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Desembolsos do BNDES batem recorde histórico no primeiro semestre de 2008

Rio de Janeiro – Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no primeiro semestre deste ano atingiram a marca de R$ 37,9 bilhões, com expansão de 56,2% sobre igual período do ano passado. Segundo o BNDES, a marca é recorde na história da instituição.

Números divulgados hoje (7) pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, mostram que as liberações para a área de infra-estrutura (R$ 15,2 bilhões) cresceram 83%, de janeiro a junho, em comparação com o primeiro semestre de 2007. Para a indústria, os desembolsos evoluíram 43%, atingindo R$ 16 bilhões.

Coutinho estima que os financiamentos para infra-estrutura ultrapassem este ano os desembolsos para a indústria. Segundo ele, isso pode ser explicado pelos projetos em carteira no banco incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pelos investimentos significativos em outros setores, como petróleo e gás e etanol. Segundo o presidente do BNDES, a tendência de aceleração do crescimento das liberações vai continuar nos próximos meses, embora em um ritmo mais moderado.

Na opinião de Coutinho, o desempenho do banco, até agora, “demonstra o vigor da economia brasileira”. Em razão da demanda elevada, disse ele, é muito provável o BNDES chegar até o final do ano com algo acima de R$ 80 bilhões de desembolsos.

Coutinho informou que vai pedir ao Conselho de Administração do banco, no próximo dia 11, autorização para aumentar o orçamento, projetado inicialmente para R$ 80 bilhões, porque a demanda está muito alta. “Temos muitos projetos pela frente. E é importante estimular esses projetos. Esses investimentos são importantes para sustentar de maneira harmônica o crescimento da economia.”

As aprovações no primeiro semestre deste ano somaram R$ 51,2 bilhões, superando em 34% o mesmo período do ano passado. Para infra-estrutura, os projetos aprovados cresceram 14%, contra 59,5% para a indústria. Coutinho lembrou que grandes projetos da área de energia hidrelétrica, como as usinas de Jirau e Santo Antônio, foram aprovados em agosto e, por isso, espera um grande salto nos recursos para infra-estrutura no segundo semestre.

A carteira do PAC hoje no banco soma R$ 49,7 bilhões em financiamentos, com 170 projetos aprovados, contratados e em análise. Desse total, R$ 34,7 bilhões já estão aprovados e contratados. A carteira do PAC no BNDES corresponde a R$ 83,1 bilhões em investimentos.

Luciano Coutinho destacou também a reativação do setor agropecuário, cujos desembolsos aumentaram 15,8% nos seis primeiros meses de 2008, totalizando R$ 2,84 bilhões.

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil.

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Desempenho do BNDES nos últimos 12 meses até junho supera o de igual período anterior

Rio de Janeiro – Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos últimos 12 meses encerrados em junho somaram R$ 78,8 bilhões, com aumento de 34% sobre igual período anterior. O resultado constitui novo recorde histórico e, segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho, reflete o “ciclo crescente de investimentos” em curso na economia brasileira.

Para a área de infra-estrutura, as liberações cresceram 80% de julho de 2007 até junho de 2008, atingindo R$ 32,5 bilhões. Transporte terrestre e energia elétrica foram os destaques nessa área, concentrando 68% dos desembolsos (R$ 22 bilhões).

De acordo com Coutinho, o crescimento de apenas 5,3% registrado nos desembolsos para a indústria nesse período deve-se em parte à substituição de financiamentos do banco para exportação por mecanismos de mercado. Ou seja, nas operações destinadas à exportação, a indústria substituiu recursos do BNDES por captações no mercado internacional. Caíram os financiamentos ao setor de material de transporte destinados ao exterior. Os desembolsos para o setor industrial totalizaram R$ 31,2 bilhões nos últimos 12 meses até junho.

Coutinho ressaltou que o banco também ficou “mais seletivo”, dando prioridade a financiamentos em novas capacidades industriais e em projetos que destacam a inovação, usando Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), praticada pelo banco em suas operações. Houve aceleração de 23% nos desembolsos para investimentos no mercado interno.

Os 12 meses encerrados em junho revelaram também aumento de 31% nos desembolsos destinados à agropecuária (R$ 5,4 bilhões). A Região Sudeste seguiu apresentando o maior volume de recursos do BNDES no período (R$ 42,5 bilhões). Os maiores aumentos nas liberações foram observados para o Norte (176%), com volume de R$ 5,12 bilhões, e para o Centro-Oeste (97%), com R$ 7,9 bilhões.

Nesse período, as aprovações alcançaram R$ 111,8 bilhões, com ampliação de 30% em relação a igual período anterior. Para a indústria, foram aprovados R$ 48,1%, com expansão de 15%, o que reflete uma demanda setorial aquecida. O destaque foi para os setores de mineração, têxtil, vestuário, alimentos e bebidas.

Para infra-estrutura, as aprovações aumentaram 58% nos últimos 12 meses até junho, concentrando recursos de R$ 47,6 bilhões. Coutinho acredita que o setor de infra-estrutura continue aquecido no segundo semestre.

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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