Os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e das Minas e Energia, Nélson Hubner, anunciaram a retirada de 41 blocos de exploração da 9ª Rodada de Licitação que sta prevista para os próximos dias 27 e 28. O motivo foi o fato relevante anunciado pela Petrobrás, onde comunica a existência de reservas equivalentes a 8 bilhões de barris de petróleo e gás natural nos reservatórios do pré-sal onde está localizado o poço de Tupi, na bacia de Santos. O governo decidiu, então, suspender a licitação de todos os blocos que têm alguma relação com as reservas descobertas, que correspondem a mais da metade dos atuais 14 bilhões de barris de petróleo que o país tem comprovadamente. As novas reservas podem fazer do Brasil uma das dez maiores nações produtoras de petróleo do mundo.
A FUP manteve contatos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros que participaram da reunião do Conselho Nacional de Políticas Energéticas, ocorrida nesta quinta, 08, na sede da Petrobrás, onde se discutiu os encaminhamentos relativos à 9ª Rodada. A Federação voltou a reafirmar o posicionamento do movimento sindical petroleiro de suspensão dos leilões de petróleo e cobrou do presidente da República e dos ministros a abertura de um amplo diálogo com os trabalhadores e os movimentos sociais sobre a política energética do país.
Por Imprensa da FUP
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Novas reservas tornarão Brasil exportador de petróleo, afirma Dilma
Rio de Janeiro – A descoberta pela Petrobras de novas reservas de petróleo na Bacia de Santos permitirá que o Brasil se torne exportador do produto, afirmou hoje (8) a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Para a ministra, as novas reservas mudarão o posicionamento do país no mercado internacional de petróleo e tornarão o Brasil exportador do produto. “O Brasil vai passar de uma nação intermediária para o primeiro patamar do mundo do petróleo. Estamos nos elevando ao nível dos países árabes e da Venezuela”, ressaltou.
Estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris, as reservas de petróleo foram encontradas nesta semana no Campo de Tupi, na Bacia de Santos. Esse volume é suficiente para que o Brasil aumente a produção em até 50%. Atualmente, as reservas do país são de cerca de 13 bilhões de barris. O ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, afirmou que levará de seis a sete anos para que as novas reservas sejam exploradas comercialmente.
O anúncio da nova reserva provocou mudanças no próximo leilão de exploração de petróleo. Em reunião extraordinária na sede da estatal, no Rio de Janeiro, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu retirar 41 blocos da Nona Rodada de Licitações, que ocorrerá em novembro.
Com a mudança, o total de blocos disponíveis para o próximo leilão caiu para 217. Segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a decisão foi tomada para preservar o interesse nacional e garantir a exploração das novas jazidas pela Petrobras e seus atuais sócios. “A decisão está baseada em uma questão fundamental: a preservação do interesse nacional”, declarou.
Segundo Dilma, cerca de um quarto da área em que foram encontradas as reservas foi licitada em rodadas anteriores, das quais 70% foram arrematadas pela Petrobras ou por consórcios com a presença da estatal. A ministra afirmou que as empresas que já adquiriram blocos nessa área em rodadas anteriores terão seus direitos e contratos preservados.
A área em que foi encontrada a reserva tem 800 quilômetros de extensão e até 200 quilômetros de largura. O petróleo está entre 3 mil a 4 mil metros de profundidade. Desde a criação da Petrobras, em 1953, o Brasil foi importador de petróleo. Somente em abril de 2006, com a entrada em operação da plataforma P-50, na Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro, a estatal anunciou que o país havia se tornado auto-suficiente no produto.
Por Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil. 8 de Novembro de 2007 – 18h32 – Última modificação em 8 de Novembro de 2007 – 19h27
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Governo retira 41 blocos da 9a rodada após descoberta
RIO DE JANEIRO (Reuters) – O governo brasileiro decidiu retirar 41 blocos de elevado potencial de produção da próxima rodada de licitação de áreas de petróleo e gás, depois que a Petrobras descobriu no campo de Tupi, na bacia de Santos, a maior reserva do país.
Resolução do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), divulgada após reunião de mais de 5 horas no Rio de Janeiro, determina a retirada dos blocos relacionados a possíveis reservatórios nas chamadas áreas pré-sal, uma faixa ultraprofunda de 800 quilômetros que se estende dos Estados do Espírito Santo a Santa Catarina.
Os 41 blocos que serão retirados da nona rodada estão nas promissoras bacias de Espírito Santo e Santos e também na já produtiva bacia de Campos.
A decisão do governo, que vai desagradar às mais de 60 empresas, muitas delas estrangeiras, que estavam inscritas para o leilão, foi tomada após a confirmação pela Petrobras, nesta quinta-feira, da maior reserva de petróleo e gás já descoberta no país, no campo de Tupi, com volume de até 8 bilhões de barris de óleo equivalente.
“Estávamos tratando a política de petróleo do país de uma maneira mais modesta, pequena. E com essa descoberta o país se torna exportador”, disse a jornalistas a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, após a reunião extraordinária do CNPE.
“É a preservação da soberania do país, mas mantendo no leilão outras áreas que não tenham nenhuma interface com a descoberta”, acrescentou a ministra.
Segundo ela, com a exclusão dos 41 blocos restaram 271 para o leilão, que está marcado para o final desse mês.
“Podemos ir para um patamar onde estão Arábia Saudita e Venezuela”, disse Dilma, acrescentando que, após Tupi, o país terá que reavaliar a maneira de explorar petróleo, devido à elevada profundidade da camada pré-sal.
As atividades de exploração da Petrobras em águas profundas haviam alcançado até agora níveis de aproximadamente 3 mil metros, mas as áreas pré-sal podem estar em profundidades de até 6 mil metros.
“Temos que parar para avaliar como vamos tratar a exploração em águas ultraprofundas. Talvez tenha que fazer alterações na forma de exploração”, disse Dilma.
LEILÃO AINDA ATRAENTE?
Segundo ela, a reavaliação do setor também vai passar pela definição de preço dos blocos a serem leiloados no Brasil, já que o potencial mudou.
“Por exemplo, o poço que estava sendo vendido por 150 milhões de reais tem que ser revisto”, disse, sem esclarecer se eventuais revisões já seriam realizadas para a próxima rodada.
Nas rodadas de licitações, são ofertados blocos de três tipos: áreas maduras, áreas de elevado potencial e outras em novas fronteiras.
A ministra disse que apesar de os 41 blocos terem sido retirados de áreas de elevado potencial, o total dos blocos dessas áreas no leilão era de 120.
“Permanece mais que a metade dos blocos de alto potencial”, disse Dilma, respondendo a questionamento sobre se a medida do governo não retiraria o interesse de parte das empresas.
Foram retirados do leilão 26 blocos da bacia de Santos, 13 da de Campos e 2 do Espírito Santo.
Questionada se a Petrobras ficaria com os blocos, ela respondeu: “Vamos avaliar para o país qual é a melhor forma de contemplar o interesse nacional. Não é opção exclusiva dessa ou aquela empresa, mas ter certeza que o objetivo é preservar a riqueza do país”.
Por Denise Luna. (Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier)
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