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Bancos menores buscam alternativas para competir

Próximo de atingir um ponto de estagnação, o empréstimo pessoal com desconto em folha de pagamento voltado para aposentados e pensionistas do INSS começa a ser repensado, principalmente pelos bancos pequenos e médios. Entre as medidas em estudo estão a redução das comissões pagas aos agentes (vendedores), a liquidação dos créditos por meio de cartões, o estímulo à renegociação dos contratos e a atuação de forma regionalizada.

Segundo estimativas das próprias instituições financeiras, o potencial de tomadores do produto gira em torno de 30% do total de beneficiários do INSS. Em janeiro, existiam 19 milhões de aposentados e pensionistas e, destes, 25,2% (4,8 milhões) já contraíram empréstimos consignados.

“A concorrência não pára de se acirrar e estamos quase atingindo um ponto de saturação. Daqui para frente o crescimento do mercado será pequeno, impulsionado basicamente pela entrada de novos beneficiários no sistema”, avalia o diretor da ABBC (entidade que reúne os bancos pequenos e médios) e do Banco Cacique, Renato Martins Oliva.

Uma das principais preocupações dos membros da ABBC é o avanço dos bancos de varejo, que há até pouco tempo não demonstravam interesse pelo crédito consignado, diferentemente de agora. Por conta disso, o custo da distribuição passou a ser ainda mais relevante. No ano passado, quando o mercado foi invadido por novos competidores, as comissões dos agentes de crédito foram inflacionadas em mais de 100%, colocando em xeque o produto, que é marcado pelas taxas de juros mais baixas do que a média de outras linhas.

“A melhor coisa que a ABBC fez nos últimos tempos foi buscar um acordo entre os associados para estabelecer um valor máximo para as comissões”, afirma o executivo de um banco que preferiu não se identificar. A entidade, no entanto, nega que tenha promovido tal acordo. “Temos algumas iniciativas para tentar evitar a concorrência predatória, mas um acerto como esse seria impossível, já que dificilmente os membros abririam mão de suas políticas”, afirma o diretor executivo da ABBC, Progreso Vañó Puerto.

Outra frente de atuação para manter a lucratividade e a competitividade do produto é o pleito junto ao INSS para que a liquidação (repasse) dos empréstimos seja feita via cartões de benefício. Hoje, caso o aposentado ou pensionista não tenha conta-corrente, os bancos pequenos e médios precisam usar os serviços de uma instituição de varejo. “Obrigar que a pessoa tenha uma conta-corrente para o recebimento do crédito é uma reserva de mercado”, reclama Oliva.

A renegociação dos contratos ativos, além dos que acabam de vencer, está entre as prioridades dos bancos consultados pelo Valor. “A renegociação vai se tornar mais importante do que os novos contratos”, avalia a presidente do Banco BMC, Andréa Capelo Pinheiro. Segundo ela, deve ocorrer uma depuração do mercado, ficando apenas as instituições com carteiras “relevantes”.

Para o vice-presidente do Banco BGN, Bartolomeu Brederodes, existe espaço para todos, porém, se o produto se tornar menos rentável, uma redefinição de rumos deve ocorrer. “Podemos passar a ter uma atuação regionalizada”, conta.

Já o Banco Paulista deve aumentar o foco para o crédito consignado voltado para servidores públicos, em detrimento dos aposentados e pensionistas. “O espaço entre os beneficiários do INSS está cada vez mais reduzido. Em compensação, existem várias prefeituras, principalmente as pequenas e médias, pouco exploradas”, avalia o diretor da instituição, Norival Puglieri.

De acordo com dados do Banco Central, em janeiro a carteira de empréstimos com desconto em folha (servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada) de 13 dos maiores bancos brasileiros atingiu a marca de R$ 33,1 bilhões, alta de 75% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo analistas, neste ano a modalidade deve avançar entre 30% e 40%, já indicando uma desaceleração.

