fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 13:29 Sem categoria

No HSBC, trabalhadores bancários protestam e exigem motivos reais para comemorar

HSBC: Bancários protestam e exigem motivos reais para comemorar

O Sindicato dos Bancários realizou esta manhã (26) ato em frente ao HSBC Palácio Avenida. Com diversas faixas, lembrando as reivindicações dos trabalhadores do HSBC e munidos com a Folha Bancária, os representantes dos trabalhadores bancários lembraram os 10 anos da venda do banco paranaense Bamenrindus para o inglês HSBC e sua instalação no país.

Desde a aquisição, os funcionários do banco acumularam perdas e superaram diversos obstáculos. Dez deles foram destacados pelo movimento sindical e relatados na Folha Bancária (leia abaixo).

Os trabalhadores, infelizmente, lamentam que não existam grandes motivos para comemorações. Mesmo diante do discurso do banco em se tornar uma das melhores empresas para se trabalhar no país, persistem no HSBC casos de assédio moral, metas desumanas, necessidade de contratações e ameaça de demissões. Diante do aumento de rentabilidade do banco, que registrou um lucro de R$ 946,7 milhões em 2006, o maior já registrado em seus dez anos no país, resta o pesar dos trabalhadores, já que o reconhecimento e a valorização estão muito aquém do necessário.

A “corrida” de barreiras no HSBC

1. HSBC chamava atenção dos funcionários com relação à hábitos de higiene. Por meio de um comunicado interno, o banco divulgou a necessidade de que seus funcionários estivessem atentos à escovação dos dentes, banhos diários e roupas apropriadas para o ambiente de trabalho.

2. Acusação de que funcionários roubaram o banco. Diante de um “rombo” nas finanças, o banco emitiu comunicado responsabilizando os funcionários, incitando denúncias e aplicando novos controles internos.

3. Extinção da bolsa educacional reconquistada pelo Sindicato junto ao Ministério Público. Em dezembro de 1998, o banco anunciou o fim das bolsas educacionais, uma das conquistas mais antigas dos trabalhadores. O movimento sindical recuperou a conquista por meio de protestos e da Justiça no ano 2000.

4. Exigência que funcionários utilizassem uniforme. O banco exigiu a implantação do uniforme, sem custear a compra das roupas exclusivas. O movimento sindical respondeu acionando a Justiça já que a medida feria a Convenção Coletiva.

5. Aumento no número de demissões, fechamento de agências, estágio ilegal e assédio moral.

6. Uso de grampo telefônico contra o movimento sindical. O banco foi acusado de grampear entre 1997 e 2000, telefones do Sindicato dos Bancários, e investigar a vida pessoal de sindicalistas e ainda trabalhadores lesionados, utilizando escutas telefônicas e levantamento de dados confidenciais.

7. Não efetuou pagamento da segunda parcela da PLR de 2001.

8. Sábado não! Sindicatos protestaram diante da possibilidade do HSBC estender o horário de trabalho para os sábados, das 10h às 14h. A abertura das agências neste dia apenas traria mais carga de trabalho e aumento da pressão pelo cumprimento de metas.

9. Horário estendido sem contratação. O movimento sindical defende a ampliação de horário de atendimento em todos os bancos, porém com mais contratações e dois turnos de trabalho. No HSBC, as contratações não atenderam a demanda originada com a ampliação do horário de atendimento.

10. Cárcere privado. Durante a Campanha Salarial de 2005, a Delegacia Regional do Trabalho comprovou que o HSBC estava mantendo funcionários na Central Administrativa da Vila Hauer. O mesmo estava ocorrendo em outras sedes. A DRT encontrou vários colchões escondidos, que serviam para os funcionários passarem a noite no banco, sem necessidade de passar pela portaria

Por Patrícia Meyer.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.

Por 13:29 Notícias

No HSBC, trabalhadores bancários protestam e exigem motivos reais para comemorar

HSBC: Bancários protestam e exigem motivos reais para comemorar
O Sindicato dos Bancários realizou esta manhã (26) ato em frente ao HSBC Palácio Avenida. Com diversas faixas, lembrando as reivindicações dos trabalhadores do HSBC e munidos com a Folha Bancária, os representantes dos trabalhadores bancários lembraram os 10 anos da venda do banco paranaense Bamenrindus para o inglês HSBC e sua instalação no país.
Desde a aquisição, os funcionários do banco acumularam perdas e superaram diversos obstáculos. Dez deles foram destacados pelo movimento sindical e relatados na Folha Bancária (leia abaixo).
Os trabalhadores, infelizmente, lamentam que não existam grandes motivos para comemorações. Mesmo diante do discurso do banco em se tornar uma das melhores empresas para se trabalhar no país, persistem no HSBC casos de assédio moral, metas desumanas, necessidade de contratações e ameaça de demissões. Diante do aumento de rentabilidade do banco, que registrou um lucro de R$ 946,7 milhões em 2006, o maior já registrado em seus dez anos no país, resta o pesar dos trabalhadores, já que o reconhecimento e a valorização estão muito aquém do necessário.
A “corrida” de barreiras no HSBC
1. HSBC chamava atenção dos funcionários com relação à hábitos de higiene. Por meio de um comunicado interno, o banco divulgou a necessidade de que seus funcionários estivessem atentos à escovação dos dentes, banhos diários e roupas apropriadas para o ambiente de trabalho.
2. Acusação de que funcionários roubaram o banco. Diante de um “rombo” nas finanças, o banco emitiu comunicado responsabilizando os funcionários, incitando denúncias e aplicando novos controles internos.
3. Extinção da bolsa educacional reconquistada pelo Sindicato junto ao Ministério Público. Em dezembro de 1998, o banco anunciou o fim das bolsas educacionais, uma das conquistas mais antigas dos trabalhadores. O movimento sindical recuperou a conquista por meio de protestos e da Justiça no ano 2000.
4. Exigência que funcionários utilizassem uniforme. O banco exigiu a implantação do uniforme, sem custear a compra das roupas exclusivas. O movimento sindical respondeu acionando a Justiça já que a medida feria a Convenção Coletiva.
5. Aumento no número de demissões, fechamento de agências, estágio ilegal e assédio moral.
6. Uso de grampo telefônico contra o movimento sindical. O banco foi acusado de grampear entre 1997 e 2000, telefones do Sindicato dos Bancários, e investigar a vida pessoal de sindicalistas e ainda trabalhadores lesionados, utilizando escutas telefônicas e levantamento de dados confidenciais.
7. Não efetuou pagamento da segunda parcela da PLR de 2001.
8. Sábado não! Sindicatos protestaram diante da possibilidade do HSBC estender o horário de trabalho para os sábados, das 10h às 14h. A abertura das agências neste dia apenas traria mais carga de trabalho e aumento da pressão pelo cumprimento de metas.
9. Horário estendido sem contratação. O movimento sindical defende a ampliação de horário de atendimento em todos os bancos, porém com mais contratações e dois turnos de trabalho. No HSBC, as contratações não atenderam a demanda originada com a ampliação do horário de atendimento.
10. Cárcere privado. Durante a Campanha Salarial de 2005, a Delegacia Regional do Trabalho comprovou que o HSBC estava mantendo funcionários na Central Administrativa da Vila Hauer. O mesmo estava ocorrendo em outras sedes. A DRT encontrou vários colchões escondidos, que serviam para os funcionários passarem a noite no banco, sem necessidade de passar pela portaria
Por Patrícia Meyer.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.

Close