São Paulo –Os funcionários do Unibanco estão lançando a campanha Remuneração para Todos. A reivindicação é que o banco modifique seus programas de remuneração, para que todos tenham seu trabalho reconhecido.
O Lucro do Unibanco vêm crescendo a cada ano graças ao esforço de seus funcionários, só neste primeiro trimestre o Lucro foi de 581 milhões. Sabemos que com este lucro há condições de aumentar muito mais o valor da distribuição da PLR.
Hoje o Unibanco possui vários programas de participação nos resultados para as agências e para as Áreas Administrativas, todos eles são injustos e discriminam os funcionários. Nas agências existem a RR (Remuneração por Resultados) mensal e semestral e o PEC (Programa de Estímulo ao Conhecimento) bimestral e anual, e nos departamentos PRU(Participação por Resultados Unibanco), Bônus e Curva de Performance. Todos estes programas são baseados em cima de metas absurdas e abusivas e uma avaliação individual de performance, na qual os conceitos são pré-definidos pelo banco.
Muitos gestores ficam indignados, pois são obrigados a achar em seus quadros de funcionários um escolhido para levar o conceito mais baixo, mesmo que não mereça. Este funcionário não receberá remuneração variável e ainda não poderá utilizar diversos benefícios oferecidos para os bancários. O Programa PEC anual premia alguns bancários das agências com bolsas de estudos. Para nós do movimento sindical, isso é discriminação. Queremos auxílio educação para todos.
Outro fator agravante é que toda esta pressão está fazendo com que o Unibanco se torne o campeão de Funcionários afastados por doenças ocupacionais (LER/DORT, Depressão, Síndrome do Pânico). Por tudo isso, estamos nos organizando em uma Campanha Nacional para que todos recebam uma Remuneração Justa e queremos:
– A Elaboração de um Programa em conjunto com o Banco onde todos os funcionários sejam valorizados
– A Criação de um PCS (Plano de Cargos e Salários) onde os bancários possam almejar crescimento no Banco.
– O fim da discriminação e das metas abusivas que geram assédio moral nos locais de trabalho.
Demissões – Além dessa situação difícil, os funcionários do Unibanco começaram recentemente a temer por seus empregos. Em todo o país, bancários estão sendo dispensados, no que pode ser o início de uma onda de demissões. Os cortes atingiram funcionários de setores administrativos e de agências, vitimando principalmente o pessoal de gerência.
A estratégia do banco parece ser demitir funcionários antigos, com jornada de seis horas diárias e com problemas de saúde. “O Unibanco esta tratando a saúde do trabalhador com descaso, inclusive demitindo empregados doentes”, acusa Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados do Unibanco da Contraf-CUT. “É uma falta de respeito do banco, que se gaba tanto de sua ‘responsabilidade social”, completa.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO: www.contrafcut.org.br