O banco francês BPN Paribas deverá adquirir o BGN por pelo menos US$ 1 bilhão, segundo um consultor de investimentos. O anúncio poderá ser feito nas próximas semanas. Caso se confirme, esta será mais uma operação em que um banco estrangeiro adquire uma instituição financeira nacional cujo principal campo de atuação é o crédito. Em fevereiro deste ano, o Société Générale comprou o Cacique por R$ 1 bilhão.
Segundo Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros, essa é uma tendência que até então só era percebida entre os grandes bancos brasileiros. “Vimos os nacionais atuando nesse setor, como Itaú e Bradesco. A novidade é que isso estava restrito aos brasileiros, agora não mais”.
A operação de compra no BGN – da construtora Queiroz Galvão – ainda não foi confirmada. Procurados pelo DCI, os dois bancos informaram que não se manifestariam sobre o assunto.
Segundo dados da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), o BGN tinha um patrimônio líquido de R$ 113,9 milhões no final de 2006. As principais áreas de atuação são empréstimos consignados e comerciais, tesouraria, administração de recursos, investimentos e arrendamento mercantil. Segundo o Banco Central, o BGN fechou 2006 com R$ 825,9 milhões em operações de crédito.
Para Dênis Blum, analista da consultoria Tendências, os estrangeiros estão interessados na expertise dessas instituições pequenas. “Uma vantagem é adquirir todo o relacionamento de longo prazo com clientes”.
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