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Quinta-feira de mobilizações para pressionar Fenaban

Esta quinta-feira, 24/08, deverá ser um dia de protestos em todo país. A idéia é que trabalhadores do sistema financeiro promovam atos para pressionar a Fenaban a avançar nas negociações da campanha nacional, após o festival de negativas dos banqueiros presenciado na segunda rodada, no início desta semana.

Dentre os vários “nãos”, os banqueiros disseram não haver qualquer intenção de conceder aumento real e distribuir porcentagem de lucro líquido linear. Afirmaram não existir fundamentação para o 14º salário, muito menos para a 13ª cesta-alimentação já que o ano só tem 12 meses. Quanto ao aumento nos pisos, os patrões se esquivaram com alegações de a questão ser regulada pelo “mercado”. Com relação ao auxílio-creche de um salário mínimo, a proposta foi de subsidiar apenas uma parte.

No que diz respeito às condições de saúde, as respostas foram ainda mais esdrúxulas. Negaram existência de competições e de assédio moral entre os bancários, apesar de recente pesquisa demonstrando a existência das práticas nos locais de trabalho. Para a reivindicação de segurança bancária, os banqueiros colocaram-na como discussão à parte, a ser feita por “especialistas”.

“Colocações como essa comprovam a preocupação do sistema apenas com a segurança do numerário”, avalia o presidente da FETEC/CUT-SP, Sebastião Geraldo Cardozo, ao lembrar que a campanha nacional em curso extrapola a discussão mercantilista e financista. “Nosso intuito vai além. Queremos debater a defesa da vida e da saúde do trabalhador, o que passa por melhores condições de trabalho e de salário”.

Para o presidente da FETEC SP, já era esperada a série de ‘nãos’. “A única inovação aventada pelos banqueiros foi a possibilidade de se firmar uma nova Convenção Coletiva válida para dois anos, o que, na minha avaliação, não é ruim com inflação baixa. A idéia é até salutar, uma vez que evitaria desgastes. Só que para isso são necessários alguns pressupostos, como por exemplo aumento real de salários, reposição automática da inflação e estabelecimento de mesas de negociação permanente para as demais questões da relação capital/trabalho”.

Na avaliação do dirigente, o procedimento adotado neste ano, de mesas específicas aliadas à mesa de questões econômicas, tende a ser mais positivo. “A nova metodologia força a Fenaban a abandonar as negativas sem apresentar fundamentações. Ao meu ver, a próxima rodada, no dia 29/08, vai ser de intensos debates, o que nos dará mais chances de argumentações”, aposta Tião.

O dirigente, no entanto, alerta: “Mesmo com uma melhor interlocução, qualquer avanço em mesa de negociação não virá por bondade dos patrões. Será preciso muita luta e união da categoria para se conquistar novos direitos, aumento real e PLR mais justa. Por isso, a adesão dos bancários nas atividades organizadas pelos sindicatos pode realmente fazer a diferença”, avisa Tião.

Jornalista: Lucimar Cruz Beraldo.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fetecsp.org.br.

Por 18:37 Notícias

Quinta-feira de mobilizações para pressionar Fenaban

Esta quinta-feira, 24/08, deverá ser um dia de protestos em todo país. A idéia é que trabalhadores do sistema financeiro promovam atos para pressionar a Fenaban a avançar nas negociações da campanha nacional, após o festival de negativas dos banqueiros presenciado na segunda rodada, no início desta semana.
Dentre os vários “nãos”, os banqueiros disseram não haver qualquer intenção de conceder aumento real e distribuir porcentagem de lucro líquido linear. Afirmaram não existir fundamentação para o 14º salário, muito menos para a 13ª cesta-alimentação já que o ano só tem 12 meses. Quanto ao aumento nos pisos, os patrões se esquivaram com alegações de a questão ser regulada pelo “mercado”. Com relação ao auxílio-creche de um salário mínimo, a proposta foi de subsidiar apenas uma parte.
No que diz respeito às condições de saúde, as respostas foram ainda mais esdrúxulas. Negaram existência de competições e de assédio moral entre os bancários, apesar de recente pesquisa demonstrando a existência das práticas nos locais de trabalho. Para a reivindicação de segurança bancária, os banqueiros colocaram-na como discussão à parte, a ser feita por “especialistas”.
“Colocações como essa comprovam a preocupação do sistema apenas com a segurança do numerário”, avalia o presidente da FETEC/CUT-SP, Sebastião Geraldo Cardozo, ao lembrar que a campanha nacional em curso extrapola a discussão mercantilista e financista. “Nosso intuito vai além. Queremos debater a defesa da vida e da saúde do trabalhador, o que passa por melhores condições de trabalho e de salário”.
Para o presidente da FETEC SP, já era esperada a série de ‘nãos’. “A única inovação aventada pelos banqueiros foi a possibilidade de se firmar uma nova Convenção Coletiva válida para dois anos, o que, na minha avaliação, não é ruim com inflação baixa. A idéia é até salutar, uma vez que evitaria desgastes. Só que para isso são necessários alguns pressupostos, como por exemplo aumento real de salários, reposição automática da inflação e estabelecimento de mesas de negociação permanente para as demais questões da relação capital/trabalho”.
Na avaliação do dirigente, o procedimento adotado neste ano, de mesas específicas aliadas à mesa de questões econômicas, tende a ser mais positivo. “A nova metodologia força a Fenaban a abandonar as negativas sem apresentar fundamentações. Ao meu ver, a próxima rodada, no dia 29/08, vai ser de intensos debates, o que nos dará mais chances de argumentações”, aposta Tião.
O dirigente, no entanto, alerta: “Mesmo com uma melhor interlocução, qualquer avanço em mesa de negociação não virá por bondade dos patrões. Será preciso muita luta e união da categoria para se conquistar novos direitos, aumento real e PLR mais justa. Por isso, a adesão dos bancários nas atividades organizadas pelos sindicatos pode realmente fazer a diferença”, avisa Tião.
Jornalista: Lucimar Cruz Beraldo.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fetecsp.org.br.

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