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Estabilidade nos indicadores do mercado de trabalho, segundo o DIEESE

Em janeiro, a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pelo DIEESE e Fundação Seade – em parceria com instituições e governos locais e apoio do Ministério do Trabalho e Emprego – registrou estabilidade, mantendo um comportamento esperado para o período. Com isso a taxa de desemprego repetiu a de dezembro, quando ficou em 14,2%. Em comparação com janeiro de 2007, a taxa apresentou uma redução de 7,2%, pois correspondia então a 15,3%.

Nas regiões pesquisadas – as áreas metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e mais o Distrito Federal – houve, em janeiro, a desativação de 26 mil postos de trabalho, com um recuo de 0,2%, em comparação com o mês anterior, o que representa um indicativo de estabilidade. A População Economicamente Ativa (PEA) apresentou pequena diminuição de 20 mil pessoas (-0,1%), também com um comportamento usual para o período. Com este movimento, o total de desempregados cresceu em 6 mil pessoas (0,2%), e chegou a 2.803 mil pessoas. Na comparação com janeiro de 2007, porém, se 572 mil pessoas incorporaram-se à PEA, o total de postos gerados foi maior (704 mil), o que permitiu a redução do número de desempregados em 133 mil pessoas.

A retração do total de postos, em janeiro, derivou do comportamento de setores como a Indústria (- 33 mil empregos), Construção Civil (- 3 mil) e Outros Setores (- 48 mil), parcialmente compensados pela criação de 42 mil vagas no Comércio e 16 mil nos Serviços. Assim, o total de ocupados foi estimado em 16.947 mil pessoas. Na comparação com janeiro de 2007, todos os dados são positivos tendo se verificado a abertura de 704 mil novas ocupações. Em números absolutos, a maior geração de vagas ocorreu nos Serviços (428 mil, o que significou um incremento de 5,0%). Em termos relativos, porém, a maior expansão deu-se na Construção Civil onde a abertura de 164 mil postos significou um aumento de 20,2%.

Quando se considera a posição na ocupação, os dados da PED indicam o fechamento de postos ocorreu basicamente no emprego doméstico ( – 49 mil vagas), pois houve incremento no assalariamento com carteira assinada (9 mil) e no sem carteira (1 mil) e no trabalho autônomo (9 mil).

Entre novembro e dezembro de 2007, o rendimento real médio dos ocupados variou – 0,2%, passando a corresponder a R$ 1.083, enquanto o dos assalariados teve leve queda (-0,3%) equivalendo a R$ 1.157. Em comparação com dezembro de 2006, o rendimento médio real dos ocupados praticamente não se alterou (-0,1%).

Acesse o endereço eletrônico http://www.dieese.org.br/ped/metropolitana/ped_metropolitana0108.pdf, e confira em PED metropolitana os dados do conjunto das regiões pesquisadas.

Comportamento das regiões

A estabilidade no mercado de trabalho foi a característica predominante nas regiões, em janeiro. Em Salvador, a taxa de desemprego caiu 2,5%, e fixou-se em 19,8%. Também em Porto Alegre (-0,9%) houve queda no desemprego, com sua taxa ficando em 11,2%. Em Belo Horizonte a taxa não se alterou (11,0%). Na Grande São Paulo, houve variação de 0,7%, e a taxa passou de 13,5%, em dezembro, para 13,6%, em janeiro. Em Recife a taxa chegou a 18,2%, com um crescimento de 1,7%. O maior aumento na taxa ocorreu no Distrito Federal (2,4%), que atingiu, assim, 16,9%. Na comparação com janeiro de 2006, a taxa de desemprego caiu em todas as regiões. A menor retração ocorreu no Distrito Federal (-4,0%) e a maior deu-se em Recife (-12,1%).

O nível de ocupação teve comportamento diversificado, com crescimento em Salvador (1,3%), Belo Horizonte (1,0%) e Porto Alegre (0,9%) e redução em São Paulo (0,8%), Distrito Federal (0,7%) e Recife (0,4%). Em 12 meses, o desempenho da ocupação foi positivo em todas as regiões, embora com intensidades diferenciadas: 7,5%, em Salvador; 6,6%, no Distrito Federal; 6,2%, em Recife; 5,4%, em Porto Alegre; 4,9%, em Belo Horizonte e 3,0%, em São Paulo.

Regionalmente, entre dezembro e novembro, o comportamento dos rendimentos foi diferenciado. Houve aumento de 4,4%, em Recife e seu valor passou a R$ 664; em Salvador, com o crescimento de 2,6%, o rendimento chegou, em média, a R$ 870; em Porto Alegre o aumento foi de 2,3%, e seu valor chegou a R$ 1.074 enquanto em Belo Horizonte, a elevação de 1,5% fez com que o rendimento médio chegasse a R$ 1.022. No Distrito Federal, o rendimento médio manteve-se relativamente estável (-0,1%) e seu valor correspondeu a R$ 1.593. Finalmente, em São Paulo, houve recuo de 1,8%, com seu valor situando-se em R$ 1.137.

Acesse Regionais, no endereço eletrônico http://www.dieese.org.br/ped/peddad.xml, para ver os dados detalhados de cada uma das regiões.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.dieese.org.br.

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