Em reunião com Fábio Barbosa, Sindicato conquistou abertura de diálogo com o RH da instituição
São Paulo – O presidente do Real ABN, Fábio Barbosa, negou que haja demissões por causa do processo de fusão e afirmou que o número de funcionários no banco, que cresceu no ano passado, vai continuar crescendo, com a tendência de abertura de agências. Barbosa reuniu-se na quarta-feira, dia 9, com o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, com o dirigente sindical e funcionário do Real ABN Marcelo Gonçalves e com o presidente da Contraf-CUT, Vagner Freitas.
O encontro foi solicitado pelo Sindicato para que o banco esclarecesse dúvidas sobre o processo de fusão e demissões, principalmente no Centro Administrativo de Operações (CAO) do Real, o Majolão, e na matriz do banco.
Segundo Barbosa, as demissões na área de TI decorrem de um processo de terceirização, que teve início antes mesmo da venda do banco para o grupo espanhol Santander. O Sindicato reivindicou, ainda durante a reunião, que a área de recursos humanos (RH) do banco abra espaço para o diálogo diante de possíveis entraves no dia-a-dia dos trabalhadores, principalmente devido ao processo de fusão, que provoca grande insegurança nos funcionários do banco. Barbosa assegurou que o diálogo está aberto e que o pessoal da área de RH vai continuar conversando com o Sindicato.
“Queremos a preservação de todos os direitos dos funcionários durante este processo, acompanhando o nível de emprego e as contratações feitas pelo banco para garantir sempre os diretos da categoria”, diz Marcolino.
Por Gisele Coutinho e Elisângela Cordeiro – 10/04/2008.
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Cade depende de projeto de lei para controlar fusões
PL está no Senado e precisa passar em mais duas comissões antes de ir ao plenário
São Paulo – Mesmo com a interferência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no julgamento da fusão entre Banco Real ABN e Santander, em dezembro do ano passado, o órgão ainda não controla a fiscalização das fusões bancárias. O assunto sobre a competência do Cade no acompanhamento e na punição de condutas lesivas à ordem econômica já é antiga, mas ainda sem resolução.
Atualmente, o responsável por essas atividades é o Banco Central (BC), mas caso o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 265 de 2007 seja aprovado, o Cade irá reforçar a fiscalização com relação à concorrência dos bancos.
O projeto está no Senado e aguarda para ser analisado em caráter de urgência na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC). Depois, segue para aprovação em mais duas comissões para então ser votado pelo plenário em caráter terminativo.
Desde outubro, o Cade exige notificação dos atos de concentração realizada entre instituições financeiras. Com a aprovação do PLC as atribuições podem ser divididas entre os dois órgãos, BC e Cade.
Por Gisele Coutinho com informações do jornal DCI – 09/04/2008.
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