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Paralisações crescem no Paraná no sétimo dia de greve

Nesta terça feira, o movimento grevista ganha mais adesões em todo o Estado. Nas base sindicais dos Sindicatos da Federação dos Bancários da CUT (FETEC/CUT-PR) 448 agências permaneceram fechadas, totalizando mais de 18.300 trabalhadores em greve . Em Curitiba, são 233 agências e 12 centros administrativos.

O número de agências paralisadas é significativo em todo o Estado. “A Greve está caminhando muito bem. Apesar da truculência do Bradesco, que chamou a polícia para obrigar a abertura das suas agências, continuamos resistindo no movimento”, avalia Wanderley Crivellari, secretário geral do Sindicato de Londrina e Região. Em Londrina são mais de 60 agências paralisadas hoje e mais 1400 bancários em greve.

Em Umuarama, o panorama também é bem positivo. São 29 agências fechadas e pelo menos 60% dos trabalhadores parados. “O movimento está bom, e os bancários estão com muita disposição para se manter em greve e exigir um reajuste melhor para a categoria”, avalia Edilson Gabriel, secretário geral do Sindicato de Umuarama e Região.

Apesar da grande mobilização da categoria, a Fenaban (Federação dos sindicatos patronais dos Bancos) não manifestou interesse de agendar nova reunião ou apresentar nova proposta. “Esta semana de paralisação ainda não foi suficiente para que a Fenaban mostrasse interesse em negociar com os trabalhadores. Mas os bancários têm muita força: vamos pressionar ainda mais os bancos”, avalia Roberto von der Osten, presidente da FETEC-CUT/PR e representante paranaense no Comando Nacional, que negocia diretamente com a Fenaban (Federação dos bancos). “Nós queremos uma proposta decente. Foram os banqueiros que pararam as negociações. Enquanto isso, a greve cresce”, adverte Beto.

Amanhã, 15 de outubro, o Comando Nacional se reunirá em São Paulo para traçar as novas estratégias para a Campanha Salarial Nacional. A categoria quer a retomada imediata das negociações com a Fenaban e a apresentação de uma nova proposta que atenda as suas reivindicações. A proposta dos banqueiros de reajuste de 7,5% foi rejeitada no final de setembro. Os bancários querem aumento de 13,23% (inflação do período mais 5% de ganho real), cálculo da PLR maior e simplificado, elevação dos pisos salariais, cesta-alimentação de R$ 415, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral e melhores condições de saúde, segurança e trabalho, entre outras reivindicações.

Confira o panorama de Greve no PARANÁ

Apucarana e Região: 19 agências paralisadas, 376 trabalhadores em greve
Arapoti e Região: 21 agências paralisadas, 196 trabalhadores em greve
C. Mourão e Região: 8 agências paralisadas, 183 trabalhadores em greve
C. Procópio e Região: 12 agências paralisadas, 189 trabalhadores em greve
Curitiba e Região: 233 agências paralisadas, 14600 trabalhadores em greve
Guarapuava e Região 21 agências paralisadas, 430 trabalhadores em greve
Londrina e Região: 66 agências paralisadas, 1486 trabalhadores em greve
Paranavaí e Região: 18 agências paralisadas, 300 trabalhadores em greve
Toledo e Região: 21 agências paralisadas, 290 trabalhadores em greve
Umuarama e Região: 29 agências paralisadas, 307 trabalhadores em greve

Total: 448 agências fechadas, 104 do Banco do Brasil, 91 da caixa e 253 agências de bancos privados + 11 Centros administrativos paralisados (4 do Banco do Brasil, 3 da Caixa, 4 do HSBC e 1 ABN/Real) totalizando mais de 18300 bancários em GREVE.

Por Isabela Medeiros – FETEC-CUT/PR

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