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Sucesso de negociação com o Santander depende de PPR melhor

Com detalhes sobre o aditivo praticamente finalizados, resta ao banco demonstrar que valoriza seus funcionários com aumento no valor do Programa de Participação nos Resultados

Acontece nesta sexta-feira, dia 5, mais uma reunião entre os representantes dos bancários e a direção do Santander para tratar do aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho e do pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Com relação ao aditivo, as discussões específicas estão praticamente encerradas. Mas o mesmo não pode ser dito no que se refere ao PPR.

“Conquistamos a manutenção do aditivo e avanços, como pagamento da PLR para quem se aposenta este ano e a possibilidade de conversão do período extra de amamentação em dez dias corridos. Mas a questão do PPR está emperrando o andamento das negociações”, explica Mário Raia, diretor do Sindicato e funcionário do Santander. Ele ressalta ainda que o Sindicato está lutando pela extensão dessas conquistas aos trabalhadores do Real.

PPR – O banco segue insistindo em dar um aumento de apenas 10% no valor do PPR, que no ano passado foi de R$ 600. “Em 2007, o PPR praticamente dobrou. Como se trata de um programa que garante ao banco isenções fiscais, consideramos essa proposta de reajuste, de apenas R$ 60, muito baixa”, afirma.

Raia lembra que os ganhos do Santander com a fusão com o Real serão expressivos. “Informações publicadas na imprensa dão conta de ganhos de sinergia da ordem de R$ 2,7 bilhões, valor cerca de 25% superior à expectativa inicial do banco. Se o Santander quer mostrar que realmente valoriza seus funcionários, deve direcionar um pouco destes ganhos para reconhecer o esforço dos bancários dando um aumento expressivo no PPR”, diz o dirigente sindical.

Fonte: Seeb SP

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