Mais de 21 agências do banco Bradesco foram fechadas pelos bancários, nesta terça-feira (10/10), em Curitiba. A opção do movimento grevista coordenado pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e pela Federação dos Bancários do Paraná (FETEC-CUT-PR) deve-se ao desrespeito do banco em relação ao direito de greve obrigando, com a presença de oficiais de Justiça e da polícia, a abertura das agências, a intransigência do banco na mesa de negociações desde o início desta campanha salarial e o atropelamento de um dirigente sindical por um gerente do banco, quando o Bradesco tentava obrigar a abertura de uma de suas agências do centro.
“O presidente do Bradesco coordena a mesa de negociação dos bancários com a Federação Nacional dos Bancos, sendo o primeiro representante da federação patronal”, afirma Ademir Vidolin, secretário de Saúde do Sindicato e bancário do Bradesco. “Portanto, a sua postura de intransigência e de endurecimento nas negociações com os bancários interfere diretamente no andamento da campanha salarial e emperra o diálogo. Fomos empurrados para a greve por causa deste comportamento. Os gerentes regionais também defendem uma política de confronto com o movimento sindical”, completou.
Para Elias Hennermann Jordão, secretário de finanças da FETEC-CUT-PR, a postura radical do Bradesco fica ainda mais absurda quando levamos em conta que o Bradesco teve um dos maiores lucros entre os bancos privados no primeiro semestre deste ano. “O Bradesco defende e estimula que seus gerentes assediem os bancários, exigindo que eles retornem ao trabalho como se fossem escravos e não trabalhadores. É o desrespeito ao direito de greve”.
Patrícia Meyer
FETEC-CUT-PR
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