Dirigentes da CUT-PR e da Nacional estiveram reunidos em audiência oficial com o governador do Estado, Roberto Requião de Melo e Silva, na manhã desta sexta-feira (24). O encontro aconteceu no Palácio Iguaçu, sede do governo, e tratou de assuntos do interesse da classe trabalhadora, como a relação CUT / Governo, o problema da informalidade, o piso regional do Paraná, a liberação de dirigentes sindicais e o Encontro Nacional de Formação da CUT, que será realizado em Praia de Leste-PR, entre os dias 13 e 16 de dezembro. Confira logo abaixo o resultado da audiência ponto-a-ponto.
Relação CUT / Governo
O governador se comprometeu a receber os sindicalistas para discutir assuntos referentes aos trabalhadores sempre que se fizer necessário. No entanto, ressaltou que quando a visão dos dirigentes for apenas corporativa haverá desgaste nessa relação. “O movimento sindical tem que pensar globalmente, principalmente nas reformas necessárias para a sociedade. Não adianta pedir o que não cabe na Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou.
Piso regional
Os sindicalistas cobraram a efetiva aplicação e o reajuste do piso regional no Estado, atualmente entre R$ 427,00 e R$ 437,80. Requião disse que a primeira medida a se tomar é cobrar o cumprimento do piso. “De imediato ele serviu para elevar o poder de negociação dos trabalhadores nas campanhas salariais e, conseqüentemente, aumentou o salário de milhares de paranaenses. O instrumento que temos para efetivar o cumprimento do piso é a comunicação do Estado, principalmente por meio da TV Educativa”.
Encontro Nacional de Formação
O secretário de formação da CUT Nacional, José Celestino Lourenço, participou da reunião e expôs ao governador sobre a política nacional de formação da Central. Explicou sobre os projetos em andamento e solicitou recursos para o Encontro Nacional de Formação, que será realizado em dezembro próximo, no Paraná. Requião, por sua vez, afirmou que vai ajudar o encontro de alguma forma.
Liberação de dirigentes sindicais
O presidente da CUT-Paraná, Roni Anderson Barbosa, explicou a Requião sobre os problemas que a Central enfrenta quanto à liberação de servidores estaduais para a atuação no movimento sindical. “São seis trabalhadores que estão com esse problema”, expôs Roni. O governador disse que como o contingente é pequeno não haverá problemas, ou seja, se comprometeu a efetuar as liberações.
Informalidade
O coordenador da Agência de Desenvolvimento Solidário da CUT no Paraná, Serginho Athayde Silva, levantou o problema da informalidade no Estado e também denunciou que os sindicatos de trabalhadores não participam dos arranjos produtivos. Requião disse que está com o movimento sindical nesta luta. “O momento é oportuno para pressionar pra valer. Entraremos junto na guerra contra a informalidade, entretanto o movimento sindical precisa definir de que forma atuar. Temos que construir mecanismos para combater esse mal. Vamos fazer isso a partir do começo do próximo ano”.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.
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