Curitiba – A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou hoje (13), em Foz do Iguaçu, a publicação Guia Prático sobre Software Livre – Sua Seleção e Aplicação na América Latina e no Caribe.
Editado em espanhol e de autoria de Fernando da Rosa e Frederico Heinz, o guia serve tanto para as pessoas que buscam uma introdução no campo do software livre como para quem já tem experiência no assunto.
“Nosso objetivo era fazer um guia simples e com uma linguagem acessível. Há uma série de links para o leitor acessar conteúdos na internet que estarão sujeitos a contribuições, a exemplo da filosofia do software livre”, disse Rosa.
Hoje, durante a 4ª Conferência Latino-Americana de Software Livre (Latinoware 2007), o autor explicou que o guia traz diversos processos de desenvolvimento do software livre, apresenta estudos de potencialidade das ferramentas de código aberto e fornece orientações para quem deseja migrar a partir de softwares proprietários.
A Latinoware, que termina amanhã (14), é promovida pela Itaipu Binacional em parceria com a Companhia de Informática do Paraná (Celepar) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
Por Lúcia Nórcio – Repórter da Agência Brasil.
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Software livre pode gerar economia de R$ 1,4 bilhão por ano, diz diretor do Serpro
Foz do Iguaçu (PR) – O governo brasileiro tem um orçamento de R$ 7 bilhões para ser aplicado em tecnologia de informação, segundo informou o diretor-presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Marcos Mazzoni. Ele observou, no entanto, que se for utilizado programas de software livre é possível fazer uma economia de até 20%, ou seja, R$ 1,4 bilhão por ano.
“Esses valores podem ser muito maiores porque são vários projetos diferentes sendo desenvolvidos em diversos ministérios e órgãos municipais e estaduais”, disse.
Na Hidrelétrica de Itaipu, segundo o diretor-geral brasileiro, Jorge Samek, sé este ano com o uso de software livre a economia será de R$ 4 milhões.
Samek e Mazzoni participaram hoje (13) da abertura da 4ª Conferência Latino-Americana de Software Livre (Latinoware 2007).
Os dois ressaltaram a importância do encontro que reúne usuários e desenvolvedores de programas de computador de código aberto de todo o mundo. E concordam que essa troca de experiências sobre novas tecnologias “equaliza as informações e encurta distâncias entre pobres e ricos, entre os que possuem mais e os mais carentes, se constituindo numa verdadeira política de inclusão”.
“A maior revolução que aconteceu nos últimos anos foi a da informática, um marco histórico assim como a Revolução Industrial, que transformou o mundo. E o software livre é o meio de tornar esse processo democrático”, disse Samek.
A 4ª Conferência Latino-Americana de Software Livre (Latinoware 2007) prossegue até amanhã(14) e é promovida por Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Companhia de Informática do Paraná (Celepar) e Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
Por Lúcia Nórcio – Repórter da Agência Brasil.
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Conferência reúne no Paraná mais de 3 mil usuários de software livre
Foz do Iguaçu (PR) – Foi aberta na manhã de hoje (13), em Foz do Iguaçu, município da chamada tríplice fronteira – do Brasil com Argentina e Paraguai – a 4ª Conferência Latino-Americana de Software Livre (Latinoware 2007), promovida por Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Companhia de Informática do Paraná (Celepar) e Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
Segundo a superintendente de Informática da hidrelétrica, Marli Portella, é um dos maiores do mundo a reunir usuários e desenvolvedores de programas de computador de código aberto, que aproveitam para trocar conhecimentos e experiências sobre novas tecnologias.
Aproximadamente 3 mil pessoas se inscreveram para assistir várias palestras nos próximos dois dias, participar de minicursos e debates sobre temas relacionados ao desenvolvimento e uso do software livre, programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado e redistribuído sem restrição imposta pelo fornecedor.
Duas personalidades mundiais do software livre fazem palestra na abertura da conferência. Richard Stallman e John Maddog Hall . Stallman, considerado o “pai” do software livre, abordará “O Movimento do Software Livre e o Sistema de Operação GNU/Linux”.
Considerado o “guru” mundial do software livre, Maddog (cachorro louco, em inglês), é um dos fundadores do movimento Open Source International e, desde 1995, preside a Linux International. Ele também foi reitor da faculdade de Informática Hartford State Technical College, onde recebeu o apelido de Maddog, pelo qual prefere ser chamado.
Ainda de manhã, Itaipu lançou seu novo portal de internet, que segundo Gilmar Piolla, superintendente de Comunicação Social da empresa, é fruto de um projeto inovador no Brasil e no Paraguai, baseado em tecnologia de software livre.
“Utilizamos banco de dados e gerenciador de domínio público, ou seja, de utilização gratuita. As 1.500 páginas internas conterão informações sobre programas desenvolvidos pela Itaipu nas margens brasileira e paraguaia”.
Segundo Piola, com fotografias e vídeos antigos o portal resgata a história da hidrelétrica sob os pontos-de-vista humano, diplomático e energético. “Relembra o histórico da Itaipu no idioma guarani como forma de homenagear o povo paraguaio e a todos aqueles que ajudaram a construir a maior hidrelétrica do mundo em geração de energia”.
O organizador do evento, Marcos Dellazari, explica de forma simples o funcionamento do software livre.
“É como uma receita de bolo. Uma pessoa publica e outra acessa e cria uma cobertura diferentes alterando o sabor . Outras pessoas decidem melhor ainda mais a receita e vão acrescentando ingredientes e depois devolvem para que todos tenham acesso”.
Segundo ele, é isso que acontece com um software. Ele é publicado, todos acessam, alteram e novamente “jogam” na internet onde fica aberto para quem se interessar.
“O sistema é usado em todos os setores, do acadêmico ao empresarial, sem o pagamento da licença anual. Quando alguém compra um software, não se torna proprietário. Ele paga pelo o produto quando adquire, mas continua pagando uma licença anual para usá-lo. No fim do contrato, tem que devolver ao fornecedor sem fazer cópias, sob pena de ser acusado de pirataria”.
Por Lúcia Nórcio – Repórter da Agência Brasil.
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