Brasília – A geração de empregos vai continuar batendo recordes no país, apesar do aumento dos juros. A avaliação é do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ao divulgar os dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged). Para ele, o aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) determinada ontem foi “um erro” e “precipitado”.
“Não é bom para o país, não é bom para a economia, não é bom para o cidadão”, avaliou.
Lupi, no entanto, mantém a previsão de que o número de empregos com carteira assinada gerados este ano deve passar dos 1,8 milhão. Segundo o ministro, o aumento dos juros não tem impacto direto na geração de empregos. “É processo que demora a repercutir na sociedade”, disse.
O ministro avalia que o aumento de juros é ruim especialmente para o comércio externo e deve ter impacto nas exportações, a longo prazo. “Espero que os juros ou estabilizem ou caiam, para que o Brasil possa crescer com estabilidade”, disse.
Segundo os dados do Caged, foram criados em março 206.556 empregos com carteira assinada. O número superou em 41% o recorde anterior ocorrido em março do ano passado.
Por Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil.
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Aquecimento da economia e reajuste do mínimo refletem no emprego, diz Lupi
Brasília – O aquecimento da economia interna e a elevação do salário mínimo são as principais causas do aumento do número de empregos gerados com carteira assinada, na avaliação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (17), mostram que foram criados 206.556 postos, em março, superando em 41% o recorde anterior, ocorrido em março do ano passado. O número é 0,70% superior ao de fevereiro.
“As pessoas estão comprando mais e, quando elas compram mais, geram mais empregos. Muitas empresas estão contratando porque elas têm segurança da demanda que está existindo”, avalia Lupi.
No primeiro trimestre de 2007, houve um acréscimo de 554.440 trabalhadores com carteira assinada no mercado, o que significa um aumento de 39% em relação aos primeiros três meses de 2007. Nos últimos 12 meses, foram gerados 1,7 milhão de novos empregos.
A maior taxa de aumento foi registrada no setor da construção civil, que teve o maior saldo já registrado para o mês de março na série do Caged. O setor gerou no mês passado 33.437 postos de trabalho, o que significa 2,09% a mais que em fevereiro. Segundo Lupi, isso se deve ao aumento do número de pessoas que estão conseguindo adquirir a casa própria e às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Em termos absolutos, o setor que mais se destacou foi o de Serviços, com a geração de 89.072 postos, e um aumento de 0,77% em relação a fevereiro. Em seguida, aparece o setor industrial, com 40.389 postos.
Em termos de região, o Centro-Oeste apresentou a maior taxa de crescimento, com 1,08%. Em seguida, aparecem as regiões Sul e Sudeste, ambas com crescimento de 0,90% e a Norte, com 0,18%. A região Nordeste teve queda de 0,35% em relação ao mês passado. O resultado foi influenciado por fatores sazonais relacionados ao setor sucro-alcooleiro. Entre as regiões metropolitanas, o destaque foi para São Paulo, que gerou 36.455 postos.
Por Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil.
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