta, cláusulas econômicas, que incluem reajuste e Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cláusulas sociais e sindicais.
Já pela manhã, o Comando se reuniu para elaborar um calendário nacional de mobilização e para discutir sugestões e ações durante a Campanha Salarial 2005.
Na primeira rodada de negociações, realizada no dia 29, foi garantida a data-base em 1º de setembro e mantidos os direitos durante negociações. Apesar dos lucros altos, os banqueiros só choraram. Os bancários reafirmaram que o acordo deve valer para todos os bancos, públicos e privados, e também para todos que trabalham no sistema financeiro.
Mobilizações – Enquanto o Comando está em São Paulo, trabalhando para definir um calendário unificado de ações durante esta Campanha, os sindicatos já estão nas ruas, chamando todos os trabalhadores bancários para a luta.
Em Curitiba, aconteceu hoje pela manhã uma manifestação em frente ao Palácio Avenida, sede da maior agência HSBC do estado do Paraná. Com faixas, carro de som e panfletagem, a FETEC-CUT-PR e o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, falaram sobre os lucros exorbitantes dos bancos e da exploração sofrida pelos bancários.
Segundo Maéve Luciane Vicari, integrante do Conselho Fiscal do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, “esperamos que os banqueiros reconheçam que não estamos reivindicando nada além do justo. Nossos pedidos são totalmente lícitos e nada utópicos”, afirma Maéve.
Os bancários reivindicam reajuste de 11,77%, composto da inflação do período de 5,69% mais 5,75% de aumento real. Querem ainda a valorização dos pisos e a mudança na distribuição da PLR, que passaria a ser de um salário para cada trabalhador mais R$ 788 fixos, além da distribuição de mais 5% do lucro de cada banco, distribuído de forma linear.
Altos lucros – Apenas no primeiro semestre deste ano, o lucro dos bancos alcançou o número de R$15,5 bilhões e, as notícias de lucros cada vez maiores são praticamente cotidianas. “O assédio moral imposto pelos bancos a seus funcionários, que os obrigam a cumprir metas cada vez mais abusivas; as constantes demissões; o baixíssimo número de funcionários nas agências. Em contrapartida, lucros e mais lucros para os banqueiros. É contra tudo isso que estamos lutando. Os bancos têm que reconhecer que nossos pedidos são inteiramente plausíveis”, afirma Júnior César Dias, secretário de Bancos Privados do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.
De acordo com o diretor de Formação do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Gilberto Antônio Reck, “apesar da primeira rodada de negociações ter avançado muito pouco, devido à ‘choradeira’ dos banqueiros, estamos otimistas com essa Campanha. Pelo crescimento da economia do país e pelos altos lucros dos bancos, acreditamos que pelo menos o aumento real receberemos. Os bancos não vão poder negar isso”, reforça Gilberto.
Mesas específicas – As negociações específicas da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil também já estão agendadas.
Dias 13 e 16 de setembro é a vez do Banco do Brasil.
Dia 15 de setembro, a CAIXA senta novamente com os integrantes da diretoria do banco para tentar um acordo. “Na primeira negociação a CAIXA se mostrou insensível às reivindicações dos trabalhadores. Esperamos que desta vez um acordo seja possível”, diz Antônio Luiz Fermino, diretor de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.

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