São Paulo – Aproximadamente 570 agências bancárias permaneceram fechadas hoje (4) nas cidades de São Paulo e Osasco por causa da greve dos vigilantes particulares, que entrou no segundo dia. A estimativa é do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não dispunha, nesta tarde, de informações sobre o número de agências fechadas.
De acordo com o Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilância, Segurança e Similares de São Paulo (Seevissp), cerca de 7 mil trabalhadores participaram hoje de manifestações pela capital. A polícia estima que foram 900. Eles reivindicam 9,9% de reajuste salarial, adicional de risco de vida de 30% ao ano sobre o salário, e aumento no vale-alimentação de R$ 5 para R$ 10.
Na tarde de hoje, os trabalhadores decidiram permanecer em greve. Amanhã (5) será realizada nova assembléia no período da manhã.
A negociação entre patrões e empregados está sendo feita na Justiça. O Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo (Sesvesp) protocolou ontem (3) petição no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) para julgamento da greve dos vigilantes e retorno imediato dos grevistas a seus postos.
O sindicato patronal já fechou acordo salarial com 13 sindicatos de trabalhadores no estado, cerca de 67% da categoria. Com outros nove sindicatos, o Sesvesp só vai negociar no TRT, onde foi instaurado o dissídio coletivo econômico e de greve.
Existem em funcionamento no estado 370 empresas de segurança privada autorizadas pela Polícia Federal, que empregam em torno de 100 mil vigilantes.
Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil.
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Vigilantes: bancários do ABC estão solidários à greve e exigem segurança
O Sindicato dos Bancários do ABC informa que está solidário à luta dos vigilantes dos bancos, em greve desde a última terça 3, e que espera das instituições financeiras o fechamento das agências e postos de trabalho como determinam a lei federal 7.102/83 e a portaria 387/2006 da Polícia Federal. A legislação trata da segurança bancária e estabelece que o funcionamento destes locais não é possível sem a presença de vigilantes, por não oferecer segurança adequada a funcionários e a clientes.
“Os vigilantes podem contar com nosso apoio e solidariedade. Porém é preciso preservar a integridade de bancários e população em geral, e reivindicamos dos bancos o cumprimento da lei”, aponta a presidenta do Sindicato, Maria Rita Serrano. Ela destaca ainda que os bancos devem dispensar seus funcionários e não apenas fechar as portas mantendo-os no trabalho, como ocorre em alguns locais, e que estes dias não poderão ser descontados na folha de pagamento. “Orientamos que o bancário acione o Sindicato caso a lei seja desrespeitada”, alerta Rita, lembrando que alguns bancos não estão cumprindo a lei e o caso mais grave é o Bradesco, que insiste no desrespeito e no funcionamento sem vigilantes.
Para garantir a segurança o Sindicato também entrou em contato com o comando da PM na região e solicitou reforço no policiamento, em especial nos corredores bancários. Entre as reivindicações dos vigilantes estão aumento de 15% no adicional sobre o salário e 9,9% de reajuste.
Fonte: Seeb ABC.
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Pelos menos 573 agências ficaram fechadas por causa da greve de vigilantes
Estima-se que pelo menos 573 agências fecharam nesta quarta-feira, 4 de junho, por falta de seguranças nas cidades de São Paulo e Osasco, em razão da greve dos vigilantes que chega ao segundo dia. Grande parte delas localizada na região Central e na zona Norte da capital paulista. Os bancos que abrem sem vigilantes além de desrespeitarem a Lei Federal 7.102/88, estão colocando em risco a vida de bancários e clientes.
Preocupado com a segurança dos trabalhadores e da população, o Sindicato dos Bancários estuda medidas jurídicas para que as agências sem vigilantes sejam fechadas. “Estamos registrando Boletins de Ocorrência com o descumprimento da Lei, arquivando fotos de estabelecimentos bancários operando sem segurança, para cobrar medidas judiciais contra os bancos que não estão cumprindo a determinação de só abrir ao público com no mínimo dois vigilantes em serviço. Os bancos serão responsabilizados por eventuais danos”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Em assembléia, os vigilantes decidiram manter a greve nesta quinta, dia 5. “Os bancos que já arriscaram demais a vida dos trabalhadores e dos clientes, devem cumprir a lei e manter as agências sem seguranças fechadas. Vemos com muita preocupação bancários sendo obrigados pelos bancos a fazerem triagem em frente às portas de seguranças das agências e clientes utilizando o serviço dos bancos sem as mínimas condições de segurança”, ressaltou Marcolino.
Nesta terça-feira, dia 3, o Sindicato dos Bancários encaminhou uma carta aos responsáveis pela Polícia Federal de São Paulo solicitando fiscalização efetiva das agências bancárias e para que tomassem as providências cabíveis como autuação por descumprimento da legislação e fechamento das agências. A direção da Polícia Federal respondeu que está atuando os bancos e responsabilizando criminalmente os gerentes que assinam os planos de segurança das agências por descumprimento da lei.
Fonte: Seeb São Paulo.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fetecsp.org.br.