Brasília – Filiados de seis centrais sindicais deram início hoje (5) à 4ª Marcha da Classe Trabalhadora, que tem como lema Mais e Melhores Empregos.
A expectativa dos organizadores é de que 30 mil pessoas participem da manifestação, que começou por volta de 8h, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, com uma caminhada até a Esplanada dos Ministérios.
Cálculos da Polícia Militar com base no número de ônibus estacionados revelam que participam da manifestação entre 8 mil e 10 mil pessoas.
“Estamos todos em unidade em defesa do trabalho. Queremos mais e melhores empregos. Queremos diminuir a jornada de trabalho, o que criaria 2 milhões de empregos, e fazer com que o governo mude a política econômica, para permitir que o país cresça com geração de emprego”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que também é presidente da Força Sindical.
Ele revelou que pretende propor ao governo uma compensação às empresas pelas perdas com a diminuição da jornada, como por exemplo a redução da carga tributária.
Cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) mostram que essas perdas poderiam chegar a 1,99% nos lucros.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, que disse que a marcha tem como principal reivindicação a geração de empregos “para todo o conjunto da sociedade”.
”Queremos o cumprimento da determinação da OIT [Organização Internacional do Trabalho], que não permite demissões arbitrárias, sem justa causa, e a redução da jornada, sem diminuir os salários”
Os manifestantes se concentram em frente ao Congresso Nacional, de onde seguem para o Palácio do Planalto. A expectativa dos manifestantes é de que os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia, e do Senado, Tião Viana, cheguem ao local para falar com eles.
Por volta de 16h30, representantes das centrais sindicais serão recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.
Organizam a manifestação seis centrais sindicais: CUT, Força Sindical, Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, União Geral dos Trabalhadores e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil.
Por Hugo Costa – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.