Banco do Brasil e Caixa podem ser obrigados se candidatar para compra de folha de pagamento do INSS
São Paulo – O governo federal deve revidar a ameaça de boicote dos banqueiros ao leilão da folha de pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) obrigando os dois bancos públicos federais, Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, a se entrarem na disputa marcada para o final de julho. A informação é da Folha de S.Paulo.
Os bancos querem esvaziar o leilão pois, ao invés de pagar pela folha, como fazem para estados, municípios e outros órgãos públicos, os bancos querem receber por elas. As instituições financeiras lucram alto com as folhas de pagamento, pois, na prática, é como se fossem abertas novas contas para o crédito dos salários ou benefícios. Assim, elas podem cobrar tarifas e conceder crédito, por exemplo, duas das fontes de capital mais rentáveis para as instituições financeiras. No caso do INSS, os bancos terão ainda mais uma vantagem – o crédito consignado – fonte de lucros com risco zero. Em 2007, por exemplo, a Nossa Caixa pagou a bagatela de R$ 2,1 bilhões pela folha de pagamento dos servidores paulistas, mesmo tendo, por lei, o direito a administrá-la.
O total de “novos clientes” que o banco que ficar com a folha de pagamento do INSS vai receber é de 26,4 milhões, atual número de beneficiários do instituto, segundo o jornal Valor Econômico. E o direito de administrar a folha do órgão será por longos 20 anos.
Por Redação, com informações da Folha de S.Paulo – 07/07/2009.
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Folha de pagamento do INSS assanha cobiça dos bancos
Banqueiros querem receber para incorporar nada menos de 26,4 milhões de “novos clientes”
São Paulo – Em vez de pagar pela folha de pagamento dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como fazem para estados, municípios e outros órgãos públicos, os bancos querem receber por elas. E, para isso, prometem uma batalha contra o órgão público.
Até setembro de 2007, o governo federal teve que despejar nos já abarrotados cofres dos banqueiros nada menos do que R$ 250 milhões todos os anos para que os bancos fizessem o pagamento dos benefícios do INSS. Naquele mês, no entanto, a União decidiu seguir o raciocínio de outras entidades públicas e cobrar pela folha.
Naquela época, banqueiros e governo fizeram um acordo para resolver o impasse por meio do qual nem governo nem bancos pagaram pela folha do INSS. Mas o acerto é transitório e o fim da discussão dependia de uma solução a ser encontrada por um grupo de trabalho composto por representantes do Ministério da Previdência Social, do Ministério da Fazenda, do INSS, da Dataprev e dos bancos envolvidos.
O então ministro da Previdência Social à época, Luiz Marinho, disse que se o impasse permanecesse, faria um leilão da folha. “Temos a convicção de que é um produto de valor”, afirmou. O atual titular da pasta, José Pimentel, manteve o procedimento, e o edital de licitação com as regras do leilão deve ser divulgado no dia 9. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) ameaça boicotar.
Pagando – O banco Nossa Caixa pagou, em 2007, a bagatela de R$ 2,1 bilhões pela folha de pagamento dos servidores paulistas, mesmo tendo, por lei, o direito a administrá-la, visto que era o único banco oficial paulista após a venda do Banespa para o Santander.
Os bancos lucram alto com as folhas de pagamento, pois, na prática, é como se fossem abertas novas contas para o crédito dos salários ou benefícios. Assim, os bancos podem cobrar tarifas e conceder crédito, por exemplo, duas das fontes de capital mais rentáveis para as instituições financeiras. No caso do INSS, os bancos terão ainda mais uma vantagem, que é o crédito consignado, fonte de lucros com risco zero.
O total de “novos clientes” que o banco que ficar com a folha de pagamento do INSS vai receber é de 26,4 milhões, atual número de beneficiários do instituto, segundo o jornal Valor Econômico. E o direito de administrar a folha do órgão será por longos 20 anos. Ou seja, é garantia de forte fonte de renda por muito tempo.
Por Redação, com informações do Valor Econômico – 01/07/2009.
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Governo vence queda de braço com bancos
Acordo garante tarifa zero para a folha de pagamento dos benefícios do INSS
São Paulo – O Ministério da Previdência Social bateu o pé e garantiu por um ano a isenção de tarifas bancárias no pagamento da folha de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). No final do mês passado, após uma reunião, os bancos não haviam aceitado o cancelamento da cobrança, que retiraria dos cofres públicos algo em torno de R$ 250 milhões.
Além disso, ficou definida ainda a antecipação em cinco dias para o pagamento de quem recebe até um salário mínimo, um contingente de cerca de 8,5 milhões de pessoas. “Buscamos um formato que substituísse o leilão, preservando a distribuição da carteira à rede de bancos que presta serviço ao INSS, garantindo a prestação de um serviço de qualidade, sem transtornos aos nossos segurados”, afirmou Marinho.
No primeiro semestre, Marinho iniciou negociações com os bancos para inverter a lógica da folha de pagamento do INSS, uma das maiores do país, já que os bancos é que deveriam pagar para mantê-la e não cobrar pelo serviço. “Demos o primeiro passo e estamos economizando R$ 250 milhões a cada ano. A idéia é precificar esse produto e passar a receber pela folha”, disse o ministro.
A isenção vale para o período entre 1º de setembro de 2007, quando o INSS interrompeu o pagamento aos bancos, até 31 de agosto de 2008.
Grupo de Trabalho – Até março do ano que vem, um grupo de trabalho composto por representantes do Ministério da Previdência Social, do Ministério da Fazenda, do INSS, da Dataprev e dos bancos envolvidos irá elaborar um novo modelo de pagamento dos benefícios. Caso não chegue a um acordo, o ministro Marinho admite até a realização de um leilão no ano que vem.
“Fizemos um acordo de transição, que prevê tarifa zero, mas não evitaremos o leilão se este grupo técnico não fizer a precificação do valor da folha. Temos a convicção de que é um produto de valor”, concluiu Marinho.
Por André Rossi – 12/12/2007.
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