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Por 07:49 Sem categoria

HSBC traça nova estratégia para seguros

O banco inglês HSBC resolveu reforçar as operações no setor de seguros. Na semana passada, em uma reunião em Hong Kong, o banco anunciou uma nova estratégia para o setor. A meta é dobrar a participação da área dentro do grupo. Hoje, a venda de seguros contribui para 10% dos lucros mundiais do HSBC. O objetivo é aumentar este número para 20% até 2010. O plano também inclui a unidade brasileira.

O foco será o seguro de vida, planos de previdência e seguros de crédito, disse ao Valor o presidente mundial da HSBC Seguros, Clive Bannister, em passagem ontem por São Paulo. “O mercado de seguros está crescendo em ritmo acelerado no mundo”, destaca o executivo. O setor movimenta US$ 3,5 trilhões em prêmios por ano no mundo. O ramo vida é o que tem mais crescido.

O Brasil já ocupa a quinta posição entre os países que mais geram resultados com seguros para o banco. O primeiro é o Reino Unido, seguido por Hong Kong, Estados Unidos e México. O HSBC está presente em 83 países e cresceu muito no setor graças a aquisição de bancos mundo afora que tinham seguradoras. Hoje é a 20ª maior companhia de seguros do mundo.

A seguradora do banco no Brasil – focada em vida, previdência e capitalização – já contribui com mais de 10% para os resultados locais do banco. Por isso, Bannister acredita que o país terá maior facilidade para chegar aos 20%. Em 2005, o HSBC Brasil vendeu a seguradora de ramos elementares para a HDI.

Segundo Bannister, pelo acordo, a seguradora alemã usa as agências do banco para vender alguns seguros, como os de automóveis. Mas a idéia é fazer parcerias com mais seguradoras para distribuir outros tipos de apólices. O uso do canal bancário, aliás, é considerado como o “mais eficiente” pelo executivo para distribuir seguros.

O banco aposta especialmente nos seguros de crédito, que protegem contra inadimplência do tomador em caso de acidente ou morte. O chamado seguro prestamista é uma das modalidades que mais crescem no mercado brasileiro, com expansão anual acima dos 50%, influenciado pela alta do crédito ao consumo.

O presidente da HSBC Seguros avalia que o mercado brasileiro tem potencial para crescer muito ainda. O consumo de seguro per capta aqui não passa dos US$ 300 ao ano, enquanto em países desenvolvidos supera os US$ 2 mil. Só por esta comparação, poderia crescer sete vezes.

A meta é trazer produtos diferentes para cá, usando a experiência do banco em outros mercados. Entre eles, há o chamado “hipoteca reversa”, uma mistura de crédito imobiliário com plano de previdência, que vem crescendo rapidamente no Reino Unido e na França.

Bannister estava na área de private banking do HSBC e assumiu a presidência da seguradora há oito meses. Nos últimos seis meses desenhou a estratégia divulgada na reunião de Hong Kong, que recebeu o nome de “1.000 dias”. Neste período, o banco quer transformar totalmente a área de seguros. Esta é a primeira vez que o banco tem um executivo destinado especificamente para a área.

Mundialmente, o HSBC tem 125 milhões de clientes. Mas constatou que somente 9% deste total compram seguros do banco. Ou seja, concorrentes acabavam pegando os clientes do banco. “A marca HSBC é sinônimo de muitos produtos bancários, mas ainda não é tão conhecida na área de seguros”, afirma Bannister. Ele avalia que mudanças demográficas, que incluem o aumento da expectativa de vida das pessoas, trarão maiores oportunidades nos ramos de vida e previdência.

Dentro da nova estratégia do banco inglês, o executivo apresentou em Hong Kong um novo logotipo, que enfatiza o nome HSBC Seguros e que será apresentado em seis idiomas. O objetivo é mostrar ao mundo que o banco também tem seguros. O HSBC registrou lucro líquido US$ 15,7 bilhões no ano passado, um aumento de 5%. O valor de mercado supera os US$ 200 bilhões e os ativos são de US$ 1,86 trilhão.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO: www.valoreconomico.com.br

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