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Lula pede união das centrais sindicais em torno da redução da jornada de trabalho

Brasília – Durante encontro com representantes das centrais sindicais que participaram hoje (5) da 4ª Marcha da Classe Trabalhadora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu que os dirigentes das centrais sindicais conversem e cheguem a um consenso em torno da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. A proposta começará a ser discutida com o governo no próximo ano.

“Vocês podem aproveitar as manifestações do Primeiro de Maio [Dia do Trabalho] para transformar a redução da jornada de trabalho em projeto de lei de iniciativa popular”, declarou. “Temos cinco meses pela frente para envolver os trabalhadores nessa questão.”

Lula disse ter orgulho da atuação conjunta das centrais sindicais, apesar das divergências entre elas. “Pode ser que algum companheiro desta mesa não goste de outro companheiro. Agora, precisamos ter consciência de que, em algum momento, temos de encontrar um denominador comum, que possa ser a razão para nos juntarmos e ir para as ruas e o Congresso Nacional”, destacou.

Lula afirmou que qualquer conquista, tanto no Brasil quanto no mundo todo, é um processo “lento” e que exige empenho e amadurecimento por parte de todos. “Não adianta encurtar caminhos. Muitas vezes não dá certo”, avaliou.

No discurso para os representantes das centrais sindicais, Lula reforçou ainda a importância e a força das manifestações pacíficas. “Tem gente que acha que a força de uma manifestação se apresenta pela quantidade de vidros quebrados, de palavrões e de ofensas, mas, na verdade, a gente pode fazer uma passeata organizada como a de hoje”, ressaltou.

Segundo Lula, os anúncios feitos hoje pelo Executivo que atendem às centrais sindicais só não foram feitos antes porque ainda não estavam maduros o suficiente dentro do governo federal.

Por Ana Paula Marra – Repórter da Agência Brasil.
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Lula promete enviar ao Congresso proposta que permite negociação sindical no serviço público

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comprometeu-se hoje (5) com as centrais sindicais a enviar ao Congresso Nacional a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que assegura o direito de negociação sindical aos servidores públicos.

Lula também prometeu enviar ao Legislativo da ratificação da Convenção 158 da OIT que coíbe a chamada demissão imotivada (sem motivo). Ficou assegurada ainda às centrais a decisão de garantir aos empregados das estatais federais o direito de eleger um representante para os Conselhos de Administração dessas empresas. As informações são da Secretaria de Imprensa da Presidência da República e foram divulgadas após encontro do presidente com representantes das centrais no Palácio do Planalto.

O vice-presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Roberto Santiago, comemorou as medidas anunciadas pelo governo: “Essas medidas são todas positivas. Temos outras reivindicações, mas elas nos agradam. Vamos continuar discutindo, sobretudo, a questão da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, mas saímos satisfeitos”.

Sobre a medida que coíbe a demissão imotivada, que fazia parte da lista de reivindicação das centrais sindicais, Santiago disse que é um avanço para o país. “Agora, vai se estabelecer um debate para se acabar de vez com a demissão imotivada no Brasil. Se você não tem causa para demitir, então porque está demitindo? Agora, a demissão continua podendo existir, mas ela vai ter que ter motivação para se concretizar”, disse.

Segundo o vice-presidente da UGT, essa medida deve ser encaminhada pelo governo ao Congresso na próxima semana. Em relação às outras reivindicações da categoria, Roberto Santiago disse que Lula prometeu sentar com as centrais e alguns de seus ministros, a partir de janeiro, para começar a discutir o restante da pauta.

Representantes das centrais sindicais realizaram hoje (5), na Esplanada dos Ministérios, a 4ª Marcha da Classe Trabalhadora, que teve como lema “Mais e Melhores Empregos”. Entre as reivindicações da marcha, estão a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, mais e melhores empregos e o fortalecimento da seguridade social e das políticas públicas.

Por Ana Paula Marra – Repórter da Agência Brasil.

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