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Fortalecer a mobilização e a pressão na disputa pelo Orçamento Público

Direção nacional da CUT se reúne em Brasília

Em entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho, o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, analisa a importância da reunião da direção nacional da entidade, que acontece em Brasília na próxima segunda (4) e terça (5), avalia o papel da III Marcha Nacional pela Valorização do Salário Mínimo, convocada para quarta (6), e o papel dos movimentos sindical e social “na pressão pela disputa do Orçamento público”.

O que será debatido na reunião da direção nacional da CUT?

Em primeiro lugar, faremos um balanço da conjuntura de 2006 e das novas perspectivas que se abrem. Este é um momento importante em função do debate eleitoral que vivenciamos neste ano, particularmente no segundo turno, e vamos colaborar para que a direção nacional esteja bem situada e unificada, a fim de que nossa entidade possa estar à altura dos desafios que temos pela frente. Houve um embate aberto entre dois projetos, onde os movimentos sindical e social saíram vitoriosos disputando a sua concepção de Estado. Derrotamos os entreguistas e privatistas, com a ampla maioria do povo brasileiro se pronunciando a favor de um Estado indutor do desenvolvimento econômico e social, em apoio à políticas de inclusão, com o fortalecimento do mercado interno, ampliando direitos, com uma ação governamental mais incisiva na infra-estrutura, nas áreas sociais, priorizando as camadas mais pobres, historicamente marginalizadas.

A reunião antecede a Marcha Nacional do Salário Mínimo…

O fato da direção nacional da CUT estar reunida na data que antecede a Marcha tem um significado fundamental, pois ao mesmo tempo em que a mobilização potencializa o debate, ele qualificará ainda mais a nossa intervenção na Marcha, é uma via de mão dupla. A disputa pelo Orçamento público é o que condensa todo o debate que tivemos no segundo turno, se vamos ter efetivamente um olhar mais voltado para um projeto de nação, colocando os recursos públicos a serviço do desenvolvimento, da produção, da geração de milhões de empregos e da melhoria da renda, em favor da grande maioria do povo, ou se continuaremos drenando parcelas substanciais dos recursos da União para o pagamento dos juros e do elevado superávit primário. No nosso entender, a unidade e a mobilização da classe trabalhadora cumprirão um papel determinante para que tenhamos um desdobramento positivo nesta questão chave, bem como para a adoção de medidas que rompam com as amarras impostas pelo capital financeiro, sustentado pela grande mídia.

Há cerca de duas semanas, os 32 membros da executiva da CUT nacional se reuniram em Santa Catarina, onde realizaram um Planejamento Estratégico para os próximos anos. Como será a socialização deste evento?

O resultado do Planejamento será socializado com o conjunto da direção nacional em Brasília. Nosso entendimento é que a riqueza do debate deve fluir para o conjunto da Central, para as CUTs estaduais e Ramos, porque isso oxigenará a compreensão sobre o nosso papel. Tem enorme significado o fato de que uma entidade com o peso da Central Única dos Trabalhadores, com seus mais de três mil e duzentos sindicatos filiados, esteja unida e sintonizada para garantir o êxito no segundo mandato do presidente Lula, fortalecida para pressionar e negociar. A compreensão a ser coletivizada tem um significado ainda maior, pois não é apenas uma análise conjuntural tática, mas estratégica para o que queremos dos próximos anos. Também rompe com as limitações regionais, colocando o centro na disputa nacional, pelos espaços de poder, o que é essencial para a democratização do Estado.

E para o aqui e agora?

Há um entendimento que cada vez mais a força reside na união. Sem a unidade do movimento sindical, sem a necessária coesão e mobilização das nossas entidades, ao lado dos movimentos sociais, teremos limitada a nossa capacidade de intervenção pela mudança do modelo econômico. Lutamos por uma política de valorização do salário mínimo e pelo reajuste da tabela do Imposto de Renda porque são questões determinantes para a afirmação de um projeto nacional centrado na nossa capacidade e potencialidade. Este é um primeiro passo, mas precisamos definir ações mais amplas em datas como o 8 de Março e o 1º de Maio, dialogando com o conjunto da sociedade e construindo um campo para avançar de forma mais acelerada e consistente rumo a um país mais justo. Este é o compromisso dos cutistas.

Por Leonardo Wexell Severo.

Publicada em: 02/12/2006 às 08:49 Seção: Todas as Notícias do sítio www.cut.org.br.

