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Centro Administrativo do HSBC foi paralisado pelos bancários

“Bancário, no seu dia, quem te dá o bolo é o banqueiro”, dizia faixa exposta no Centro Administrativo Kennedy do banco HSBC.

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná, conhecida como Federação dos Bancários da CUT (FETEC-CUT-PR), atrasaram nesta manhã (28/08), o início de expediente dos trabalhadores do Centro Administrativo Kennedy do banco HSBC. Os portões só foram abertos às 11 horas, após a realização de uma assembléia.

A paralisação foi pacífica e contou com o apoio dos trabalhadores que se mostraram indignados com a proposta de índice zero para esta Campanha Salarial apresentada na última rodada de negociações no dia 21. A próxima rodada será amanhã (29), às 15 horas.

“Temos que cobrar do HSBC aquilo que é da sua responsabilidade, já que o banco tem sede administrativa aqui em Curitiba. Este é um compromisso que temos com cada bancário desse país”, afirma Audrea Louback, dirigente sindical e funcionária do banco.

“O HSBC quer ser em 2008 o melhor banco para se trabalhar. Será apenas para quem sobreviver”,diz Paulo Rotta, diretor da FETEC-CUT-PR e trabalhador do HSBC. “As pessoas precisam do emprego e por isso se submetem a trabalhar doentes e aguentando esta pressão para cumprimento das metas. Ainda temos que aguentar a lavagem cerebral do HSBC TV. O Plano de Cargos e Salários e o auxílio-educação só beneficiam alguns, aqueles peixes dos gerentes”, denuncia.

O diretor Marco Aurélio Cruz, que atua no Sindicato e é funcionário do HSBC, solicitou durante a assembleía que os bancários denunciem os abusos e arbitrariedades cometidas pelo banco ao Sindicato.”É o Sindicato que está lutando para assegurar a cada um de vocês melhores condições de trabalho, não é o banco”.

Cruz ressaltou ainda que o banco continua promovendo práticas de assédio.”Na semana retrasada, o banco divulgou um comunicado de que irá aplicar o artigo 508 da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), que considera justa causa, para efeito de rescisão do contrato de trabalho do bancário, a inadimplência, ou como diz o artigo, a falta contumaz de pagamento de dívidas legalmente exigíveis. Isto é assédio”, concluiu.

Curiosamente, nesta hora o banco esquece a sua irresponsabilidade na concessão de crédito indiscriminado. Um banco do porte do HSBC deveria ser um agente incentivador do uso do crédito responsável, no entanto, o que se vê é justamente o contrário.

“O banco quer transmitir uma imagem de que tem responsabilidade social. Mas o exemplo tem que começar dentro das sua própria casa. Demitir por justa causa quem têm dívidas é uma afronta. O Sindicato já está tomando providências e pedindo explicações ao HSBC”, afirmou o dirigente sindical e funcionário Deonísio Schmidt. “Nem o HSBC sabe explicar o seu Plano de Cargos e Salários. É indecifrável”, complementou.

“Como estamos no país do futebol, podemos dizer que se os banqueiros propõe índice zero, nós bancários temos que nos movimentar para dar de goleada”, afirmou Carlos Alberto Kanak, diretor do Sindicato e dirigente da Comissão de Empresa do HSBC. “Para o sucesso desta empreitada, precisamos da mobilização e participação de cada bancário com denúncias, sugestões e com o apoio à causa”. O secretário-geral do Sindicato, Antonio Luiz Fermino salientou a importância dos bancários estarem bem informados sobre a campanha.

Já José Paulo Staub, presidente em exercício do Sindicato, afirmou que o índice de 7,05% proposto pelo movimento sindical como aumento real já é baixo, se comparado ao esforço dos bancários e a contribuição de cada trabalhador nos lucros exorbitantes conquistados pelos bancos. “A questão da inflação não deveria nem ser discutida. É uma questão ultrapassada. Não há o que discutir, temos direto a reposição salarial. A proposta de índice zero e de negociação apenas em 2008 é uma vergonha.”

Staub citou os atos que estão sendo promovidos com freqüência pelo Sindicato, as paralisações nas agências do centro da cidade no Unibanco, dos bancos na regional Portão, no Centro de Serviços do HSBC no Xaxim e o arrastão da última sexta-feira. “Não vamos nos submeter a esta proposta indecorosa, na verdade, a esta ausência de proposta. Não é o trabalhador e nem o Sindicato que tem que mendigar índice, o banco deveria oferecer. Especialmente diante dos lucros apresentados. Nosso dever é agir com firmeza”, concluiu.

Patrícia Meyer – FETEC-CUT-PR.

