Em greve há 30 dias, os funcionários do Banco Central (BC) autorizaram, ontem, seus representantes sindicais a negociarem um acordo de reajuste salarial que encerre o movimento. A decisão saiu das assembléias realizadas em todo o país e deve acelerar o fim da greve. Esses representantes têm reunião hoje, no Ministério do Planejamento.
“Acredito que nessa reunião nós vamos encontrar uma proposta que tenha condições de ser aprovada pelos funcionários”, diz o presidente da seção brasiliense do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central, Paulo de Tarso Calovi. De acordo com balanço do sindicato, 90% dos 4,5 mil empregados do BC em todo o país estão parados.
A greve, iniciada em 19 de setembro, já é a mais longa da categoria. Por causa da greve, há problemas em alguns serviços do Banco Central, como a atualização das reservas internacionais (o último dado disponível é do fim de setembro).
Na semana passada, depois de rejeitarem a primeira proposta do banco — de aumento salarial médio de 5,75% a partir de janeiro do ano que vem — os grevistas fizeram um “abraço” à sede do banco para pressionar por novas negociações. Conseguiram uma reunião com o presidente do BC, Henrique Meirelles, mas não houve acordo. Um novo encontro com a diretoria do banco, na sexta-feira, também não foi conclusivo, mas o BC apresentou uma nova proposta, com reajuste de 10%.
Os servidores, porém, insistem na pauta por eles apresentada à direção do banco. Essa pauta prevê reajuste linear de 6,82% retroativo à setembro, mas também o compromisso de uma outra reposição salarial, de 15%, a partir janeiro de 2006. Além disso, reivindicam a revisão do plano de carreira da categoria, eliminação da terceirização, modificações na assistência à saúde, abono assiduidade, redução da jornada de atividades continuadas, entre outros pontos.
Fonte: www.fenae.org.br
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