Santander vê espaço para abrir novas agências no Brasil após ABN
SÃO PAULO (Reuters) – Além da incorporação das cerca de 1,1 mil agências do Banco Real, que será feita assim que o banco central holandês autorizar a separação da instituição financeira das operações do ABN Amro, o Santander tem planos de abrir novas agências no Brasil.
De acordo com o presidente da instituição no país, José Paiva, o banco “vê a necessidade de abrir muito mais agências do que tem hoje”. Por isso, ele avalia que a fusão das operações do Santander e Real no país “será uma história de crescimento” e não de cortes.
Ele não fez previsões de quantos pontos de atendimento o Santander deve abrir no Brasil este ano. Atualmente, o banco espanhol tem cerca de 2.000 agências no país.
Questionado sobre temores de atuais funcionários de que existam demissões com a incorporação, em entrevista a jornalistas nesta terça-feira, o executivo afirmou: “não vejo grandes problemas com relação a isso”. Na sua avaliação, “ainda há espaço para crescer”, reiterou. Neste momento, garantiu, não há nenhum plano de demissões em curso.
No final de outubro, o presidente mundial do Santander, Emilio Botín, deve vir ao Brasil, disse Paiva. O objetivo será anunciar planos e estratégias do banco para o país e o cronograma de incorporação do Real, que deve levar algo como três anos para ser finalizada.
Após a autorização do banco central holandês, prevista para agosto deste ano, o Santander também poderá promover a mudança no comando das operações brasileiras. O executivo Fabio Barbosa, que presidia o Banco Real, foi anunciado como novo presidente em fevereiro, mas também depende dessa autorização para assumir o cargo.
Por Taís Fuoco.
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Lucro do Santander no Brasil cai 31% no trimestre para 388 milhões de reais
SÃO PAULO (Reuters) – O lucro líquido do banco espanhol Santander caiu 31 por cento no Brasil entre janeiro e março, quando comparado a igual período do ano anterior. A instituição, maior banco espanhol em ativos, no entanto, credita o resultado ao forte desempenho no primeiro trimestre de 2007, especialmente nas operações de não clientes, e não a uma queda nos negócios.
De acordo com o balanço divulgado nesta terça-feira, o lucro líquido do Santander no Brasil foi de 388 milhões de reais, ante os 559 milhões de reais do mesmo trimestre de 2007. A margem de operações com não clientes sofreu uma queda de 45 por cento, para 410 milhões de reais.
“O primeiro trimestre de 2007 foi espetacular, enquanto este (de 2008) foi bom, mas não tão espetacular assim”, afirmou a jornalistas José Paiva, presidente do Santander no país. “Mesmo assim, os 410 milhões de reais conquistados representam um número muito bom.”
Excluindo as operações de não clientes, como operações de hedge, financiamentos e ofertas públicas de ações, o lucro líquido do banco cresceu 24 por cento, para 269 milhões de reais. O Santander adicionou 200 mil novos clientes nos três primeiros meses do ano, que se somaram aos cerca de 4,5 milhões de correntistas da instituição.
A carteira de crédito no trimestre chegou a 45,95 bilhões de reais, montante 21 por cento maior que no mesmo período de 2007. No caso das operações para pessoa física, a alta foi de 27 por cento, enquanto o índice para pessoas jurídicas cresceu 17 por cento e o segmento de captações, 22 por cento sobre igual intervalo do ano passado.
OFERTA DE CRÉDITO EM ALTA
Para o presidente da instituição, “não é a alta da Selic que vai afetar a oferta de crédito”. O banco projeta que a taxa básica de juros da economia chegue a 13 por cento até o final deste ano.
A estimativa de crescimento para a carteira de crédito foi mantida entre 25 e 30 por cento neste ano, com destaque para as operações com pessoa física, cujo crescimento “deve se aproximar dos 30 por cento”, segundo Paiva.
Ele avalia que “nunca se vendeu tanto automóvel e tanta casa como hoje” e, para isso, a oferta de crédito terá de se manter elevada.
“A economia continua crescendo e não se trata de uma bolha, é um crescimento consistente”, disse ele.
Por Taís Fuoco.
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Lucro do Santander supera previsões com ajuda do ABN no Brasil
MADRI (Reuters) – O Santander registrou um crescimento de 22,4 por cento em seu lucro líquido no primeiro trimestre, auxiliado pela compra do ABN no Brasil. Com o resultado, o maior banco espanhol se afasta dos rivais globais que têm sido afetados pela crise do crédito.
O lucro líquido nos primeiros três meses do ano foi de 2,21 bilhões de euros (3,5 bilhões de dólares), um pouco acima das expectativas. Do resultado, 151 milhões de euros vieram do Banco Real, unidade do ABN Amro, banco holandês comprado no ano passado pelo Santander junto com Royal Bank of Scotland e Fortis.
“São resultados bem respeitáveis, melhores que os que muitos outros bancos foram capazes de mostrar”, disse Arturo de Frias, analista de bancos do Dresdner Kleinwort.
Mas ele não espera uma alta nas ações por causa dos resultados, dado o recente rali nos papéis do setor financeiros e o clima ainda ruim para o setor. As ações do Santander caíam 1,39 por cento, enquanto o índice europeu de ações de bancos recuava 0,62 por cento.
Os bancos espanhóis escaparam de bilhões de dólares em baixas contábeis com a crise mundial do crédito graças aos regulamentos conservadores do país que limitam os investimentos em ativos de risco.
Isso, no entanto, não significa que eles estejam imunes a efeitos secundários, à medida que a economia espanhola desacelera, o consumo enfraquece e os empréstimos de difícil recuperação aumentam.
Algumas evidências disso foram vistas na unidade de finanças do consumidor europeu do Santander, cuja taxa de dívida de difícil recuperação passou a 3,15 por cento em março, em alta de 0,49 ponto percentual sobre igual período de 2007.
O Santander também aumentou as provisões do grupo, em fortes 69 por cento, para 1,14 bilhão de euros.
A rede espanhola do banco emprestou nove por cento mais do que no primeiro trimestre de 2007.
A América Latina teve lucro líquido sete por cento maior, 729 milhões de euros, devido a um salto de 20 por cento nos empréstimos. Descontando o efeito do fortalecimento do euro, a alta foi de 22 por cento.
O Santander acrescentou que o lucro líquido em seus negócios de banco corporativo global somou 592 milhões de euros, queda de 33 por cento sobre o primeiro trimestre do ano passado que foi impulsionado por uma onda de fusões e aquisições.
A taxa global de empréstimos duvidosos do banco aumentou para 1,16 por cento no primeiro trimestre, ante 0,82 por cento um ano antes. O total de empréstimos cresceu 2,7 por cento, a 545 bilhões de euros.
O ganho líquido com juros, medida de rentabilidade, aumentou 14,8 por cento, para 4,03 bilhões de euros, enquanto o lucro operacional elevou-se em 30,9 por cento, a 4,24 bilhões de euros.
Analistas consultados pela Reuters previam um lucro líquido de 2,15 bilhões de euros e um lucro operacional de 4,14 bilhões de euros.
Por Jane Barrett e Elisabeth OLeary.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.reuters.com.br.