Fonte: Valor Online

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Bancos menores buscam alternativas para competir

Próximo de atingir um ponto de estagnação, o empréstimo pessoal com desconto em folha de pagamento voltado para aposentados e pensionistas do INSS começa a ser repensado, principalmente pelos bancos pequenos e médios. Entre as medidas em estudo estão a redução das comissões pagas aos agentes (vendedores), a liquidação dos créditos por meio de cartões, o estímulo à renegociação dos contratos e a atuação de forma regionalizada.
Segundo estimativas das próprias instituições financeiras, o potencial de tomadores do produto gira em torno de 30% do total de beneficiários do INSS. Em janeiro, existiam 19 milhões de aposentados e pensionistas e, destes, 25,2% (4,8 milhões) já contraíram empréstimos consignados.
“A concorrência não pára de se acirrar e estamos quase atingindo um ponto de saturação. Daqui para frente o crescimento do mercado será pequeno, impulsionado basicamente pela entrada de novos beneficiários no sistema”, avalia o diretor da ABBC (entidade que reúne os bancos pequenos e médios) e do Banco Cacique, Renato Martins Oliva.
Uma das principais preocupações dos membros da ABBC é o avanço dos bancos de varejo, que há até pouco tempo não demonstravam interesse pelo crédito consignado, diferentemente de agora. Por conta disso, o custo da distribuição passou a ser ainda mais relevante. No ano passado, quando o mercado foi invadido por novos competidores, as comissões dos agentes de crédito foram inflacionadas em mais de 100%, colocando em xeque o produto, que é marcado pelas taxas de juros mais baixas do que a média de outras linhas.
“A melhor coisa que a ABBC fez nos últimos tempos foi buscar um acordo entre os associados para estabelecer um valor máximo para as comissões”, afirma o executivo de um banco que preferiu não se identificar. A entidade, no entanto, nega que tenha promovido tal acordo. “Temos algumas iniciativas para tentar evitar a concorrência predatória, mas um acerto como esse seria impossível, já que dificilmente os membros abririam mão de suas políticas”, afirma o diretor executivo da ABBC, Progreso Vañó Puerto.
Outra frente de atuação para manter a lucratividade e a competitividade do produto é o pleito junto ao INSS para que a liquidação (repasse) dos empréstimos seja feita via cartões de benefício. Hoje, caso o aposentado ou pensionista não tenha conta-corrente, os bancos pequenos e médios precisam usar os serviços de uma instituição de varejo. “Obrigar que a pessoa tenha uma conta-corrente para o recebimento do crédito é uma reserva de mercado”, reclama Oliva.
A renegociação dos contratos ativos, além dos que acabam de vencer, está entre as prioridades dos bancos consultados pelo Valor. “A renegociação vai se tornar mais importante do que os novos contratos”, avalia a presidente do Banco BMC, Andréa Capelo Pinheiro. Segundo ela, deve ocorrer uma depuração do mercado, ficando apenas as instituições com carteiras “relevantes”.
Para o vice-presidente do Banco BGN, Bartolomeu Brederodes, existe espaço para todos, porém, se o produto se tornar menos rentável, uma redefinição de rumos deve ocorrer. “Podemos passar a ter uma atuação regionalizada”, conta.
Já o Banco Paulista deve aumentar o foco para o crédito consignado voltado para servidores públicos, em detrimento dos aposentados e pensionistas. “O espaço entre os beneficiários do INSS está cada vez mais reduzido. Em compensação, existem várias prefeituras, principalmente as pequenas e médias, pouco exploradas”, avalia o diretor da instituição, Norival Puglieri.
De acordo com dados do Banco Central, em janeiro a carteira de empréstimos com desconto em folha (servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada) de 13 dos maiores bancos brasileiros atingiu a marca de R$ 33,1 bilhões, alta de 75% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo analistas, neste ano a modalidade deve avançar entre 30% e 40%, já indicando uma desaceleração.
Fonte: Valor Online

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