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Central Única dos Trabalhadores emite nota em apoio aos agricultores familiares, sobre a renegociação das dívidas

Dívida Agrícola

A CUT – Central Única dos Trabalhadores – torna público que não compartilha dos entendimentos constantes na nota sobre endividamento agrícola emitida no dia 11 de julho pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O documento, que será submetido pelo governo ao Congresso Nacional e ao Conselho Monetário Nacional, diz ser resultado de entendimentos agrícolas entre Legislativo, Executivo e representantes dos produtores rurais.

A nota diz respeito às parcelas vencidas e a vencer em 2007, das operações prorrogadas de safras anteriores. Estas parcelas venceriam parcialmente em 2007, mas estão prorrogadas para um ano após o vencimento da última parcela.

Porém, as propostas apresentadas pelo ministério para as formas de pagamento das dívidas agrícolas não atendem aos agricultores familiares e não condizem com as discussões que vem sendo realizadas pelo grupo de trabalho formado por técnicos dos ministérios da Agricultura e da Fazenda, parlamentares e importantes entidades cutistas como a Contag e a Fetraf.

Os “entendimentos” em referência privilegiam a agricultura patronal ao favorecê-los com um desconto de 15% nas parcelas de pagamento, enquanto para a agricultura familiar, o bônus é de apenas 5%.

O problema do endividamento da agricultura familiar é em muito resultante de crises no setor agrícola, causadas por uma série de fatores, que vão dos naturais, como clima, até os políticos e econômicos, como a ausência de incentivos e de uma política efetiva para área.

Não podemos aceitar que o governo beneficie os grandes oligarcas do campo enquanto os agricultores familiares, com infinita menor renda, podem ser ou estão sendo processados por não conseguirem pagar suas dívidas.

Na quarta-feira (18) foi realizada uma reunião com o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marcelo Cardona, para discutir alternativas e buscar soluções para a renegociação das dívidas. O encontro terminou sem consenso e a próxima reunião ficou agendada para o dia 26 de julho.

Reafirmamos que queremos buscar o entendimento para a renegociação das dívidas dos trabalhadores do campo, de forma que seja garantida a sustentabilidade da agricultura familiar.

No dia 15 de agosto, Dia Nacional de Mobilização da CUT em Brasília, nossas lutas também serão por Reforma Agrária, incentivos à agricultura familiar e atualização do índice de produtividade. Vamos levar aos parlamentares as reivindicações do conjunto dos trabalhadores da cidade e do campo, nos manifestando em defesa de nossos direitos e pelo avanço nas conquistas.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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