da Agência Folha
Mesmo proibido pela direção nacional de falar em nome do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o líder dos sem-terra José Rainha Jr. anunciou ontem que realizará uma “marcha pela terra” no Pontal do Paranapanema, a região de maior conflito fundiário do Estado de São Paulo.
A marcha, em princípio, partiria de Presidente Epitácio, onde Rainha está organizando um acampamento do MST, com destino a Presidente Prudente.
Na entrevista concedida a uma rádio local, Rainha pediu “consciência” ao prefeito de Presidente Prudente, Agripino Lima (PTB), para receber os trabalhadores de “braços abertos”.
Em janeiro do ano passado, Lima barrou a entrada do MST na cidade, colocando máquinas agrícolas na pista, e só liberou a passagem depois de ordem do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A realização do ato foi confirmada por Wesley Mauch, da direção regional do MST, e pela mulher de Rainha, Diolinda de Souza.
“Estamos aguardando apenas o momento certo para fazer”, afirmou Mauch.
O “momento certo”, segundo ele, será quando o acampamento em Presidente Epitácio atingir 5.000 famílias inscritas –atualmente, segundo o MST, aproximadamente 3.000 famílias estão acampadas às margens da estrada vicinal que liga Presidente Epitácio a Teodoro Sampaio.
O prefeito Agripino Lima afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que Rainha “não merece credibilidade alguma e que não representa nada”, numa alusão à proibição de dar declarações em nome do MST.
Rio Grande do Sul
Proprietários rurais gaúchos, após acordo com o Ministério Público firmado anteontem, decidiram suspender a “contramarcha” iniciada em oposição a marcha do MST no Estado. Em 10 de junho, um grupo de 800 sem-terra iniciou marcha em direção a São Gabriel (324 km de Porto Alegre).
Eles protestavam contra a suspensão da desapropriação de uma área de 13,2 mil hectares no município. Eles estão parados a cerca de 180 km de São Gabriel.
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Por Mhais• 1 de julho de 2003• 10:08• Sem categoria
RAINHA ANUNCIA MARCHA DE SEM-TERRA NO PONTAL
da Agência Folha
Mesmo proibido pela direção nacional de falar em nome do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o líder dos sem-terra José Rainha Jr. anunciou ontem que realizará uma “marcha pela terra” no Pontal do Paranapanema, a região de maior conflito fundiário do Estado de São Paulo.
A marcha, em princípio, partiria de Presidente Epitácio, onde Rainha está organizando um acampamento do MST, com destino a Presidente Prudente.
Na entrevista concedida a uma rádio local, Rainha pediu “consciência” ao prefeito de Presidente Prudente, Agripino Lima (PTB), para receber os trabalhadores de “braços abertos”.
Em janeiro do ano passado, Lima barrou a entrada do MST na cidade, colocando máquinas agrícolas na pista, e só liberou a passagem depois de ordem do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A realização do ato foi confirmada por Wesley Mauch, da direção regional do MST, e pela mulher de Rainha, Diolinda de Souza.
“Estamos aguardando apenas o momento certo para fazer”, afirmou Mauch.
O “momento certo”, segundo ele, será quando o acampamento em Presidente Epitácio atingir 5.000 famílias inscritas –atualmente, segundo o MST, aproximadamente 3.000 famílias estão acampadas às margens da estrada vicinal que liga Presidente Epitácio a Teodoro Sampaio.
O prefeito Agripino Lima afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que Rainha “não merece credibilidade alguma e que não representa nada”, numa alusão à proibição de dar declarações em nome do MST.
Rio Grande do Sul
Proprietários rurais gaúchos, após acordo com o Ministério Público firmado anteontem, decidiram suspender a “contramarcha” iniciada em oposição a marcha do MST no Estado. Em 10 de junho, um grupo de 800 sem-terra iniciou marcha em direção a São Gabriel (324 km de Porto Alegre).
Eles protestavam contra a suspensão da desapropriação de uma área de 13,2 mil hectares no município. Eles estão parados a cerca de 180 km de São Gabriel.
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