A taxa de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a bater recorde, em novembro, e atingiu o maior patamar já registrado por um presidente brasileiro desde a redemocratização do país, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira. De acordo com levantamento feito pelo Datafolha, e publicado na edição desta sexta-feira do jornal Folha de S.Paulo, a avaliação positiva (soma de notas ótimo e bom) do presidente atingiu 70%, batendo o recorde anterior, que também já era de Lula, de 64% de aprovação em setembro.
O levantamento mostra que 23% avaliam o presidente como regular e 7% como ruim ou péssimo. A pesquisa, feita entre os dias 25 e 28 de novembro, mostra que Lula conta com avaliação positiva em todos os segmentos socioeconômicos e regiões do país. O levantamento foi publicado em uma semana em que foram feitos anúncios de demissões em grandes companhias do país, como a Vale, e em que a indústria informou que as vendas de veículos despencaram pelo segundo mês consecutivo em novembro.
O levantamento apurou que 27% dos brasileiros ainda não tomaram conhecimento da atual crise financeira internacional. O Datafolha ouviu 3.486 pessoas, com mais de 16 anos de idade, em todo país. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. As melhores notas obtidas pelos presidentes que antecederam Lula no cargo depois da redemocratização do país no final dos anos de 1980 estão longe do patamar alcançado pelo petista.
O melhor desempenho registrado pelo tucano Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, foi 47% de aprovação em dezembro de 1996. Itamar Franco obteve 41% de avaliação positiva em dezembro de 1994, seguido por Fernando Collor, que em junho de 1990 registrava 36% de avaliação postiva entre os brasileiros.
Encontro
De posse da informação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu os cumprimentos no início da tarde, no escritório da Presidência da República, em São Paulo, da ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt. Ela iniciou segunda-feira, no Equador, uma série de visitas a países latino-americanos.
O objetivo é conversar com autoridades sobre o aprofundamento de ações que favoreçam a libertação de reféns em poder das Farc, segundo informações da agência argentina Telam. Ela já se reuniu com parentes de 28 reféns.
Por Redação – de Brasília.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.correiodobrasil.com.br.
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Crise faz despencar popularidade de Lula
A manchete do Diário Oficial Tucano (DOT), a FSP (Força Serra Presidente) estava pronta. O editor chefe encomendou nova pesquisa de opinião, menos de 2 meses antes da anterior, para constatar os evidentes desgastes na imagem do presidente, com a crise e, principalmente, com o clima de pânico e de pessimismo que a mídia privada – e em especial, o DOT – tinham disseminado. Como toda pesquisa fabricada, não se pesquisava a popularidade de Lula, mas a eficácia da campanha de desgaste que a mídia oligárquica tinha desatado. Propagandeia-se todo o tempo OMO LAVA MAIS BRANCO e se contrata pesquisa para conferir a efetividade da lavagem de cérebro.
Tudo pronto, convocados os zelosos funcionários tucanos da página 2, os chamados “especialistas” – disfarce da tucana fernandohenriquista – para comentar, tudo pronto para explorar a queda irreversível do apoio a Lula. CRISE FAZ DESPENCAR POPULARIDADE DE LULA. Ou: LUA DE MEL DE LULA TERMINA DEFINITIVAMENTE. Sub-título: Serra se diz pronto para enfrentar a crise. Economistas tucanos: Só volta das privatizações pode salvar o Brasil.
Faltava combinar com o povo brasileiro. Mais uma vez “o povo derrotou a opinião pública” fabricada pela mídia privada. 70% de apoio, 6% a mais que na ultima pesquisa, depois da intensa campanha propagandística contra o governo. Crescimento em todos os setores – nível de renda, nível de escolaridade, região do país, tudo, tudo, pior não poderia ser para a FSP e a direita brasileira.Conseguiram apoio de apenas 7% de rejeição a Lula, com tudo o que gastaram na campanha. Contra eles, 93%. O resultado os surpreendeu tanto, que no dia mesmo da publicação da pesquisa, ninguém tinha nada a dizer, nenhum comentário, luto fechado.
Foram necessárias 48 horas para encontrar palavras que dessem conta do incompreensível para mentes tucanas dos jardins paulistanos. Depois da ressaca, das doses de uísque para consolar, o jornal sai todo sem graça, buscando razões que a própria razão desconhece, esfarrapadas, para consolar o inconsolável, depressivo e sorumbático chefe que os havia convocado para mais uma batalha serrista.
Pensaram em títulos como:
POVO AINDA NÃO PERCEBE A CRISE.
Ou: DEMAGOGIA LULISTA ESCONDE A CRISE.
Ou ainda POVO BRASILEIRO, IGNORANTE, MERECE LULA E A CRISE.
Ou, como teria sugerido um funcionário casado com uma tucana ou outro, casado com um tucano: FHC: LULA ENGANA OS BRASILEIROS. Subtítulo: Ex-presidente sugere que FSP publique Max Weber em fascículos, embora creia que é biscoito muito fino para a plebe.
Pensaram em declarações da sua galera, como:
Gilmar Mendes: Supremo vai questionar resultado da pesquisa.
Fiesp: Pessimismo empresarial ainda vai vingar.
Gianotti: Leitura de Wittgenstein permite perceber que Lula está condenado pela Lógica.
Assim age um jornal com o rabo preso com os tucanos e, através deles, com a elite branca, milionária, um intelectual orgânico das elites dominantes brasileiras internacionalizadas. Editorial para xingar Lula, carta de leitor indignado com a realidade, um colunista diz que o desgaste de Lula ainda está por vir, não custa esperar, um “intelectual” tucano repete a mesma coisa, um psicanalista diz que o povo gosta de fugir da realidade.
Agora é fazer logo outra pesquisa, quem sabe alguma oscilação no apoio a Lula, quem sabe aumentar a dose do pânico, talvez mandar embora essa equipe de funcionários incompetentes, talvez outra dose de uísque.
Por Emir Sader.
ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cartamaior.com.br.