O Banco do Brasil já apresentou sua proposta, que não contempla os anseios do funcionalismo. A Comissão quer melhorar diversos pontos
(São Paulo) A Comissão de Empresa e o Banco do Brasil reúnem-se novamente na próxima semana, dia 22, para mais uma rodada de negociações sobre o novo Plano de Cargos e Salários (PCS). No último encontro, os representantes da empresa apresentaram uma proposta que não atende às demandas do funcionalismo.
“É importante o fato de o banco pontuar e valorizar a carreira que o funcionário vai desenvolver dentro da instituição. No entanto, não há aumento no piso salarial, o banco não propõe alteração nos interstícios. A verba “M” tem de ser reajustada em todas as campanhas salariais e equipara valores de funções semelhantes com salários distintos”, avalia o coordenador da Comissão de Empresa, Marcel Barros.
Pela proposta apresentada pelo Banco, os interstícios continuariam com um percentual de 3% de promoção automática a cada três anos. O BB também não propõe qualquer recuperação no salário de ingresso e não apresentou nenhuma proposta para se alterar o atual Plano de Cargos Comissionados (PCC).
“Nós já reafirmamos ao Banco do Brasil que queremos melhorar tanto o salário inicial quanto os interstícios, que até 1997 eram de 12% a 16% a cada três anos. Também queremos pontuar o histórico funcional para achar a letra “M” de cada funcionário”, explicou Marcel.
A tal da letra “M”
Na última negociação, o Banco do Brasil apareceu na mesa com uma novidade: o Plano de Cargos e Remuneração (PCR), que substituiria o atual PCS. Pela proposta patronal, o novo Plano combina promoção automática por tempo de trabalho ou antiguidade (A) com adicionais de remuneração por mérito (M).
O adicional por Mérito (M) varia, segundo o BB, de 1 a 25. Para passar do nível M1 para o nível M2, o funcionário teria de acumular 1095 pontos – e estes pontos seriam acumulados de acordo com o tempo de exercício de cargos comissionados e conforme cada grupo de comissões.
“Queremos construir com o banco uma conversão da atual pontuação para a nova. Há muitos pontos ainda que precisamos melhorar na proposta, mas pelo menos o banco se mexeu e está disposto a negociar. Vamos lutar para conseguir avanços nesta próxima reunião”, finalizou Marcel.
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