Após cinco horas de negociação, a bancada patronal do Grupo 9 (que representa cerca de 20 mil empresas do setor de máquinas e eletrônicos do Estado de São Paulo) acatou a reivindicação da FEM-CUT/SP de pagamento de aumento real de 2,5% aos trabalhadores do setor.
A nova proposta suspendeu a paralisação programada pela categoria para esta quarta-feira, 12 de setembro. A Federação protocolou comunicado de greve à bancada, no último dia 31 de agosto, após rejeitar o aumento real de 1,74%, que, somado com a inflação 4,19% –calculada pelo INPC de agosto, data-base da categoria –corresponderia ao reajuste de 6%. O novo reajuste salarial, que será submetido à apreciação dos trabalhadores em assembléia, é de 6,8% (4,19% de reposição da inflação e 2,5% de aumento real). A bancada patronal, coordenada por Valdemar Andrade, também ofereceu reajustes de 7% a 8% nos pisos da categoria. Hoje, uma fábrica com até 50 trabalhadores paga R$ 594 e com o novo reajuste subirá para R$ 641,52; até 500 funcionários o valor passará de R$ 635,80 para R$ 686,67 e, acima deste total aumentará de R$ 708,40 para R$ 758,00.
O novo reajuste salarial adotará uma fórmula semelhante aos das Montadoras: o teto salarial também teve aumento de 11,6% passando para R$ 3.850,00, então, todos os trabalhadores até este valor receberão a reposição integral da inflação de agosto e mais o aumento real (6,8%). Acima deste teto, será pago um valor fixo de R$ 261,80. Os novos reajustes, se aprovados em assembléias dos trabalhadores, serão retroativos à data-base da categoria que é 1º de agosto.
Avanços Sociais
Nas cláusulas sociais os metalúrgicos do Grupo 9 conquistaram avanços significativos. Alguns dos principais direitos são: o aumento da idade da criança no auxílio creche para 18 meses (1 ano e 5 meses) – hoje é de 12 meses (1 ano); a concessão de 8 dias úteis no direito à amamentação — hoje a lei concede meia hora diária para a mãe –; a obrigatoriedade da empresa negociar com o Sindicato a PLR ( Participação nos Lucros e Resultados); a contratação de jovens, de 18 a 24 anos, e de trabalhadores acima de 40 anos e a adesão à Convenção de Prevenção e Segurança em Prensas.
Além da renovação automática nas cláusulas pré-existentes (em vigor) e a inclusão de novas cláusulas sociais, a bancada patronal do Grupo 9 também concordou em firmar esta Convenção Coletiva de Trabalho com a FEM-CUT/SP pelo período de 2 anos, assegurando a garantia total destes direitos aos trabalhadores até 2009.
Avaliação e grupo de trabalho
O presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques (Biro Biro), disse que orientará os sindicatos a defenderem esta proposta nas assembléias. “Os novos valores de reajustes nos salários e nos pisos contemplam as nossas expectativas. Outras questões relevantes foram os avanços na inclusão de novos direitos e a renovação das cláusulas sociais e econômicas pelo período de dois anos. Sem dúvida, vamos defender esta proposta nas nossas assembléias”, ressalta.
Outro encaminhamento da negociação é a formação de um grupo de trabalho para discutir as demais cláusulas sociais e a mudança da data-base da categoria – uma reivindicação antiga da Federação – de agosto para setembro.
A Federação dos Metalúrgicos da CUT representa 65 mil trabalhadores metalúrgicos deste segmento e a data-base da categoria é agosto. Os metalúrgicos que trabalham nas fábricas/empresas do Grupo 9 estão concentrados nas cidades de Araraquara, Bauru, Pindamonhangaba, Jaguariúna, Monte Alto, Salto, Taubaté, Cajamar, Matão, Sorocaba e ABC.
Histórico das negociações
A Federação protocolou aviso de greve à bancada patronal do Grupo 9 no dia 31 de agosto. Motivo: três propostas de reajustes salariais recusadas: 5% (0,78% de aumento real), 5,5% (1,26%) e 6% (1,74%). Na última assembléia, realizada no dia 8 de setembro, os trabalhadores aprovaram a realização de greves a partir de quarta-feira, 12 de setembro, caso o Grupo 9 não atendesse a reivindicação de 2,5% de aumento real. No dia 11, véspera das paralisações, a bancada patronal propôs este índice e ainda avançou em várias cláusulas sociais.