Por 22:42 Notícias

Fortalecer a mobilização e a pressão na disputa pelo Orçamento Público

Direção nacional da CUT se reúne em Brasília
Em entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho, o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, analisa a importância da reunião da direção nacional da entidade, que acontece em Brasília na próxima segunda (4) e terça (5), avalia o papel da III Marcha Nacional pela Valorização do Salário Mínimo, convocada para quarta (6), e o papel dos movimentos sindical e social “na pressão pela disputa do Orçamento público”.
O que será debatido na reunião da direção nacional da CUT?
Em primeiro lugar, faremos um balanço da conjuntura de 2006 e das novas perspectivas que se abrem. Este é um momento importante em função do debate eleitoral que vivenciamos neste ano, particularmente no segundo turno, e vamos colaborar para que a direção nacional esteja bem situada e unificada, a fim de que nossa entidade possa estar à altura dos desafios que temos pela frente. Houve um embate aberto entre dois projetos, onde os movimentos sindical e social saíram vitoriosos disputando a sua concepção de Estado. Derrotamos os entreguistas e privatistas, com a ampla maioria do povo brasileiro se pronunciando a favor de um Estado indutor do desenvolvimento econômico e social, em apoio à políticas de inclusão, com o fortalecimento do mercado interno, ampliando direitos, com uma ação governamental mais incisiva na infra-estrutura, nas áreas sociais, priorizando as camadas mais pobres, historicamente marginalizadas.
A reunião antecede a Marcha Nacional do Salário Mínimo…
O fato da direção nacional da CUT estar reunida na data que antecede a Marcha tem um significado fundamental, pois ao mesmo tempo em que a mobilização potencializa o debate, ele qualificará ainda mais a nossa intervenção na Marcha, é uma via de mão dupla. A disputa pelo Orçamento público é o que condensa todo o debate que tivemos no segundo turno, se vamos ter efetivamente um olhar mais voltado para um projeto de nação, colocando os recursos públicos a serviço do desenvolvimento, da produção, da geração de milhões de empregos e da melhoria da renda, em favor da grande maioria do povo, ou se continuaremos drenando parcelas substanciais dos recursos da União para o pagamento dos juros e do elevado superávit primário. No nosso entender, a unidade e a mobilização da classe trabalhadora cumprirão um papel determinante para que tenhamos um desdobramento positivo nesta questão chave, bem como para a adoção de medidas que rompam com as amarras impostas pelo capital financeiro, sustentado pela grande mídia.
Há cerca de duas semanas, os 32 membros da executiva da CUT nacional se reuniram em Santa Catarina, onde realizaram um Planejamento Estratégico para os próximos anos. Como será a socialização deste evento?
O resultado do Planejamento será socializado com o conjunto da direção nacional em Brasília. Nosso entendimento é que a riqueza do debate deve fluir para o conjunto da Central, para as CUTs estaduais e Ramos, porque isso oxigenará a compreensão sobre o nosso papel. Tem enorme significado o fato de que uma entidade com o peso da Central Única dos Trabalhadores, com seus mais de três mil e duzentos sindicatos filiados, esteja unida e sintonizada para garantir o êxito no segundo mandato do presidente Lula, fortalecida para pressionar e negociar. A compreensão a ser coletivizada tem um significado ainda maior, pois não é apenas uma análise conjuntural tática, mas estratégica para o que queremos dos próximos anos. Também rompe com as limitações regionais, colocando o centro na disputa nacional, pelos espaços de poder, o que é essencial para a democratização do Estado.
E para o aqui e agora?
Há um entendimento que cada vez mais a força reside na união. Sem a unidade do movimento sindical, sem a necessária coesão e mobilização das nossas entidades, ao lado dos movimentos sociais, teremos limitada a nossa capacidade de intervenção pela mudança do modelo econômico. Lutamos por uma política de valorização do salário mínimo e pelo reajuste da tabela do Imposto de Renda porque são questões determinantes para a afirmação de um projeto nacional centrado na nossa capacidade e potencialidade. Este é um primeiro passo, mas precisamos definir ações mais amplas em datas como o 8 de Março e o 1º de Maio, dialogando com o conjunto da sociedade e construindo um campo para avançar de forma mais acelerada e consistente rumo a um país mais justo. Este é o compromisso dos cutistas.
Por Leonardo Wexell Severo.
Publicada em: 02/12/2006 às 08:49 Seção: Todas as Notícias do sítio www.cut.org.br.

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