fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 13:48 Sem categoria

CUT promove debate sobre sindicalismo no Forum Social do Mercosul

Lutar de forma unificada contra a ofensiva neoliberal nos países latino-americanos para promover o desenvolvimento econômico e social. Assim pode ser resumida a mesa temática “O sindicalismo no atual contexto político latino-americano: perspectivas de avanços nos direitos trabalhistas”, realizada na manhã desta sexta-feira (06/07), no Centro de Convenções de Curitiba.

Mais de cinqüenta pessoas acompanharam a atividade, organizada pela CUT-Paraná e considerada como a principal no âmbito sindical da Chamada Geral pela Integração Latino-Americana, evento preparatório ao Fórum Social do Mercosul, que acontece em 2008, também em Curitiba.

A primeira exposição foi do secretário de política econômica e social da Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (ORIT), Rafael Freire Neto. Para ele, a atuação sindical na América Latina é mais contundente ao norte, no México, e no Sul, abrangendo Brasil e Argentina. “Já no centro do continente existem mais de 40 centrais sindicais, criadas em função de uma divisão política muito forte, justificada pela história dos países ali localizados”. Ainda de acordo com Freire, a influência estadunidense e a lógica neoliberal fizeram com que o movimento sindical construísse uma frente ampla para intervir de forma unitária, principalmente contra os acordos comerciais continentais, como a ALCA.

O representante da Central Sindical CTA, da Argentina, Adolfo Aguirre, ressaltou a importância da autonomia e liberdade de atuação das organizações de trabalhadores. “Temos que produzir idéias e pensamentos para romper com a ganância neoliberal. Hoje temos governos que legalizaram o pensamento do desenvolvimento com distribuição de renda, por isso não podemos perder tempo com debates secundários, devemos focar nossa ação nas perspectivas de avanços nos direitos”. Aguirre também atacou o monopólio direitista da mídia. “O maior partido da direita são os meios de comunicação”, denunciou.

A secretária de políticas educacionais da CUT Autêntica do Paraguai, Graciela Congo, disse que a flexibilização dos direitos dos trabalhadores prejudica a seguridade dos trabalhadores. “Em meu país as multinacionais despedem os trabalhadores antes de completarem 10 anos no emprego, prática que impossibilita a aposentadoria”. Graciela também afirmou que no Paraguai cerca de 70% das mulheres imigraram para outros países, principalmente Espanha e Argentina, em busca de trabalho. “As oportunidades são restritas à informalidade, sem nenhuma dignidade. Por isso nossa realidade não é a da pobreza, mas sim da miséria”, protestou.

O presidente da CUT-Paraná, Roni Anderson Barbosa, fez a análise da conjuntura do mundo do trabalho no Brasil. “O movimento sindical organizou marchas em Brasília e conseguiu aumentar significativamente o valor do salário mínimo. No ano passado tivemos uma vitória importante, que foi a conquista de uma política permanente de valorização do salário. No entanto, apesar dos avanços, a direita continua na ofensiva contra os trabalhadores. Exemplo disso é a nefasta emenda 3, que quer acabar com a Carteira de Trabalho. O momento político deveria ser favorável, mas a elite tenta a todo o momento retirar direitos da classe trabalhadora”, enfatizou Roni. Para ele, outro grande problema é a informalidade. “50% dos trabalhadores brasileiros vivem na informalidade, portanto, sem direitos garantidos”.

Após as exposições, a mesa temática abriu espaço para intervenções do público presente, o que contribuiu ainda mais para o debate sobre as perspectivas da luta sindical na América Latina.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO: www.cutpr.org.br

Close