Sindicato quer discutir condições de trabalho para acabar com o problema
São Paulo – Os gerentes do Real estão sofrendo com a forte pressão exercida pelos superintendentes. As metas aumentam sem acordo com os bancários. O Sindicato recebeu informações de que alguns trabalhadores estão adoecendo. Essa pressão faz parte já do “efeito Santander”, segundo os próprios superintendentes, referindo-se à fusão com o banco espanhol.
Os gerentes citam ainda que o conceito do projeto arte foi totalmente distorcido. Segundo o Sindicato apurou, esse projeto foi implantado para uma ação semanal de vendas direcionadas. Havia o compromisso de que na área comercial cada gerente teria um tempo de bloqueio diário de uma a duas horas para elaborar o Planejamento Analítico e Financeiro, o Panfin para cada cliente, o que não foi cumprido. “O projeto foi um fracasso porque o banco simplesmente ignorou a necessidade de contratar mais trabalhadores, o que deixou sobrecarregados os gerentes”, critica Gutemberg.
Os bancários relatam ainda que a cobrança vai aumentar, segundo alguns superintendentes. “As metas definidas no final de 2007 estão sendo cobradas para que os resultados sejam antecipados, também quebrando o que havia sido tratado entre a direção do banco e os gerentes”, completa o dirigente sindical.
O Sindicato cobra negociação e exige o fim do problema.
Por Carlos Fernandes – 06/08/2008.
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Bancários do Real e Santander exigem negociação
Sindicato cobra reunião com Barbosa para tratar da situação dos trabalhadores por conta da fusão
São Paulo – Os dirigentes sindicais têm insistido junto ao presidente do Real e do Santander, Fábio Barbosa, pela abertura imediata de negociações para discutir a situação dos funcionários dos dois bancos durante o processo de incorporação das empresas.
De acordo com o diretor da Fetec-CUT/SP e funcionário do Real, Gutemberg Oliveira, os dirigentes sindicais tiveram acesso à informação de que a intenção é que sejam abertas 600 novas agências nos próximos três anos. “Essa é mais uma prova de que não há qualquer motivo para que haja demissões nas empresas. Muito menos de se utilizar da chamada ‘rotatividade’ para diminuir gastos e postos de trabalho. Pelo contrário, é o momento de valorizar todos os funcionários para que essa transição seja benéfica para empresa e trabalhadores”, adverte o dirigente.
Segundo Gutemberg, é imprescindível que Fábio Barbosa inicie o quanto antes o diálogo com os trabalhadores. Na semana passada foi enviado pedido formal. “O Sindicato é o interlocutor da categoria, por isso tem de participar de todas as decisões que tratem da vida dos bancários”, destaca Gutemberg, afirmando que o banco espanhol tem de respeitar as diretrizes de garantia de emprego estabelecidas pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Esse é o momento de as direções do Real e do Santander superarem divergências e passarem a negociar seriamente com os empregados.”
Protesto – A entrega das reivindicações para a renovação do acordo coletivo específico ocorre no dia 14 de agosto e será marcada por manifestações. Entre as reivindicações está a inclusão dos bancários do Real no aditivo, resguardando as especificidades de cada uma das empresas.
Por Jair Rosa – 05/08/2008.
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São Paulo, 30 de julho de 2008
Ao
Presidente do Banco Santander Brasil
Sr. Fábio Barbosa
Desde o anúncio de que V. Sa. assumiria a presidência do banco Santander do Brasil, vimos reivindicando o agendamento de uma reunião para tratar dos interesses de mais de cinqüenta mil trabalhadores dos bancos envolvidos.
A negativa da reunião tinha como argumento a ausência do aval do BC Holandês para a venda do Real para o Santander, bem como a emissão, pelo mesmo banco, de DNO (Declaração de Não-Objeção), que lhe impedia de assumir de fato a presidência.
Considerando que todos esses entraves já foram superados e que o Sr. assumiu a presidência do banco na última sexta-feira, dia 25 de julho e, que há um compromisso com o Sindicato dos Bancários de São Paulo e Contraf, de receber a representação dos trabalhadores, tão logo isto ocorresse, vimos reivindicar o agendamento de uma reunião em caráter de urgência para debatermos o processo de incorporação e o impacto para os trabalhadores das entidades envolvidas no que concerne:
Emprego
Preservação de direitos
Manutenção das entidades internas como Fundos de Pensão e Planos de Saúde respeitando estatutos e planos vigentes
Manutenção dos acordos assinados entre os bancos e as entidades de representação dos trabalhadores.
Acreditamos num processo negocial que tenha como princípios a boa fé, a transparência e a concessão de informações que impactem os trabalhadores durante o processo de fusão.
No aguardo de uma resposta com indicação de data e local,
Nossas cordiais saudações
CONTRAF/ FETEC – CUT – SP
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região – CUT
Sindicatos e Federações Cutistas
FEEB – SP – MS
Sindicatos e Federações de outros estados
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