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Mobilização arranca avanços na regra da PLR

Bancários vão à greve para pressionar banqueiros a avançar mais na proposta e torná-la mais justa

São Paulo – O Sindicato conquistou com a mobilização avanços históricos na regra da PLR. Além do percentual do salário e o valor fixo, foi acrescido um valor adicional a ser pago acima dos tetos, sem o desconto dos programas de remuneração. Mas a proposta ainda é insuficiente e é necessário ir à greve para amplia-la.

Como é hoje
Os bancários conquistaram no ano passado, depois de seis dias de greve, aumento real de 1%, abono de R$ 1.700 e PLR de 80% do salário mais R$ 800. Pela regra da PLR de 2005, os bancos tiveram de destinar no mínimo 5% e no máximo 15% do lucro líquido aos funcionários. Quando o pagamento foi inferior a 5% do lucro líquido (caso do Bradesco, Itaú e Santander Banespa) o pagamento teve de ser majorado até dois salários, com teto de R$ 10.620.

A proposta da Fenaban
80% do salário mais R$ 823 (limitado a R$ 5.462), acrescidos de um valor adicional de R$ 750, mas apenas para os trabalhadores de bancos que atingirem em 2005 um lucro 20% superior ao do ano passado. O pagamento dos R$ 750 também seria acima do teto (que passaria a R$ 10.924), sem o desconto dos programas próprios e ocorreria mesmo quando o banco já tivesse destinado no mínimo 5% e no máximo 15% do lucro líquido para o pagamento da PLR.

O que avança
Pela primeira vez, desde que a regra da PLR foi conquistada pela categoria, em 1995 (no BB e na Caixa ela veio apenas a partir de 2003, com a campanha unificada e a mudança nas direções dos bancos, que reconheceram a representação dos sindicatos), ocorreu uma mudança: um novo valor está sendo agregado e é acima dos tetos e sem o desconto dos programas, como vinha sendo reivindicado. A partir de assegurada em convenção coletiva, nas próximas campanhas discute-se apenas a ampliação de seu valor, estando garantido para os próximos anos.

O que falta
R$ 750 para o valor adicionado ainda está inferior ao que os bancos pagaram em 2005. Outro entrave é seu pagamento está condicionado ao crescimento no mínimo de 20% do lucro líquido do banco de 2005 para 2006 o que excluiria milhares de bancários.

Aumento real e PLR maior
Esses são os desafios dos bancários na greve por tempo indeterminado que começa nesta quinta, dia 5. Os resultados da campanha serão proporcionais à mobilização que cada um desencadear em seu local de trabalho.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

Por 10:15 Notícias

Mobilização arranca avanços na regra da PLR

Bancários vão à greve para pressionar banqueiros a avançar mais na proposta e torná-la mais justa
São Paulo – O Sindicato conquistou com a mobilização avanços históricos na regra da PLR. Além do percentual do salário e o valor fixo, foi acrescido um valor adicional a ser pago acima dos tetos, sem o desconto dos programas de remuneração. Mas a proposta ainda é insuficiente e é necessário ir à greve para amplia-la.
Como é hoje
Os bancários conquistaram no ano passado, depois de seis dias de greve, aumento real de 1%, abono de R$ 1.700 e PLR de 80% do salário mais R$ 800. Pela regra da PLR de 2005, os bancos tiveram de destinar no mínimo 5% e no máximo 15% do lucro líquido aos funcionários. Quando o pagamento foi inferior a 5% do lucro líquido (caso do Bradesco, Itaú e Santander Banespa) o pagamento teve de ser majorado até dois salários, com teto de R$ 10.620.
A proposta da Fenaban
80% do salário mais R$ 823 (limitado a R$ 5.462), acrescidos de um valor adicional de R$ 750, mas apenas para os trabalhadores de bancos que atingirem em 2005 um lucro 20% superior ao do ano passado. O pagamento dos R$ 750 também seria acima do teto (que passaria a R$ 10.924), sem o desconto dos programas próprios e ocorreria mesmo quando o banco já tivesse destinado no mínimo 5% e no máximo 15% do lucro líquido para o pagamento da PLR.
O que avança
Pela primeira vez, desde que a regra da PLR foi conquistada pela categoria, em 1995 (no BB e na Caixa ela veio apenas a partir de 2003, com a campanha unificada e a mudança nas direções dos bancos, que reconheceram a representação dos sindicatos), ocorreu uma mudança: um novo valor está sendo agregado e é acima dos tetos e sem o desconto dos programas, como vinha sendo reivindicado. A partir de assegurada em convenção coletiva, nas próximas campanhas discute-se apenas a ampliação de seu valor, estando garantido para os próximos anos.
O que falta
R$ 750 para o valor adicionado ainda está inferior ao que os bancos pagaram em 2005. Outro entrave é seu pagamento está condicionado ao crescimento no mínimo de 20% do lucro líquido do banco de 2005 para 2006 o que excluiria milhares de bancários.
Aumento real e PLR maior
Esses são os desafios dos bancários na greve por tempo indeterminado que começa nesta quinta, dia 5. Os resultados da campanha serão proporcionais à mobilização que cada um desencadear em seu local de trabalho.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

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