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Atletas que vão participar do Parapan visitam escolas e centros comunitários no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – Trinta escolas e centros comunitários do Rio receberam, nesta semana, visitas dos atletas que vão participar dos Jogos Parapan-Americanos. As visitas fazem parte de um projeto de incentivo à inclusão de pessoas com deficiência, que tem apoio do Ministério do Esporte, do Comitê Organizados dos Jogos e do Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte

Entre as atletas que fizeram visita a escolas hoje (10), está a pernambucana Roseane dos Santos, a Rosinha, que acumula grandes vitórias no esporte. Rosinha ganhou duas medalhas de ouro nas Paraolímpiadas de 2000, uma no arremesso de peso e outra no lançamento de disco.

No Parapan do Rio, que começa domingo (12), Rosinha vai disputar numa categoria ainda desconhecida pelo grande público: a F58, para pessoas que tiveram uma perna amputada. Na opinião da atleta acredita, o Parapan é uma oportunidade de divulgar o esporte e estimular futuros atletas paraolímpicos.

“Tem escola que não tem preparação para receber portador de deficiência. Já está na hora de todas elas saberem que existe o movimento paraolímpico e que ele pode ser trabalhado com todas as crianças”, disse Rosinha. “A gente, daqui a pouco, está parando, e as crianças têm que vir para assumir”, afirmou.

Junto com velocista paraolímpica Sheila Finder, Rosinha visitou crianças da comunidade de Turiaçu, na zona norte do Rio. Diferentemente da colega de equipe, Sheila é estreante em grandes competições internacionais. Com 27 anos, a catarinense sonha com a primeira medalha numa competição pan-americana. E também acompanha, com entusiasmo, a repercussão que o esporte paraolímpico vem conquistando.

“A própria mídia está mostrando mais que o esporte paraolímpico também é capaz. É como eu sempre digo: é nas competições e treinamentos que a gente prova que não é deficiente, mas sim eficiente”, disse Sheila.

As escolas públicas e parte dos locais visitados pelos para-atletas vão ganhar ingressos especiais e transporte para os Jogos Parapan-Americanos. Ao todo, são 10 mil cadeiras reservadas.

Outra iniciativa financiada pelo Ministério do Esporte é a cartilha Parapan 2007, voltada para professores. Ao todo, serão distribuídas cinco mil unidades para escolas e projetos sociais. O material também pode ser obtido na página da internet www.comunidadeparapan.com.br.

Segundo a coordenadora do Programa de Esporte de Lazer da Cidade no Rio, Gláucia Simões, a cartilha “esclarece e abre portas de como devem ser recebidas as pessoas com deficiências na salas de aulas”. O programa é do Ministério do Esporte.

Gláucia disse que, entre outras informações, a cartilha há dicas de como lidar com as deficiências. “Às vezes, nós nem sabemos como tratar as pessoas. Elas devem ser chamadas de surdos, mudos, aleijados, cadeirantes, portadores de deficiência, pessoa com deficiência? É complicado. Muitas vezes, o professor utiliza alguns termos inadequados por desconhecimento”, afirmou.

Por Aline Beckstein – Repórter da Agência Brasil.
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Parapan terá sete dias de disputas entre atletas com deficiência

Brasília – Os Jogos Parapan-americanos do Rio de Janeiro começam neste domingo (12), com a cerimônia de abertura, que será realizada na Arena Multiuso. Na véspera, haverá o revezamento da Tocha Pan-americana pelas ruas do Rio, uma ação inédita na história dos jogos. A disputa acaba no dia 19.

Pela primeira vez, os Jogos Parapan-americanos são realizados na mesma época e na mesma cidade que os Jogos Pan-americanos. As disputas do Parapan vão usar as mesmas instalações do Pan, como acontece com os Jogos Paraolímpicos. A Vila Pan-americana, com mais de 300 mil metros quadrados, também será utilizada pelas delegações do Parapan.

Segundo a assessoria de imprensa do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 (Co-Rio), vários apartamentos da vila já foram projetados com adaptações para uso dos atletas do Parapan. As instalações que receberão os jogos também foram reformadas ou construídas de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O Parapan está sendo organizado pelo Co-Rio, em parceria com o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e de acordo com as regras dos comitês paraolímpicos das Américas e internacional.

Os jogos vão receber 1,3 mil atletas e 700 membros de delegações técnicas de 24 países das Américas. Eles vão disputar dez modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, halterofilismo, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei.

O Brasil terá representantes em todas as modalidades que serão disputadas. Ao todo, são 239 atletas representando o país, além de 121 profissionais de apoio, entre técnicos e médicos.

Esta é a terceira edição dos Jogos Parapan-americanos que conta com apoio do Comitê Paraolímpico Internacional. A primeira foi realizada na Cidade do México, em 1999, e a segunda em Mar del Plata, na Argentina, em 2003. Na última edição, o Brasil ficou em segundo lugar no quadro de medalhas, com 81 de ouro, 53 de prata e 31 de bronze.

Por Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil.

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