Dia Nacional de Lutas dos metalúrgicos da CUT
Mais de 170 mil metalúrgicos mobilizados, em 81 das empresas mais importantes do setor automotivo e siderúrgico, de oito estados do país. Este foi o balanço do “Dia Nacional de Lutas” pelo Contrato Coletivo Nacional de Trabalho da categoria, ocorrido na última terça-feira (18/9) e divulgado pela CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos). Foi uma das maiores mobilizações coletivas realizadas pela classe trabalhadora, cumpridas em conjunto com a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM-FS) e com o apoio das Federações e sindicatos cutistas.
Além do alerta dado aos representantes das empresas do setor, que se negam a negociar a implantação do contrato coletivo de trabalho nacional, os metalúrgicos reivindicaram a criação de um piso salarial nacional de R$ 1,3 mil, a redução da jornada de trabalho das atuais 44h, para 40h semanais, sem redução de salários, e contra a terceirização que precariza as relações de trabalho. A categoria também luta no momento pela ratificação da Convenção 158 da OIT, contra a demissão imotivada.
Exemplos
Para se ter idéia da discrepância do setor, um trabalhador de uma montadora em Gravataí (RS), onde fica a GM, tem salário inicial de R$ 700, mas a média é de R$ 1,2 mil. Em Sete Lagoas (MG), onde está a Iveco/Fiat e em Goiás, que acolhe fábricas da Mitsubishi e da Hyundai, o piso é de R$ 600. No ABC Paulista, a média é de R$ 3.660, enquanto o piso é de R$ 1.110, mas poucos trabalhadores recebem esse mínimo.
Segundo Carlos Alberto Grana, presidente da CNM, o “Dia Nacional de Lutas” chamou a atenção dos patrões de todo o país à pauta de reivindicações da categoria. “Consideramos que como se tratou de uma ação pela primeira vez integrada e de âmbito nacional, foi bastante vitoriosa . Este é um passo importante em favor do contrato coletivo nacional e marca nossa intenção em fazer os empresários mudarem suas posições e dialogarem com as confederações”, alerta.
Grana ainda ressaltou que as mobilizações deram certo, pois a categoria mostrou disposição, compreendendo a importância de diminuir a desigualdade salarial e a jornada de trabalho. “Não podemos aceitar as diferenças absurdas de salário e condições de trabalho que existem nas diversas regiões do país. Se persistir a intransigência por parte das empresas, já temos um ponto de referência do poder de mobilização da categoria”, disse Grana.
Por Michele Lopes, estagiária em jornalismo. Publicado: 19/09/2007 – 11:33.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.