Todas as agências do HSBC foram fechadas em Londrina por conta de sete demissões efetuadas apenas nas duas últimas semanas. Ao longo desta quinzena, o Sindicato dos Bancários de Londrina e Região já vinha retardando a abertura das agências em razão de três dessas demissões. Na quarta feira, dia 24 de junho, com a confirmação das outras quatro demissões, nenhuma agência do HSBC foi aberta. A paralisação ocorreu durante todo o expediente bancário.
“Temos 150 trabalhadores bancários no HSBC aqui em Londrina. Estas demissões correspondem a 5% do quadro, o que é um absurdo”, diz Wanderley Antônio Crivellari, Presidente do Sindicato dos Bancários em Londrina e Região e trabalhador no Itaú Unibanco.
Foi agendada, para a próxima semana, uma reunião de representantes da área de recursos humanos do HSBC com os sindicalistas. A pauta da reunião será a reversão das demissões, garantias para os outros empregados e a ampliação dos quadros, que já vem operando em seu limite, segundo Wanderley Antônio Crivellari.
Em uma ação paralela, representantes do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região retardaram, hoje, a abertura de uma agência do banco Itaú por conta da demissão de uma trabalhadora.
Por Luiz Gustavo Vilela – Jornalista
DRT: 12.019/MG
FETEC-CUT-PR
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HSBC: Londrina protesta contra demissões
Mais uma vez o banco inglês mostrou a sua verdadeira “responsabilidade social” e demitiu sete trabalhadores bancários na região de Londrina. Como protesto, o Sindicato dos Bancários promoveu uma paralisação que envolveu quatro agências do HSBC na cidade.
De acordo com o diretor do Sindicato, Geraldo Fausto dos Santos (Ceará), o número de demissões pode chegar a 50 na região de Londrina. Ceará afirmou que a postura da direção do banco trouxe insegurança para todos os funcionários. “As demissões estão atingindo gerentes e caixas. O que mais agrava a situação é que grande parte dos funcionários demitidos têm mais de 20 anos no banco e está perto da aposentadoria”, comentou.
Demissões, um problema nacional – No Encontro Regional dos Dirigentes Sindicais do HSBC, realizado no início de junho, em Curitiba, ficou evidente que as demissões, o fechamento de unidades, a falta de funcionários para prestar atendimento nas agências e a desvalorização dos trabalhadores são problemas comuns aos bancários no HSBC de todo o país.
Em Curitiba e região, os desligamentos de trabalhadores do HSBC já somam 326 no primeiro semestre de 2009. Em 2008, foram 646. O que é incoerente, é que no mesmo evento, os representantes do HSBC afirmam que querem crescer no segmento de varejo no país e que o momento é de investimento.
A pergunta é: que investimento é este que implica em fechamento de agências e demissões? Só em abril, 43 agências do banco foram fechadas em todo o país.
Que crescimento é este? A única coisa que cresce no HSBC é a lucratividade conquistada às custas dos trabalhadores.
HSBC investe em heliponto – O banco HSBC está investindo na ampliação do heliponto localizado no centro administrativo Xaxim. O local é velho conhecido dos trabalhadores no banco que são obrigados a embarcar nas aeronaves para preservar seus empregos. Afinal, como o Sindicato denunciou na Campanha Salarial 2008, a ameaça e coerção são práticas comuns no HSBC. A intenção é de tirar dos bancários o direito de livre manifestação e impedir que exerçam seu direito constitucional de greve por melhores condições de traballho. A prática antissindical é amplamente denunciada pelo Sindicato, que teme que o banco, defendendo seus interesses esteja colocando em risco a vida de trabalhadores, já que os helicopteros fazem vôos constantes, muitas vezes com más condições de tempo.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.