O quadro de greve nas unidades bancárias da Caixa Econômica Federal continua crescendo em todo o país. No Paraná, não é diferente. Dirigentes da FETEC-CUT-PR (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná) e de seus sindicatos em todo o Estado apostam nas paralisações como forma de pressionar a direção do banco a apresentar uma proposta que contemple os anseios e as necessidades dos trabalhadores.
José Roberto Passini, trabalhador bancário na Caixa e um dos diretores do Sindicato de Bancários de Londrina e Região, acredita que a negociação na Caixa precisa acontecer em três pontos principais das reivindicações expostas pela categoria: a isonomia de direitos, a melhoria na Participação dos Lucros e Resultados e um PCS (Plano de Cargos e Salários) proporcional à importância dos funcionários para a instituição.
“Não é admissível que dois trabalhadores que façam o mesmo serviço tenham salários tão distorcidos. Tivemos algum avanço no Banco do Brasil, mas e na Caixa? Nada? A categoria não aceita essa postura. Se não avançarmos, a greve vai se estender por tempo indeterminado até que se estabeleça um canal com negociações concretas com os trabalhadores”, concluiu.
A Secretária de Políticas Sociais da FETEC-CUT-PR, Fátima Costamilan faz coro com Passini. Para ela, a atitude da Caixa é incompatível com seu papel social. “A Caixa é o banco do crédito imobiliário, do trabalhador, mas na prática, das suas portas para dentro, os trabalhadores não recebem a mesma valorização,” explica.
Por Edson Junior
FETEC-CUT-PR