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Poupança tem em novembro maior captação do ano

Brasília – A captação mensal da caderneta de poupança em novembro foi a maior do ano e chegou a R$ 2,503 bilhões. Segundo dados do Banco Central, divulgados hoje (4), os depósitos no mês passado ficaram em R$ 82,026 bilhões enquanto os saques somaram R$ 79,523 bilhões. Foram creditados rendimentos em novembro de R$ 1,722 bilhão.

A caderneta de poupança tem sido uma das alternativas seguras dos aplicadores diante da instabilidade no mercado financeiro, que garante R$ 60 mil a cada aplicador. O resultado do mês passado também pode ter sido influenciado pelo pagamento da primeira parcela do 13o salário.

No acumulado do ano, a diferença entre os depósitos e as retiradas foi de foi de R$ 12,237 bilhões, resultado bem menor do que em 2007: R$ 33,379 bilhões.

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil.

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BC liberou R$ 94 bilhões de depósitos compulsórios desde setembro

Brasília – O Banco Central já liberou R$ 94 bilhões de depósitos compulsórios, depois do agravamento da crise financeira internacional, no final de setembro.

Segundo o presidente da instituição, Henrique Meirelles, o banco contava com R$ 250 bilhões em depósitos compulsórios e a liberação normalizou gradativamente a queda de liquidez (falta de dinheiro disponível nos bancos), restando problemas pontuais.

Meirelles afirmou que os dados de novembro já indicam melhora nas novas concessões de crédito. Na comparação dos primeiros 16 dias úteis de novembro com o mesmo período de outubro, a concessão de crédito subiu 4,7%. Para as famílias, o aumento foi de 10,9% e para as empresas, de 1,7%.

Meirelles também revelou dados dos leilões de venda de dólares, a partir de setembro. Nos leilões de venda com compromisso de recompra foram vendidos US$ 6,4 bilhões; nos empréstimos aos bancos para financiamento de exportações, foram US$ 5,3 bilhões. A venda por swap cambial chega a US$ 31,1 bilhões, enquanto no mercado à vista somou 6,7 bilhões.

Meirelles fez uma palestra sobre a crise financeira no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.

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Indústria de bens de capital quer novas medidas anticrise

São Paulo – O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, defendeu hoje (3) a adoção de novas medidas para estímulo a economia nacional e contra a crise financeira. Durante evento promovido pela entidade, Pastoriza disse que os governos federal, estaduais e municipais devem tomar novas atitudes urgentes para evitar que o país entre em recessão.

Carlos Pastoriza disse que o setor de bens de capital, representado pela Abimaq, criou um comitê para estudar a evolução e os impactos da crise internacional no país.

Esse comitê também estruturou medidas consideradas fundamentais para a manutenção do nível de investimento e crescimento econômico brasileiro. A ampliação do prazo de pagamento de impostos e a redução significativa da taxa Selic estão entre as principais recomendações.

“Já houve um movimento no sentido da ampliação do prazo de pagamento de impostos, mas foi muito modesto”, disse Pastoriza, lembrando da concessão de mais até 15 dias para que empresas recolham impostos federais. “Queremos a ampliação do prazo para impostos federais, estaduais e municipais. Pelo menos, mais 30 dias,” disse.

De acordo com o vice-presidente da Abimac, a medida ajudaria as empresas a manter dinheiro em caixa e contornar mais facilmente a escassez de crédito no mercado – umas das conseqüências da crise.

Ainda com o objetivo de minimizar os efeitos da falta de crédito, Pastoriza cobrou um corte de pelo menos 4 pontos percentuais na Selic, que hoje é de 13,75% ao ano. “Queremos a imediata redução da Selic para um índice de um dígito”, disse. “Se o governo fizer isso, estará dando um sinal de confiança ao mercado e economizando pelo menos R$ 50 bilhões com juros da dívida pública. Esse dinheiro deveria ser investido na geração de empregos,” afirmou.

Pastoriza afirmou que a justificativa de que a queda na taxa básica de juros poderia causar aumento da inflação não é válida. Para ele, o governo deve agir e, caso a inflação volte, ele poderá corrigir esse problema no futuro.

De acordo com Pastoriza, a Abimaq também defende uma atuação mais firme para estabilização do dólar, a ampliação dos empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e uma cobrança rígida para que os bancos emprestem os recursos sob sua guarda. “Não é ingenuidade exigir que os bancos privados equilibrem seus interesses com os interesses da sociedade,” disse

Caso medidas não forem tomadas, Pastoriza acredita numa paralisação da economia já a partir do segundo trimestre de 2009. Segundo ele, a indústria de máquinas e equipamentos, que registra crescimento de 24,8% só em 2008, entrará em crise pela falta de investimentos, diminuirá sua produção, dispensará trabalhadores e agravará ainda mais o quadro econômico do país.

Pa este ano, contudo, o vice-presidente da Abimaq afirmou que as perspectivas ainda são boas. Estimativas apresentadas também hoje pela Abimaq apontam para um crescimento de 20% no faturamento do setor, na comparação com 2007. Só em outubro, o setor faturou R$ 7,33 bilhões – 10,3% a mais do que o valor registrado no mês anterior.

Por Vinicius Konchinski – Repórter da Agência Brasil.

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