São Paulo – Durante as negociações com os trabalhadores, os representantes dos banqueiros disseram que não há metas abusivas nos locais de trabalho. A segunda rodada de negociação aconteceu nesta segunda-feira, dia 21, em São Paulo.
Para eles, hoje os bancos aplicam metas que podem ser atingidas. Já para o movimento sindical cutista, é necessário criar uma formulação para conter o abuso dentro dos locais de trabalho.
“Pela primeira vez, o tema assédio moral ocupou um importante espaço dentro da mesa de negociação. E se os banqueiros dizem que não há, então, vamos construir uma proposta e melhorar a qualidade de vida dentro do local de trabalho”, diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
O problema do assédio moral e das metas abusivas nos locais de trabalho, segundo Marcolino, remete ao começo da década de 1990, quando os bancários levaram à preocupação com a LER/Dort que atingia a categoria.
“Naquele tempo, eles diziam que esse tipo de problema era de quem lavava roupas ou jogava tênis. Agora, reconhecida como uma doença ocupacional, os locais de trabalho tiveram que se adaptar, mudando por exemplo, todo o mobiliário”, disse o presidente, que completou: “Assim como a LER/Dort no passado, hoje o assédio moral e as metas abusivas estão causando o adoecimento da categoria, inclusive levando pessoas a diagnósticos como doença mental ou síndrome do pânico”, afirmou.
Por Cláudia Motta e Ricardo Negrão – 21/08/2006. Notícia colhida no sítio www.spbancarios.com.br.
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