A Federação dos Metalúrgicos da CUT tem 14 sindicatos filiados que representam 250 mil metalúrgicos dos setores automotivos, eletroeletrônico, fundição e aeroespacial em todo o Estado. As datas-base dividem-se em: agosto (grupo 9 – máquinas e eletrônicos); setembro (aeroespacial, montadoras, autopeças e fundição) e novembro (lâmpadas, estamparias, entre outros – grupo 10).
Fonte: Viviane Barbosa – Assessora de Imprensa e Comunicação da FEM-CUT/SP – 11/09/2007
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fem.org.br.
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Montadoras: 50 mil metalúrgicos vão receber aumento real 2,5%
Cerca de 50 mil metalúrgicos que trabalham nas Montadoras do Estado de São Paulo, representados pelos sindicatos filiados à FEM-CUT/SP, vão receber reajuste salarial de 7,44% (4,82% da inflação de setembro, data-base da categoria, calculada pelo INPC e mais 2,5% de aumento real) e mais 7,76% de aumento no piso do setor, que hoje está em R$ 1.030,00, para R$ 1.110,00. Em termos de valores reais, o aumento chegou a 10,2%.
A proposta foi aprovada nas assembléias dos trabalhadores realizadas no ABC e Taubaté, nos dias 8 e 9 de setembro começa a vigorar no final deste mês.
Segundo o novo Acordo, que foi discutido entre a Federação e o Sinfavea (Sindicato das Montadoras) no último dia 6/09 depois de 12 horas de negociação, os novos índices serão aplicados da seguinte fórmula: até o teto salarial de R$ 7.000,00 todos os trabalhadores receberão a correção da inflação (4,82%) e mais o aumento real (2,5%).
Acima deste teto, será aplicado um valor fixo do aumento real, calculado sobre o teto, de R$ 183,44. Em 2006, o reajuste com aumento real foi de 4,15% (1,3% de aumento real e 2,85% de inflação) e o piso passou de R$ 950 para 1.030.
Avanços sociais e econômicos
O presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques (Biro Biro), que é do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, também comemorou o novo Acordo Coletivo de Trabalho. “O acordo foi muito bom. Em termos de valores reais, significa o dobro do ano passado e também foi superior a média das categorias que fecharam acordos no 1o semestre. O importante é que graças à nossa organização e mobilização conseguimos avançar na melhoria dos direitos sociais”, ressalta.
Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, este é o melhor acordo já conquistado neste ano no Brasil. “Garantimos 2,5% de aumento real e avanços significativos nas cláusulas sociais”, avaliou.Ele lembrou que pesquisa Dieese no primeiro semestre mostra aumento real em todas as negociações salariais, mas com índices entre 0,5% e 2%.
Feijóo disse ainda que as negociações começaram com dois desafios, o de acabar com o teto para reajuste, contemplando principalmente os mensalistas, e elevar o piso com percentual maior que o dos demais salários. “Não eliminamos o teto como queríamos, mas mudamos seu conceito ao garantir aumento real para todas as faixas salariais, o que não acontecia antes”, finalizou.
Demais grupos: Se bancada não elevar reajuste, greve começa na quarta
As assembléias dos trabalhadores também aprovaram que os demais grupos, máquinas e eletrônicos (Grupo 9), autopeças (Grupo 3) e Fundição, deverão apresentar contraproposta salarial de 2,5% de aumento de real, caso contrário, a categoria vai entrar em greve a partir de quarta-feira (12 de setembro).
A Federação dos Metalúrgicos protocolou comunicados de greve às bancadas patronais após rejeitar os valores de reajustes salariais: 6% do Grupo 9 ( 1,78% de aumento real), 4,52% do Grupo 3 (sem aumento real) e 6% da Fundição (1,4% de aumento real).
As negociações com estas bancadas serão retomadas nesta semana. A bancada patronal do Grupo 3 marcou negociação para esta terça, dia 11 de setembro, às 10h, na sede da entidade patronal.
Seguindo orientação da Federação os sindicatos filiados que representam trabalhadores ligados a estes grupos já realizaram assembléias. A Federação representa 65 mil trabalhadores no Grupo 9; 115 mil no Grupo 3 (Autopeças) e 15 mil na Fundição.
Fonte: Viviane Barbosa com informações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – 10/09/2007
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fem.org.br.