04/06/2008 – Milhares de professores e funcionários de escolas participaram, na manhã desta quarta-feira (04 de junho), em Curitiba, da caminhada em defesa das reivindicações da categoria. A passeata teve início na Praça Santos Andrade por volta das 10h, seguindo em direção ao Centro Cívico.
As ruas do centro da Capital ficaram tomadas pelos manifestantes. Enquanto passavam, os educadores eram saudados pela população, que do alto dos prédios jogava papel picado. Durante todo o trajeto, os dirigentes sindicais da APP-Sindicato informavam a população sobre as reivindicações da categoria e sobre a importância do apoio da comunidade aos professores e funcionários paranaenses. Em todo o Estado houve manifestações expressivas, com a paralisação das atividades por professores e funcionários de escolas.
A passeata, em Curitiba, foi encerrada em frente ao Palácio do Governo. Ao meio-dia, a Direção da APP-Sindicato aguardava para ser recebida em audiência com representantes do governo. A expectativa é de que no início da tarde a categoria já possa ser informada a respeito do resultado da reunião. No dia 14 de junho haverá assembléia estadual para definição dos rumos do movimento.
A pauta dos professores e funcionários das escolas públicas paraenses é composta pelos seguintes itens: equiparação salarial com os demais servidores públicos; plano de carreira para os funcionários de escola; implantação do cargo de 40 horas para os professores; implantação da lei nacional 11.301/2006, que institui o direito a aposentadoria especial para pedagogos e diretores de escolas; redução do número de alunos por turma e, finalmente, a melhoria do atendimento à saúde dos educadores.
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Governo não recebe educadores
Apesar da mobilização que reuniu milhares de trabalhadores de todo o Paraná em Curitiba, governador se recusou a receber representação da categoria
04/06/2008 – As esperanças que professores e funcionários de escolas da rede estadual de ensino tinham em receber da parte do governo, nesta quarta-feira, algum posicionamento sobre a pauta de reivindicações da categoria – inclusive o anúncio de um índice de reajuste diferenciado para o magistério –, foram frustradas. Durante o dia, cerca de 90% das escolas da rede estadual de ensino paralisaram as atividades em protesto à morosidade, do Estado, no processo de negociação.
Durante a mobilização, que reuniu cerca de cinco mil educadores vindos de todo o Paraná, a direção da APP-Sindicato voltou a salientar que os trabalhadores fizeram o possível para alcançar um entendimento. Participaram de diversas reuniões e, inclusive, municiaram o poder Executivo com dados do Dieese, comprovando a viabilidade de uma reposição salarial para o magistério superior aos 5% que foi dado na última data-base, em 1º de maio, a todo o funcionalismo público.
Ao chegarem ao Palácio das Araucárias, os manifestantes se postaram em frente ao prédio. Em seguida, uma comissão formada por membros da direção estadual da APP tentou ser recebida pelo governador Roberto Requião, tendo como canal de intermediação o deputado estadual, líder do governo na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). Infelizmente, a resposta recebida pela direção foi a de que Requião se recusava a dialogar com os educadores e, também, que proibia qualquer secretário de Estado de fazê-lo.
No início da tarde, a representação da APP voltou à Assembléia para conversar com Romanelli. Na oportunidade, estavam presentes o vice-governador Orlando Pessuti e os deputados Alexandre Curi (PMDB) e Péricles de Mello (PT). Durante o encontro, nem o vice-governador, nem os demais parlamentares, conseguiram fechar uma conversa entre governo e categoria. Apesar disto, todos se comprometeram em tentar agendar uma reunião com as duas partes antes da próxima assembléia estadual dos educadores, que será realizada no dia 14 de junho.
Diante desse quadro, a APP convida os trabalhadores em educação de todo o Estado a participarem das assembléias regionais que estão sendo promovidas pelos 29 núcleos sindicais da entidade. O objetivo é organizar a categoria para que integre ativamente a assembléia estadual, espaço onde serão decididos os próximos passos da luta. Inclusive, não está descartada a possibilidade de greve.
Além da equiparação salarial com os demais servidores públicos, os trabalhadores querem plano de carreira para os funcionários de escola; implantação do cargo de 40 horas para os professores; implantação da lei nacional 11.301/2006, que institui o direito a aposentadoria especial para pedagogos e diretores de escolas; redução do número de alunos por turma e, finalmente, a melhoria do atendimento à saúde dos educadores.
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