Os bancários paranaenses entraram nesta segunda-feira, dia 13 de outubro, no sexto dia de greve. Como acontece em todo o país, a greve é por tempo indeterminado, combatendo o desrespeito dos banqueiros, que se recusam a apresentar proposta com aumento real, PLR maior e a valorização dos pisos, vales e auxílios.
A orientação do Comando Nacional é intensificar as paralisações, principalmente nos bancos privados. “O crescimento da greve é o caminho para forçar a Fenaban a retomar as negociações e apresentarem propostas que atendam as justas reivindicações dos trabalhadores”, ressalta Roberto von der Osten, presidente da Fetec-CUT/PR
A greve no Paraná vem crescendo diariamente. Na sexta-feira dia 10, os sindicatos filiados a Fetec-CUT/PR (Federação dos Bancários da CUT) tinham 332 agências fechadas. Hoje já são 405 unidades, 11 Centros administrativos e mais de 17500 bancários de braços cruzados. “A categoria bancária está mostrando sua força e conseguimos intensificar as paralisações hoje. E vamos pressionar ainda mais, até conseguirmos uma proposta condizente com os lucros dos bancos”, avalia von der Osten.
No interior do Paraná nas bases dos Sindicatos Arapoti, Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Guarapuava, Londrina, Paranavaí, Toledo e Umuarama e suas respectivas regiões, são 198 agências paradas e mais de 3500 trabalhadores bancários de braços cruzados nesta segunda-feira. Guarapuava aderiu ao movimento grevista na sexta-feira e hoje foi o dia de Toledo e região. “Apesar de existir um pouco de receio por parte dos trabalhadores privados, que sofrem diversos tipos de pressões, a greve está acontecendo em toda a região, inclusive com fechamento de 100% das agências em algumas cidades”, avalia Zelario Bremm, secretário geral do Sindicato de Toledo e Região.
Em Curitiba, são 207 agências que não abriram as portas (49 do Banco do Brasil, 46 da Caixa e 112 de bancos privados), além de 11 Centros Administrativos (4 do HSBC, 3 da CEF e 4 do BB). Estima-se 14 mil trabalhadores bancários parados na base do sindicato.
Além de inúmeras atitudes covardes e anti-sindicais, como convocar trabalhadores de madrugada, para furar greve ou ainda ameaçar os novos funcionários para deixarem o movimento grevista, os bancos continuam recorrendo à Justiça através de ações chamadas interditos proibitórios. O argumento é que a ação dos grevistas representa ameaça ao direito de uso da propriedade dos bancos, mais especificamente das agências bancárias. O objetivo, claro, é pressionar funcionários a não aderirem a greve. Porém, neste ano, o judiciário começa a reconhecer que os trabalhadores têm direitos e que o interdito é uma medida que não cabe na relação entre patrão e empregado. Por isso, todos os sindicatos devem recorrer de todos os interditos proibitórios, principalmente aquelas conferidas pela Justiça Comum, uma vez que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que a competência para estes caso é da Justiça do trabalho.
Total: 412 agências + 11 Centros administrativos paralisados, totalizando aproximadamente 17.570 bancários em GREVE no Paraná.
Fonte: Isabela Medeiros – Fetec-PR/CUT