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Tarifas bancárias crescem 722,94%

Tarifas crescem 722,94%, salários de bancários só 78,37% em 12 anos

No mesmo período, entre 1994 e 2005, a inflação aumentou 167%, conforme levantamento do Dieese

São Paulo – De 1994 a 2005, a receita dos bancos proveniente da prestação de serviços, as famosas tarifas, cresceu 722,94%. Enquanto isso, a despesa com pessoal – que incluem salários, benefícios, além da participação nos lucros e resultados – aumentou 78,37%. Para o mesmo período, a inflação, calculada pelo ICV/Dieese, foi de 167,50%.

“Esses números traduzem o dia-a-dia de bancários e clientes. Os bancos cobram cada vez mais taxas e prestam um serviço cada vez pior, demitindo bancários e empurrando os usuários para o auto-atendimento. O resultado é bem conhecido: trabalhadores adoecidos pela pressão e clientes na fila e muito insatisfeitos”, avalia o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. “Isso demonstra o por quê de a receita com prestação de serviços ser responsável por 1/3 de toda a receita dos bancos”, completa Marcolino.

No mesmo período, a variação do número de trabalhadores também assusta. Em 1994 havia mais de 570 mil bancários no país, hoje não chegam a 400 mil. Se voltarmos um pouco mais, no início da década de 90, o número de trabalhadores do setor financeiro passava de 800 mil. Cada bancário, em 1993, era responsável por 67 contas-correntes. Em 2004, esse número já era de 184 por trabalhador. “Os bancos investiram muito em tecnologia, informatização, mas também criaram novos produtos pelos quais o bancário é responsável. Então, a quantidade de trabalho só aumentou. E os clientes, claro, só têm mesmo é que reclamar”, diz o presidente do Sindicato.

Os bancos, no entanto, não precisariam fazer tanta economia com a qualidade do atendimento. Os lucros do setor aumentaram 1.589,41% de 1994 a 2005, contra a já mencionada inflação de 167,50%. Se levado em conta somente o último ano, para uma inflação de 4,54% (ICV Dieese), houve um crescimento do lucro da ordem de 36,1%: dos R$ 20,8 bi em 2004 para R$ 28,3 bi em 2005. Enquanto isso, a despesa com pessoal variou somente 9,5%.

Por Cláudia Motta.

Tarifa dos bancos bate na Lua

Você pode escolher: dinheiro que os bancos arrecadaram em 2005 daria também para dar 10 voltas na Terra

São Paulo – Se você tivesse paciência para esticar, uma a uma, em notas de R$ 10, o que o os bancos arrecadaram com tarifas em 2005, daria para chegar até a Lua. Ou, os R$ 30,955 bilhões cobrados pela prestação de serviços, também dariam a volta no planeta Terra por pelo menos 10 vezes.

Isso, levando-se em conta somente o que foi cobrado de tarifa em sete dos maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander Banespa e Nossa Caixa). Da Terra até a Lua, são 384 mil quilômetros. Já a circunferência da Terra tem mais de 40 mil km.

“A gente sempre diz que essa arrecadação é astronômica, sem imaginar que o termo é tão realista”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

Os bancos foram liberados para cobrar tarifas desde 1994. De lá para cá, essa arrecadação subiu mais de 661,71%.

Por Ricardo Negrão.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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Tarifas crescem 722,94%, salários de bancários só 78,37% em 12 anos
No mesmo período, entre 1994 e 2005, a inflação aumentou 167%, conforme levantamento do Dieese
São Paulo – De 1994 a 2005, a receita dos bancos proveniente da prestação de serviços, as famosas tarifas, cresceu 722,94%. Enquanto isso, a despesa com pessoal – que incluem salários, benefícios, além da participação nos lucros e resultados – aumentou 78,37%. Para o mesmo período, a inflação, calculada pelo ICV/Dieese, foi de 167,50%.
“Esses números traduzem o dia-a-dia de bancários e clientes. Os bancos cobram cada vez mais taxas e prestam um serviço cada vez pior, demitindo bancários e empurrando os usuários para o auto-atendimento. O resultado é bem conhecido: trabalhadores adoecidos pela pressão e clientes na fila e muito insatisfeitos”, avalia o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. “Isso demonstra o por quê de a receita com prestação de serviços ser responsável por 1/3 de toda a receita dos bancos”, completa Marcolino.
No mesmo período, a variação do número de trabalhadores também assusta. Em 1994 havia mais de 570 mil bancários no país, hoje não chegam a 400 mil. Se voltarmos um pouco mais, no início da década de 90, o número de trabalhadores do setor financeiro passava de 800 mil. Cada bancário, em 1993, era responsável por 67 contas-correntes. Em 2004, esse número já era de 184 por trabalhador. “Os bancos investiram muito em tecnologia, informatização, mas também criaram novos produtos pelos quais o bancário é responsável. Então, a quantidade de trabalho só aumentou. E os clientes, claro, só têm mesmo é que reclamar”, diz o presidente do Sindicato.
Os bancos, no entanto, não precisariam fazer tanta economia com a qualidade do atendimento. Os lucros do setor aumentaram 1.589,41% de 1994 a 2005, contra a já mencionada inflação de 167,50%. Se levado em conta somente o último ano, para uma inflação de 4,54% (ICV Dieese), houve um crescimento do lucro da ordem de 36,1%: dos R$ 20,8 bi em 2004 para R$ 28,3 bi em 2005. Enquanto isso, a despesa com pessoal variou somente 9,5%.
Por Cláudia Motta.
Tarifa dos bancos bate na Lua
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São Paulo – Se você tivesse paciência para esticar, uma a uma, em notas de R$ 10, o que o os bancos arrecadaram com tarifas em 2005, daria para chegar até a Lua. Ou, os R$ 30,955 bilhões cobrados pela prestação de serviços, também dariam a volta no planeta Terra por pelo menos 10 vezes.
Isso, levando-se em conta somente o que foi cobrado de tarifa em sete dos maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander Banespa e Nossa Caixa). Da Terra até a Lua, são 384 mil quilômetros. Já a circunferência da Terra tem mais de 40 mil km.
“A gente sempre diz que essa arrecadação é astronômica, sem imaginar que o termo é tão realista”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Os bancos foram liberados para cobrar tarifas desde 1994. De lá para cá, essa arrecadação subiu mais de 661,71%.
Por Ricardo Negrão.
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