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Loterias da Caixa ou do caixão ??? Eis um dos reflexos da terceirização dos serviços bancários !

Curitiba, quarta-feira de cinzas, 21 de fevereiro de 2007, Wall Mart Cabral, 15h. Movimento considerável após a volta do carnaval. Mercado movimentado, pessoas na fila da lotérica Marumby pagando suas contas e… dois assaltantes.

Não gastaremos nosso tempo analisando a falta de segurança, pois, para um país que se acostumou com as violências cotidianas do Big Brother, nada mais assusta. Banalizou-se o sentido da vida, pois a dinâmica do “mercado” não separa um tempo para a vida, ou “qualidade de vida” tão proclamada nos jingles de responsabilidade socioambiental. Uau!

Como era de se esperar, os “elementos”, sem cerimônia, deram voz de assalto na base do coice e de uma 9 mm (provavelmente importada pelo queijo suíço do Galeão). Levaram tudo, pilharam o apurado do dia e provavelmente a paz de espírito de três funcionárias, que levarão tempo para se recuperar do susto. Três vidas, três mães de família, três trabalhadoras, bancárias “genéricas” – executam serviços bancários sem os direitos dos trabalhadores dos bancos, inclusive o direito à segurança e à vida.

Em muitas lotéricas, diariamente, os funcionários saem com bolsas de dinheiro, contendo o caixa do dia, sem escolta, para depositar em agências bancárias. Há boatos que as câmeras que estão no mercado e que protegeriam a lotérica são de “fachada”. De qualquer forma, não adiantaria muito. Os assaltantes estavam de capacete.

Entrei para verificar o sítio da Caixa Econômica Federal na Internet. Mensagens lindas, carros, casamento, casa própria, sonhos (me emocionei)! Então que a direção da Caixa abandone a hipocrisia utilitarista de menor custo de operações, maior rentabilidade à custa de terceirizados que não terão (como essas três mulheres), direito a acompanhamento psicológico, orientação e sequer folga para recomporem-se deste trauma.

Chega de conversa furada. Terceirização é precarização do trabalho, é burlar da lei, é desrespeito à dignidade humana quando impõe tratamento discriminatório a pessoas que executam os serviços bancários a um “menor custo”, sem direitos. Não vivemos na selva, a despeito do oportunismo barato dos meios de comunicação na exploração das tragédias urbanas. As pessoas têm direitos e deveres. No caso das três Mulheres, lhes faltará o direito à segurança, à recuperação da saúde mental.

Estamos num pretenso governo popular e cabe a uma empresa estatal buscar eficiência com respeito ao trabalhador. Pode alegar a “administração profissional” da Caixa que a retirada dos serviços das lotéricas geraria desemprego. Ótimo, então façam mais concursos e empreguem esse contingente super-explorado e subremunerado.

A omissão é também uma forma de violência. No Banco do Brasil e muitos outros bancos, os vigilantes não têm direito ao almoço, custa mais barato. E o passivo trabalhista aumentando.

Mas não se esqueça, para sua comodidade, utilize as lotéricas para fazer uma “fezinha”, pagar sua contas de água, luz e telefone, boletos bancários, fazer saques e… um assalto de vez em quando.

Por Pablo Diaz, que é trabalhador bancário e Diretor Sindical, integrante da direção do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região.

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br E ADAPTADO POR FETEC-CUT-PR.

Por 11:25 Notícias

Loterias da Caixa ou do caixão ??? Eis um dos reflexos da terceirização dos serviços bancários !

Curitiba, quarta-feira de cinzas, 21 de fevereiro de 2007, Wall Mart Cabral, 15h. Movimento considerável após a volta do carnaval. Mercado movimentado, pessoas na fila da lotérica Marumby pagando suas contas e… dois assaltantes.
Não gastaremos nosso tempo analisando a falta de segurança, pois, para um país que se acostumou com as violências cotidianas do Big Brother, nada mais assusta. Banalizou-se o sentido da vida, pois a dinâmica do “mercado” não separa um tempo para a vida, ou “qualidade de vida” tão proclamada nos jingles de responsabilidade socioambiental. Uau!
Como era de se esperar, os “elementos”, sem cerimônia, deram voz de assalto na base do coice e de uma 9 mm (provavelmente importada pelo queijo suíço do Galeão). Levaram tudo, pilharam o apurado do dia e provavelmente a paz de espírito de três funcionárias, que levarão tempo para se recuperar do susto. Três vidas, três mães de família, três trabalhadoras, bancárias “genéricas” – executam serviços bancários sem os direitos dos trabalhadores dos bancos, inclusive o direito à segurança e à vida.
Em muitas lotéricas, diariamente, os funcionários saem com bolsas de dinheiro, contendo o caixa do dia, sem escolta, para depositar em agências bancárias. Há boatos que as câmeras que estão no mercado e que protegeriam a lotérica são de “fachada”. De qualquer forma, não adiantaria muito. Os assaltantes estavam de capacete.
Entrei para verificar o sítio da Caixa Econômica Federal na Internet. Mensagens lindas, carros, casamento, casa própria, sonhos (me emocionei)! Então que a direção da Caixa abandone a hipocrisia utilitarista de menor custo de operações, maior rentabilidade à custa de terceirizados que não terão (como essas três mulheres), direito a acompanhamento psicológico, orientação e sequer folga para recomporem-se deste trauma.
Chega de conversa furada. Terceirização é precarização do trabalho, é burlar da lei, é desrespeito à dignidade humana quando impõe tratamento discriminatório a pessoas que executam os serviços bancários a um “menor custo”, sem direitos. Não vivemos na selva, a despeito do oportunismo barato dos meios de comunicação na exploração das tragédias urbanas. As pessoas têm direitos e deveres. No caso das três Mulheres, lhes faltará o direito à segurança, à recuperação da saúde mental.
Estamos num pretenso governo popular e cabe a uma empresa estatal buscar eficiência com respeito ao trabalhador. Pode alegar a “administração profissional” da Caixa que a retirada dos serviços das lotéricas geraria desemprego. Ótimo, então façam mais concursos e empreguem esse contingente super-explorado e subremunerado.
A omissão é também uma forma de violência. No Banco do Brasil e muitos outros bancos, os vigilantes não têm direito ao almoço, custa mais barato. E o passivo trabalhista aumentando.
Mas não se esqueça, para sua comodidade, utilize as lotéricas para fazer uma “fezinha”, pagar sua contas de água, luz e telefone, boletos bancários, fazer saques e… um assalto de vez em quando.
Por Pablo Diaz, que é trabalhador bancário e Diretor Sindical, integrante da direção do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região.
ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br E ADAPTADO POR FETEC-CUT-PR.

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