Por 17:01 Notícias

Centro Administrativo do HSBC foi paralisado pelos bancários

“Bancário, no seu dia, quem te dá o bolo é o banqueiro”, dizia faixa exposta no Centro Administrativo Kennedy do banco HSBC.
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná, conhecida como Federação dos Bancários da CUT (FETEC-CUT-PR), atrasaram nesta manhã (28/08), o início de expediente dos trabalhadores do Centro Administrativo Kennedy do banco HSBC. Os portões só foram abertos às 11 horas, após a realização de uma assembléia.
A paralisação foi pacífica e contou com o apoio dos trabalhadores que se mostraram indignados com a proposta de índice zero para esta Campanha Salarial apresentada na última rodada de negociações no dia 21. A próxima rodada será amanhã (29), às 15 horas.
“Temos que cobrar do HSBC aquilo que é da sua responsabilidade, já que o banco tem sede administrativa aqui em Curitiba. Este é um compromisso que temos com cada bancário desse país”, afirma Audrea Louback, dirigente sindical e funcionária do banco.
“O HSBC quer ser em 2008 o melhor banco para se trabalhar. Será apenas para quem sobreviver”,diz Paulo Rotta, diretor da FETEC-CUT-PR e trabalhador do HSBC. “As pessoas precisam do emprego e por isso se submetem a trabalhar doentes e aguentando esta pressão para cumprimento das metas. Ainda temos que aguentar a lavagem cerebral do HSBC TV. O Plano de Cargos e Salários e o auxílio-educação só beneficiam alguns, aqueles peixes dos gerentes”, denuncia.
O diretor Marco Aurélio Cruz, que atua no Sindicato e é funcionário do HSBC, solicitou durante a assembleía que os bancários denunciem os abusos e arbitrariedades cometidas pelo banco ao Sindicato.”É o Sindicato que está lutando para assegurar a cada um de vocês melhores condições de trabalho, não é o banco”.
Cruz ressaltou ainda que o banco continua promovendo práticas de assédio.”Na semana retrasada, o banco divulgou um comunicado de que irá aplicar o artigo 508 da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), que considera justa causa, para efeito de rescisão do contrato de trabalho do bancário, a inadimplência, ou como diz o artigo, a falta contumaz de pagamento de dívidas legalmente exigíveis. Isto é assédio”, concluiu.
Curiosamente, nesta hora o banco esquece a sua irresponsabilidade na concessão de crédito indiscriminado. Um banco do porte do HSBC deveria ser um agente incentivador do uso do crédito responsável, no entanto, o que se vê é justamente o contrário.
“O banco quer transmitir uma imagem de que tem responsabilidade social. Mas o exemplo tem que começar dentro das sua própria casa. Demitir por justa causa quem têm dívidas é uma afronta. O Sindicato já está tomando providências e pedindo explicações ao HSBC”, afirmou o dirigente sindical e funcionário Deonísio Schmidt. “Nem o HSBC sabe explicar o seu Plano de Cargos e Salários. É indecifrável”, complementou.
“Como estamos no país do futebol, podemos dizer que se os banqueiros propõe índice zero, nós bancários temos que nos movimentar para dar de goleada”, afirmou Carlos Alberto Kanak, diretor do Sindicato e dirigente da Comissão de Empresa do HSBC. “Para o sucesso desta empreitada, precisamos da mobilização e participação de cada bancário com denúncias, sugestões e com o apoio à causa”. O secretário-geral do Sindicato, Antonio Luiz Fermino salientou a importância dos bancários estarem bem informados sobre a campanha.
Já José Paulo Staub, presidente em exercício do Sindicato, afirmou que o índice de 7,05% proposto pelo movimento sindical como aumento real já é baixo, se comparado ao esforço dos bancários e a contribuição de cada trabalhador nos lucros exorbitantes conquistados pelos bancos. “A questão da inflação não deveria nem ser discutida. É uma questão ultrapassada. Não há o que discutir, temos direto a reposição salarial. A proposta de índice zero e de negociação apenas em 2008 é uma vergonha.”
Staub citou os atos que estão sendo promovidos com freqüência pelo Sindicato, as paralisações nas agências do centro da cidade no Unibanco, dos bancos na regional Portão, no Centro de Serviços do HSBC no Xaxim e o arrastão da última sexta-feira. “Não vamos nos submeter a esta proposta indecorosa, na verdade, a esta ausência de proposta. Não é o trabalhador e nem o Sindicato que tem que mendigar índice, o banco deveria oferecer. Especialmente diante dos lucros apresentados. Nosso dever é agir com firmeza”, concluiu.
Patrícia Meyer – FETEC-CUT-PR.

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