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Sindicato dos Bancários Verifica Condições de Trabalho nas agências do Banco do Brasil

Agências lotadas, filas que não andam, sistema fora do ar. Após 3 dias fechadas devido ao feriadão, esse foi o cenário encontrado por clientes e usuários nas agências do Banco do Brasil, no centro de Curitiba, nesta terça-feira, dia 09 de setembro.

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região promoveu nesta manhã uma ‘blitz’ para fiscalizar e comprovar irregularidades no cumprimento de leis que asseguram a qualidade do atendimento aos clientes e usuários. O objetivo era ver se há cadeiras e banheiros disponíveis para os clientes, qual o tempo de espera nas filas e as condições de segurança das agências. Os dirigentes sindicais também distribuíram panfletos sobre os serviços bancários, na intenção de informar clientes e usuários sobre seus direitos, tarifas bancárias e de que forma podem fazer reclamações e queixas em relação ao atendimento das agências.

“O usuário precisa estar ciente de que se não há funcionários suficientes para atendê-lo, o culpado é o banco que não contrata gente suficiente. O bancário está sobrecarregado com o acúmulo de funções e metas abusivas”, explica Pablo Sérgio Mereles Ruiz Diaz, trabalhador do Banco do Brasil e secretário de Assuntos dos Bancos Públicos do Sindicato de Curitiba e Região.

Os dirigentes sindicais estavam munidos com sacos de pano, decorados com frases elucidativas e recheados com as insatisfações dos usuários do Banco do Brasil: juros altos, filas, insistência na venda de produtos, entre outros. “É uma mensagem descontraída, para algo que é bem sério. A população está de ‘saco-cheio’ de ser mal atendida no Banco do Brasil. E não é culpa do bancário. E sim da péssima situação que se encontra este banco público”, conclui Pablo Diaz.

O foco principal das atividades de protestos nas agências do Banco do Brasil foi o combate ao assédio moral, também denominado violência organizacional. Estratégia de que os gestores do banco se utilizam para exigir mais esforços do que já cumprem seus funcionários. Isso traz as seguintes conseqüências: Péssimo clima organizacional, funcionários com depressão e outras doenças ocupacionais, conforme o representante paranaense na comissão de empresa do Banco do Brasil, Gilberto Antonio Reck, trabalhador bancário no BB e diretor da FETEC/CUT-PR.

Atividades fazem parte da Campanha Salarial deste ano

A diretoria do Banco do Brasil segue oferecendo seguidas demonstrações de seu descaso para com os funcionários do banco e seus representantes. A mais recente prova está nos resultados das primeiras negociações entre os dois maiores bancos públicos federais, BB e Caixa Econômica Federal.

Ao contrário da atitude proativa da CAIXA que aceitou a definição de um calendário de negociações específicas, o Banco do Brasil apenas limitou-se a estender a validade das atuais cláusulas específicas. Os trabalhadores bancários no BB esperam muito mais.

“Precisamos explicar à população o que estamos pleiteando. Não basta falarmos em fim das terceirizações se as pessoas não entenderem o porque isso é tão prejudicial a categoria e as relações de trabalho”, assegura Ana Luiza Smolka, dirigente sindical e trabalhadora no Banco do Brasil.

Encerrada a discussão sobre Assédio Moral, é preciso aguardar o texto final

A rodada de negociação desta terça-feira, dia 9, entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) fechou o texto que deve resultar na cláusula de assédio moral. Permanecem polêmicas sobre o sigilo do denunciante e do denunciado. Além disso, os bancos não querem manter na cláusula item que preserve o denunciante.

Também foram iniciados os debates sobre segurança. Os banqueiros admitiram retomar a comissão para um debate permanente sobre o tema. O comando espera colocar em pauta ainda outros pontos de saúde, além de igualdade de oportunidades e emprego.

Os trabalhadores também vão insistir para que novas rodadas de negociação sejam marcadas para os próximos dias.

Prorrogação – Na negociação do dia 2 de setembro, foi definida a manutenção da data-base para 1º de setembro e a prorrogação da validade das atuais cláusulas do contrato coletivo de trabalho.

Isabela Medeiros – FETEC/CUT-PR e CONTRAF/CUT

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