Os temas que vão a debate no Fórum Social do Mercosul (FSMercosul) ganharam destaque na coletiva de apresentação da infra-estrutura do evento, que será realizado de sábado (26) a segunda-feira (28) no prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Nos três dias de atividades, serão realizados uma plenária geral, seis painéis e 15 mesas especiais.
A coletiva reuniu jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e estudantes da UFPR. A curiosidade é para conhecer parte dos convidados, que estarão presentes na abertura oficial do fórum, que acontece amanhã, (sábado, 26), a partir das 10h. “O Fórum Social do Mercosul será uma excelente oportunidade para debatermos a integração da América Latina, diálogos sociais e discutirmos os movimentos que ocorrem no continente, no sentido da união política, cultural e econômica dos povos”, informou o coordenador geral Doático Santos.
Ele destacou também a presença de lideranças femininas ligadas aos movimentos sociais, políticos e econômicos da América Latina. Entre elas a uruguaia Carmem Sosa, conhecida por coordenar em seu país o plebiscito contra a privatização da água; Ligia Prietro, presidente da Associação de Defesa das Mulheres do Paraguai, entre outras ativistas. Durante as apresentações autoridades femininas de diferentes países foram chegando e participaram da formação da mesa.
“O papel das mulheres na sociedade é fundamental e não será diferente no fórum do ponto de vista da força política e social”, ressaltou Doático. Algumas ativistas sociais aproveitaram a oportunidade também para homenagear o Paraguai ao abraçarem a bandeira do país, num gesto de apoio e de renovação com a eleição do presidente Fernando Lugo domingo, 20 de abril.
Na segunda-feira (28) acontecerá a plenária “Mulheres das Américas contra a Guerra pela Paz!”. O debate trará lideranças de seis países para a análise da atual conjuntura internacional sobre o papel das mulheres na luta pela defesa da vida e da soberania das nações no continente americano. O encontro reforçará ainda mais o papel das ativistas também das discussões previstas no fórum.
A uruguaia Carmem Sosa falou sobre a importância do evento para o contexto da região. “Estaremos discutindo as políticas públicas aplicadas hoje no Mercosul, os avanços que obtemos desde a fundação do bloco e projetos futuros para o fortalecimento do processo de integração dos países que formam o mercado. Esses são apenas alguns pontos imprescindíveis que temos grande evidência em fóruns e congressos como o do Mercosul”, disse.
A paraguaia Ligia Prietro concorda com a opinião de Carmem Sosa ao analisar o espaço como um autêntico painel público para a promoção do diálogo social sobre as questões centrais do continente. “Aqui é a chance de apresentarmos nossas idéias, sugestões e estimularmos a sociedade sobre o atual panorama de exploração neoliberal que sofremos”, enalteceu.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.